<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670</id><updated>2012-02-02T00:03:29.656+02:00</updated><category term='jornalismo'/><title type='text'>Nullius in Verba</title><subtitle type='html'>"a palavra de nenhum outro homem é final"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>163</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7941880700501334748</id><published>2010-07-26T16:10:00.002+02:00</published><updated>2010-07-26T16:34:15.638+02:00</updated><title type='text'>Ausências e questões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falo de duas ausências: uma é simples e posso explicá-la por tratar-se de foro pessoal; a outra é bem mais complicada pois acontece na esfera pública. Estive muito tempo ausente deste convívio por falta de inspiração. Não é fácil pensar. Já o economista William Bagehot dizia que uma das grandes dores afligindo a natureza humana é a dor duma nona ideia. Confesso que tem me sido muito difícil parir novas ideias. Espero que estas pequenas questões ajudem-me a encontrar a minha musa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois bem, preocupa-me não ver estórias no "Notícias" e "Domingo" sobre o escândalo das casas disputadas mutuamente pelo Município da Cidade da Beira e pela Frelimo. Porquê é que um caso tão importante assim na vida jurídica e política do país não merece atenção dessas duas publicações? Porquê da sonegação da informação? Existe uma tese de que o que não aparece na comunicação social não existe. Será essa a intenção das duas publicações ao não publicarem notícias sobre o caso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas questões. Seria bom ter algumas explicações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7941880700501334748?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7941880700501334748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7941880700501334748&amp;isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7941880700501334748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7941880700501334748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2010/07/ausencias-e-questoes.html' title='Ausências e questões'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8739224370793368760</id><published>2010-02-08T13:15:00.002+02:00</published><updated>2010-02-08T13:40:47.778+02:00</updated><title type='text'>Mais que pérola!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou apenas a tentar ver se consigo um re-arranque. E porque esta me diz respeito não podia deixar passar em branco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/965490"&gt;notícia&lt;/a&gt; está clara: o governo moçambicano foi convidado pela Fundação Carter a participar na Conferência Regional de África sobre o Direito de Acesso à Informação, a ser realizada em Accra, Gana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acontece que existe um anteprojecto de Lei do Direito à Informação já com uma considerável expessura de poeira nas prateleiras da Assembleia da República - afinal, o anteprojecto foi depositado em 2005. Tantas sessões ordinárias e extra-ordinárias já foram realizadas sem que ela no mínimo entrasse na bicha dos anteprojectos a serem discutidos. Nem a Frelimo nem a Renamo patrocinaram o anteprojecto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não posso especular se a falta de patrocínio se deveu à falta de vontade política ou distração, mas o que é certo é que um instrumento legal que podia levar a que profissionais de comunicação social e cidadãos interessados tivessem o direito de acesso à informação pública ainda está por ser aprovado meia década após a sua deposição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Especulando sobre as possíveis razões do convite da Fundação Carter, posso até pensar que seja essa uma forma de conciencializar o governo moçambicano a aprovar o anteprojecto. Segundo pude perceber, os convites foram direccionados aos países que ainda não aprovaram uma leí de direito à informação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos ver se a Ministra Vitória Diogo volte com algumas respostas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8739224370793368760?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8739224370793368760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8739224370793368760&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8739224370793368760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8739224370793368760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2010/02/mais-que-perola.html' title='Mais que pérola!!!'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8950721897821183740</id><published>2009-09-22T01:14:00.003+02:00</published><updated>2009-09-22T14:24:38.409+02:00</updated><title type='text'>Ironicamente adorando a Frelimo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vai ser muito breve. No jornal da noite da STV ouvi uma coisa muito interessante de duas figuras da Frelimo. Um, o secretário geral, Felipe Paúnde, disse em conferência de imprensa em Nampula que em apenas uma semana o seu partido tinha coberto 1.798.000 cidadãos elegíveis - não se esqueçam que temos por aí uns cinco milhões de eleitores registados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na cidade de Maputo, o António Niquice, disse que a Frelimo tinha abrangido mais de 90 porcento do eleitorado desta urbe. Não tenho nas pontas dos dedos o número de cidadãos recenseados em Maputo cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não deixa de ser interessante!!!! É preciso realçar que nenhum outro partido já falou de números. A Frelimo é a primeira a vir a terreiro. É também interessante que os números são anunciados no mesmo dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Bem, vamos às questões: que instrumentos de contagem tem a Frelimo ao seu dispôr? É que dizer que foram abrangidos 1.798.000 eleitores registados requer muita ginástica. Vejam que este é um número exactidíssimo. Tirou-se as crianças que afluem aos comícios e se chegou aps 1.798.000 eleitores e nenhum jornalista piou... Ishh Yôwê!!!! A Frelimo sempre a fazer as contas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Maputo cidade, pelo menos o Niquice coibiu-se de falar de números exactos, mas 90 porcento é mesmo um feito. Por acaso eu consto dos 10 porcento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É muito interessante esta precisão matemática da Frelimo e se a moda pega....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8950721897821183740?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8950721897821183740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8950721897821183740&amp;isPopup=true' title='174 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8950721897821183740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8950721897821183740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/09/ironicamente-adorando-frelimo.html' title='Ironicamente adorando a Frelimo'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>174</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5306925463392904432</id><published>2009-08-24T11:40:00.000+02:00</published><updated>2009-08-24T11:49:06.563+02:00</updated><title type='text'>Percebendo o socialismo capitalista de Chipande</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O General Alberto Chipande encontra-se numa situação ímpar. Os historiadores oficiosos dizem-nos que é o homem do primeiro tiro contra o colonialismo português. Só isso encerra um grande peso simbólico. Recentemente o general Chipande recorreu aos livros de história para voltar a ser o primeiro a disparar mais um tiro que quanto a mim não deixa de ter um significado muito importante na história de Moçambique.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O general Chipande questionou a razão das críticas sobre o facto de alguns dirigentes da Frelimo mostrarem sinais visíveis de acumulação de riqueza num ambiente de negócios que parece hostil à maioria dos moçambicanos. “Se Mondlane e Machel fossem vivos, seriam também acusados de serem ladrões.... somos acusados de ladrões porque estamos vivos,” Chipande é citado a dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pois bem, não pretendo discutir a moralidade do processo de acumulação de riqueza dalguns dirigentes da Frelimo. Pretendo é procurar olhar para a mensagem que as declarações de Chipande parecem encerar. Para já é salutar que os moçambicanos discutam essas coisas e que os dirigentes também se envolvam nessa discussão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vou procurar basear a minha análise em teorias de comunicação sobre a mensagem. Para a comunicação ser efectiva é necessário que quatro requisitos sejam observados, nomeadamente que uma mensagem seja transmitida, seja recebida, que haja resposta, e que seja compreendida.
Portanto, a mensagem é veiculada através de um medium, e tem uma ideia ou ideias. Ela também contém elementos semióticos e sociológicos. Os semióticos referem-se aos sinais e códigos dentro dos quais os sinais têm significado e os sociológicos à audiência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A análise semiótica olha para os textos (incluindo programas de rádio e televisão, filmes, bonecos animados, jornais, entre outros) e a prática utilizada para produzir e interpretar tais textos. Em última análise deve se olhar para além do texto específico. A primeira tarefa é estabelecer as convenções, identificar as diferenças significativas numa tentativa de modelar um sistema de categorias, relações, conotações, distinções e regras utilizadas nos textos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, um texto é um sinal complexo contendo outros sinais. É preciso questionar as funções ideológicas dos sinais no texto; que realidade o texto procura construir e como o faz; como procura naturalizar a sua perspectiva; e que assunções tem da audiência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O mensageiro tem de ter em conta a oportunidade do lugar e do momento, para além de saber adaptar-se ao carácter dos que o escutam. Como dizia antes, a mensagem é veiculada através de um medium e no caso vertente o general Chipande transmitiu a sua mensagem através dos meios de comunicação social – temos que ter em conta que o espaço mediático é um espaço onde se pretende definir e construir a realidade social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Que realidade social pretende Chipande construir? O sociólogo Elísio Macamo já dizia no seu livro “Um País Cheio de Soluções” que no período imediatamente após a independência a Frelimo tinha um discurso catequista e puritano que nos ensinava “a torcer o nariz perante a riqueza, independentemente da sua origem. A mistura dessa socialização com certos hábitos culturais problemáticos afecta o nosso discernimento.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sendo que, os dirigentes da Frelimo, Chipande incluso, entendem que é preciso alterar essa nossa realidade social que de alguma forma faz parte do nosso ADN cultural. A nova realidade social que se pretende é de que não há problema nenhum em acumular riqueza, o que não é mau ao de todo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ademais, temos que aceitar que historicamente o processo de acumulação de riqueza nunca foi pacífico e sem os seus detractores. É só lançarmos o olhar para a forma como os americanos construíram a sua riqueza nas costas dos escravos; como os ingleses tornaram-se ricos; ou mesmo como os portugueses durante algum tempo enriqueceram comercializando escravos e pilhando as nossas riquezas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Aliás, alguns países ricos continuam firmes em deter e controlar os meios de produção de riqueza através de todo o tipo de barreiras e mecanismos, utilizando instituições como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e Organização Mundial do Comércio, apenas para citar alguns. Chipande quer-nos relembrar essa realidade e nos fazer aceitar que não há mal nenhum em que os dirigentes moçambicanos também acumulem riqueza. Evidentemente que compreender esse desiderato não significa concordar com ele, sobretudo se tomarmos em conta os meios utilizados para se acumular essa riqueza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O local que Chipande escolheu para disparar o tiro é também importante. Foi mesmo quando passava o testemunho ao jovem tigre Celso Correia, como o SAVANA o apelida. Correia aparece nos média moçambicanos com uma narrativa própria: representa a estória de um jovem bem sucedido no mundo empresarial - há quem o tenha avaliado em mais de cinco milhões de dólares norte-americanos ainda que não saibamos em que circunstâncias amealhou o dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O facto de Correia ter substituído um histórico da Frelimo do volante de um empreendimento como o corredor de Nacala também tem o seu simbolismo. É preciso procurarmos entender que condições estruturais existem para que jovens empresários (gosto de dizer gestores) singrem no país, e talvez replicarmos para termos tantos outros. O problema resulta de as tais condições estarem envoltas de secretismo e mistério ao ponto de tantos outros jovens não poderem beneficiar delas, ou não saberem como fazer para tirar proveito delas e também ajudarem na construção de desenvolvimento em Moçambique.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas voltando à vaca fria, a audiência é de âmbito social e Chipande disse tanto ao afirmar que “o corredor não deve servir um punhado de pessoas, mas servir os interesses do povo, não importa o contexto e o tempo.” Há que a mensagem era dirigida? Ao Celso Correia? Ou a quem o colocou ao volante do CDN? Ou aos moçambicanos? Bom, é difícil responder sem compreendermos as funções ideológicas que o texto encerra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ao meu ver, a mensagem de Chipande vai para o Celso Correia, a quem o colocou, e aos moçambicanos. Ao Celso, parece que a mensagem foi de que és jovem para me substituíres,  e a quem o colocou, a questão é de que todos nós queremos um quinhão da riqueza, e aos moçambicanos, que apesar de estarmos a acumular riqueza não nos crucifiquem. Se não porque reclamar que nos chamam de ladrões?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A questão mais importante é essa: não nos chamem de ladrões e deixem-nos acumular riqueza. Esta é a realidade social que o tiro de Chipande pretende que entendamos. Ao introduzir no nosso léxico o termo socialismo capitalista, Chipande e a Frelimo, pelo menos o pequeno grupo da Frelimo que toma decisões que eventualmente são carimbadas na Rua Pereira do Lago, quer nos fazer lembrar que o projecto socialista ainda vigora no seu seio, mas com uma nova dimensão e roupagem. Resta saber se o socialismo capitalista estará ao alcance de todos os moçambicanos – mais um capítulo nos livros da história moçambicana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5306925463392904432?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5306925463392904432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5306925463392904432&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5306925463392904432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5306925463392904432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/08/percebendo-o-socialismo-capitalista-de.html' title='Percebendo o socialismo capitalista de Chipande'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5717046890585039225</id><published>2009-08-19T23:42:00.000+02:00</published><updated>2009-08-19T23:43:34.897+02:00</updated><title type='text'>Os rótulos da pobreza mental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As acusações são mútuas. Uns são lambe-botas, outros apóstolos da desgraça. Este é o quadro da nossa esfera pública do debate: bi-polarizado em insultos e desnudado de ideias. Bem, não é bem assim! As ideias medeiam o pântano de insultos, tornando a leitura uma triagem tortuosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Uma questão me perpassa a mente: afinal o que leva as pessoas a debaterem? A minha concepção do debate é de que é um exercício de busca da verdade, seja lá o que isso for, e uma forma de estabelecer uma relação com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Isso consiste essencialmente numa troca de perguntas e respostas, e constante elucidação recíproca na qual tanto os direitos do inquiridor como do inquirido são respeitados. O inquiridor exerce o direito à ele dado: de não estar convencido, de ver a contradição explicada, de solicitar mais informação, de indicar as contradições no pensamento, etc... Quanto ao inquirido, este também exerce um direito que não ultrapassa as fronteiras do debate, usando a lógica do seu discurso e situado dentro da preposição que avançou antes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Contudo, o que temos na nossa esfera pública é uma situação em que os intervenientes parecem ter um privilégio de atacar de forma selvática os seus adversários; não vêm nos outros intervenientes parceiros buscando a verdade, mas inimigos a abater e sem direito à expressão. Portanto, há uma diabolização do Outro relembrando o auge do Inquisição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Recordo-me que um dos grandes apelos feitos na bloguesfera é que devemos todos usar a ciência para explicar os fenómenos que vão ocorrendo na nossa sociedade, e deixarmos a política para os políticos. Mas mais e mais fico convencido de que os apelos caíram ou caem em ouvidos moucos. Não há nada científico nos insultos! Qualquer um pode insultar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O debate sério de ideias pressupõe saber escutar e procurar questionar as posições que os outros tomam. O importante, penso eu, é sabermos fazer esse exercício, sabermos fazer uma reflexão crítica e no processo acumularmos conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Deixemos do lado os insultos que não cabem no campo da ciência. Se, de facto, almejamos o crescimento da nossa esfera pública, temos que mudar a nossa atitude e mentalidade e pensar que existem várias possibilidades que representam tentativas de fornecerem ao mundo multiplicidades de soluções. Desabafo? Talvez um ensaio do meu regresso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5717046890585039225?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5717046890585039225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5717046890585039225&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5717046890585039225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5717046890585039225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/08/os-rotulos-da-pobreza-mental.html' title='Os rótulos da pobreza mental'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6703340789448945685</id><published>2009-03-23T17:45:00.002+02:00</published><updated>2009-03-23T18:02:28.614+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>A pobreza jornalística</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: trebuchet ms;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CBAYANO%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0in; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT;} @page Section1 	{size:8.5in 11.0in; 	margin:1.0in 1.25in 1.0in 1.25in; 	mso-header-margin:.5in; 	mso-footer-margin:.5in; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Table Normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0in 5.4pt 0in 5.4pt; 	mso-para-margin:0in; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;Acho que já devem estar fartos de ouvir sobre a importância dos meios de comunicação social na educação e formação da sociedade. Eu também já ouvi isso vezes sem contas, tanto na redacção como nos bancos de instituições dos media onde fui aprender as teorias de comunicação e a arte do jornalismo. É que eu comecei por fazer jornalismo na prática e depois fui aprender a teoria. Bem, isso não interessa muito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;O jornalismo nos tempos aúreos da revolução serviu para avançar os interesses da Frelimo, mas pelo menos essa estava clara sobre o que pretendia que fosse a comunicação social. Eduardo Namburete escreveu numa comunicação sobre os meios de comunicação de massas no país que numa reunião que Samora Machel teve com os jornalistas em Setembro de 1975, foram afloradas várias questões sendo que ressalvo as seguintes: a imprensa deve escrever para o povo; as notícias devem ser buscadas no trabalho do povo; o jornalista deve reflectir, à nível cultural, a personalidade moçambicana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;Evidentemente que há questões que podem ser questionadas, mas vamos utilizar o princípio de caridade e centrarmo-nos no essencial. Todas as acções do jornalista deviam ser focalizadas sobre o povo (já sei que subentende-se um quê de paternalismo, mas eram outros tempos). É interessante que a perspectiva marxista dos meios de comunicação social continua válida em quase todo o mundo – os média existem para defender a população e procuram buscar nele a sua legitimidade. Mesmo onde as demarcações ideológicas são bens patentes entre eles o povo fica no centro (embora mais e mais os interesses económicos comecem talvez a ser mais determinantes).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;A definição mais elementar sobre a comunicação diz que é o processo de troca de ideias, factos, opiniões através dos quais o recepiente da informação partilha o sentido e compreensão com a outra. No caso dos média, eles informam e o público reage em função da compreensão que tem da informação. Dai segue que um bom comunicador deve compreender o recepiente da mensagem e conhecer as capacidades do mesmo não somente em entender a transmissão como também o seu efeito. Aqui subtende-se que da emissão da mensagem há vários codificadores e descodificadores para que se entenda a transmissão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;Voltamos ao educar e informar. Mas como jornalistas (eu incluso) educamos e informamos? Vem isso a propósito das desnecessárias mortes de compatriotas na Zambézia e Nampula. “Amarrou-se a chuva” de um lado e distribuiu-se “a cólera” do outro, e será que houve tentativas de se procurar entender porquê razão as pessoas agiram como agiram? Que condições existiram para que agissem como agiram? Em que contexto se reproduzem esse tipo de manifestações? Qual é a relação de cada uma das famílias nesses povoados? Que mecanismos essas populações têem de resolução de conflitos? Já houve casos semelhantes no passado? Existem ou não estruturas de solidariadade no seio dessas comunidades? Se existem, porquê não foram despoletadas? O que enforma as decisões dessas comunidades? Como é que são comunicadas as mensagens de sensibilização contra tais práticas? Que linguas são utilizadas para as comunicarem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;Enfim, o jornalista não precisa ser um cientista. Apenas precisa ter um pouco mais de imaginação e sempre utilizar uma das ferramentas que nos é ensinada: o cinismo (Já tinha explicado sobre isso numa &lt;a href="http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/o-cnico.html"&gt;postagem anterior&lt;/a&gt;). O cinismo aqui significa farrejar sempre a procura do osso, e não aceitar explicações simples. Mas será que as explicações dadas sobre os “amarra chuva” e “distribuidores de cólera” levantaram algumas suspeições dos jornalistas que cubriram os fenómenos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;Dizia eu que o papel da comunicação social é educar e informar. Pois bem, está-se a informar, mas onde é que está a componente educacional? Talvez a dificuldade resida na codificação e descodificação das mensagens?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;A questão acima leva-me a uma outra: não existirá uma dificuldade de descodificação das mensagens por parte de muitos moçambicanos? E se existe, porquê não pensar noutras fórmulas? Penso que Moçambique é o único país na África Austral onde não se conheçam jornais escritas em linguas nacionais. Há um tratamento quase desprezível das linguas nacionais, utilizando-se apenas o Português. Há tempos Renato Matusse defendeu algures a ideia de que devia-se dar aos jornalistas uma oportunidade para reflectirem sobre a riqueza das linguas nacionais nas escolas de jornalismo. Dizia ele que isso levaria aos jornalistas a aperceberem-se que para além de transmitirem emoções e messagens astéticas, também comunicam um corpus de conhecimento científico e realizações literárias dos moçambicanos. Não será esta uma boa altura de revisitarmos o seu pensamento?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-size:100%;"&gt;Estou ciente das dificuldades da grafia das linguas locais, mas será esta uma desculpa para não se escrever nelas? Os economicistas poderão avançar argumentos sobre a viabilidade de tal projecto, mas poderemos alguma vez saber se não tentamos? Penso eu que educar exige muito mais de todos nós, e talvez seja altura de nos educarmos para melhor servir o país e ao povo, como dizia Samora Machel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6703340789448945685?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6703340789448945685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6703340789448945685&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6703340789448945685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6703340789448945685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/03/pobreza-jornalistica.html' title='A pobreza jornalística'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7158272231906354442</id><published>2009-03-20T09:39:00.002+02:00</published><updated>2009-03-20T09:49:25.995+02:00</updated><title type='text'>Agenda pe(n)sada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link style="font-family: trebuchet ms;" rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CBAYANO%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0in; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:EN-GB;} @page Section1 	{size:8.5in 11.0in; 	margin:1.0in 1.25in 1.0in 1.25in; 	mso-header-margin:.5in; 	mso-footer-margin:.5in; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Table Normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0in 5.4pt 0in 5.4pt; 	mso-para-margin:0in; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;É uma agenda pe(n)sada, a nossa. O título não é meu. Era o nome de uma coluna que um familiar meu publicava todas as segundas no boletim electrónico, Mediafax. Era uma coluna muito analítica quanto informativa. Devido à uma incumbência do Estado teve que deixar de escrever – agora, com certeza os seus escritos giram em circuitos restritos. É uma pena o facto de os nossos intelectuais terem que deixar de publicar as suas ideias sobre o país logo que são nomeados para uma função do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Não sei se por ordens superiores ou por auto-censura. Mas como conheço um vice-ministro que revela as suas ideias na sua coluna dominical, posso supor que seja por iniciativa própria que deixam de escrever. Enfim, escusado será dizer que perdemos muito do seu convívio intelectual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Bem, hoje pretendo recuperar o nome da tal coluna para descrever o que penso ser a agenda da bloguesfera, que ainda não sei se é uma agenda pesada para ser pensada ou pensada por ser pesada ou porque pesada – cada um pode tirar as suas conclusões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;A bloguesfera moçambicana cresce a olhos vivos. Nos nossos dias ter um blogue significa fazer parte de uma comunidade seleccionada, cujos membros possuem algum “nível de capital cultural e económico” nos termos de Pierre Bourdieu – é preciso recordarmo-nos que os blogues não podem viver para além do computador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Há blogues para todos os gostos: blogues que se dedicam a contar sobre as festas e ramboias do fim-de-semana; blogues literários; blogues eróticos; blogues culturais, blogues académicos, blogues políticos, blogues femininos, entre outros. Por alguma razão, talvez devido à seriedade com que escalpelizam o país, alguns blogues são etiquetados de blogues “pensantes” ou “sérios”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Aliás, os chamados blogues “sérios” ou “pensantes” de alguma forma aglutinam gente que na medida do possível tenta apresentar uma outra visão crítica do país – os autores desses blogues são pessoas especialistas em diversos ramos de saber. Esses últimos é que são o objecto desta postagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Mas antes é mister referir que o grande argumento a favor dos blogues é de que concorrem para o alargamento da esfera pública. Esfera pública definida inicialmente por &lt;span style="color: black;"&gt;Jürgen Habermas como um espaço político específico distinto do Estado e economia, uma arena discursiva que é palco de debate, deliberação, acordo e acção dos cidadãos. Por outras palavras, é um local onde cada indivíduo pode expressar os seus interesses e opiniões, gerar discursos e potencialmente levar a que se desenvolva uma acção colectiva que acrescente valor a esses interesses.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Quando Habermas avançou o seu modelo de esfera pública, fê-lo no contexto da centralidade de uma imprensa livre para a democracia, sendo que os meios de comunicação das massas funcionam como um mecanismo que informa e enforma a visão dos cidadãos transformando-se num campo para um debate de ideias sustentado, deliberações e crítica, onde os cidadãos podem expressar os seus interesses junto dos seus líderes. Portanto, o modelo concebido por Habermas centra-se no potencial democrático/revolucionário da diversidade de vozes articulando os seus interesses na esfera pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Decorre do disposto acima que qualquer meio de comunicação que possivelmente aumenta o acesso para mais público dispõe de um potencial democrático. Esta é a questão levantada com relação aos blogues, se de facto ajudam a alargar ou não a esfera pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Um outro argumento relacionado aos blogues é de que em alguma medida têm o potencial de revolucionar o jornalismo, torná-lo mais democrático – o pressuposto é de que os média ou são ou não democráticos, ou não o são suficientemente, tanto em países onde há controle ou supressão dos média como em nações onde existe uma comunicação social “independente”. Não se pode negar que a importância dos blogues em democratizar o jornalismo reside no seu potencial e não tanto em resultados actuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Portanto, os blogues têm o potencial de acrescentar valor às tradicionais práticas jornalísticas, oferecendo possibilidades para mudanças incrementais na forma como os média reportam e disseminam as notícias. Aliás, não é por acaso que o bloguismo é descrito como o jornalismo informal, onde temos amadores com algum conhecimento sobre como utilizar as tecnologias de informação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Em Moçambique não existem blogues cuja vocação é disseminar notícias no sentido estrito do termo, isto é, não há blogues que cobrem eventos para noticiá-los, sendo que há poucas probabilidades de se distorcer a temporalidade do tradicional ciclo de notícias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Também não existe o que em outros pontos se tem como “citizen journalist (jornalista cidadão)”, cuja tarefa é responder às notícias e opiniões em tempo real, servindo assim de monitores dos média. O que existe são blogues “pensantes” (este termo de novo) cuja característica é analisar o discurso que pulula na esfera pública, seja ele difundido através dos meios de comunicação social ou por outros métodos.
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Como disse acima, os autores dos blogues “pensantes” são invariavelmente especialistas e com conhecimento profundo das suas áreas de interesse. Como não competem com os meios de comunicação social, mormente na produção de notícias, acabam socorrendo-se da sua especialidade para cavar mais fundo e com mais detalhe sobre as questões em debate. Contrariamente aos média tradicionais, nem precisam preocupar-se de espaço: isso é o que abunda mais no cíber-espaço. Ademais, através dos elos relevantes que abrem, permitem ao leitor consumir informação de variadas fontes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Mas o que vejo ser um papel fundamental dos nossos blogues é a plataforma de debate que criam. Há uma certa reflexidade caracterizada por um ciclo despoletado por um texto, seguido de respostas e crítica, permitindo que todas as afirmações sejam sujeitas a um exame, o que leva a uma maior abertura e transparência, para além de que o tal texto é também exposto à uma gama de conhecimento e opiniões públicas que lhe dão um novo significado através da inter-textualidade do discurso - sendo a bloguesfera um mundo vasto, um único texto pode ser acedido por um público indeterminado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;No caso particular de Moçambique, se anteriormente eram os mesmos analistas que preenhiam as páginas dos jornais, compunham os painéis radiofónicos e televisivos, a bloguesfera veio, de alguma forma, mostrar que existe um mar onde se pode ir buscar outras vozes; com outros tipos de abordagens; com outro sentido de dever, acabando assim refrescando a própria esfera pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;É que na maioria dos casos os autores dos blogues “pensantes” pretendem ser independentes de qualquer tipo de pressão económica, política e social. Porque se crê que um blogue representa o intento do seu autor, ele (blogue) acaba empoderando-o, concedendo-o mais liberdade ainda para fornecer mais cor, subjectividade (de modo algum se quer dizer que não haja objectividade) e comentário político de tal sorte que não seria possível dentro de um quadro de um meio de comunicação social tradicional. Porque o autor tem maior autonomia para publicar (“postar” em nossa linguaguem da bloguesfera), não corre os riscos de o seu artigo ser censurado – a censura, se é que é censura, acontece por via dos comentários críticos ao seu texto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Numa altura em que se fala da erosão da liberdade de expressão em Moçambique, os blogues são talvez um dos únicos espaços onde a acção da censura oficiosa não se tem feito sentir, embora de quando em vez alguns bloguistas tenham recebido “recadinhos” dos seus superiores hierárquicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Chegados aqui, a questão que se pode colocar é se os blogues são influenciados pelos meios de comunicação social tradicionais, ou se os meios de comunicação de massa tradicionais são influenciados pelos blogues. O tráfico parece ser mais no sentido meios de comunicação social tradicional em direcção aos blogues. Uma leitura atenta dos blogues “pensantes” mostra que pelo menos por dia um ou dois dedicar-se-ão a comentar a fundo esta e aquela notícia em função da especialidade do seu autor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Mas tem havido momentos em que a bloguesfera alimenta os média convencionais. Não vou aqui dar exemplos visto que, acho eu, os que por cá passam, e se estão em Moçambique, já viram textos retirados dos blogues que acabam nas páginas dos jornais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Nesses casos notou-se que começa a enraizar-se a percepção de que os blogues também desempenham um papel muito importante no debate e mercado de ideias no país. E esse papel torna-se mais relevante ainda porque os debates na bloguesfera não conhecem os mesmos níveis de censura que nos órgãos de comunicação social tradicionais, sendo que há um caudal significativo de ideias, tanto a favor como contra. Talvez a grande atracção da bloguesfera é que não se coíbem de discutir questões que normalmente não encontram eco nos média tradicionais, por serem considerados controversos, e porque raramente as “postagens” e os comentários não são apagados ou censurados apenas porque este e aquele autor não gostou de um determinado ponto do vista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Esta “travessia no deserto” da bloguesfera com relação aos órgãos de comunicação públicos carece de uma profunda análise que não cabe neste artigo. Mas para já se pode oferecer duas hipóteses: ou ignora-se a bloguesfera por, na maioria parte, esta veicular ideias bastantes críticas (ou desabafos) ao estabelecimento, ou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;porque esses órgãos de comunicação ainda não se aperceberam da dimensão dos blogues , e por tabela da Internet, na difusão de ideias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;A última hipótese até ganha mais sentido quando uma análise da qualidade do uso das tecnologias de informação mais modernas por parte dos órgãos públicos mostra que é baixa. Por exemplo, o Domingo não tem sequer uma página na Internet; a Televisão de Moçambique e o Notícias não actualizam as suas páginas em tempo real, ou seja, as notícias apenas são actualizadas no dia seguinte. A Rádio Moçambique não foge muito a regra embora propicie a qualquer um que tenha acesso à Internet a possibilidade de escutar as suas emissões. Mas é preciso referenciar que a não maximização das oportunidades oferecidas pela Internet também se estende para os média independentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt;Enquanto noutros países há uma convergência entre os média convencionais e a bloguesfera, onde os órgãos de comunicação social abrem espaço para blogues dentro das suas páginas assim permitindo uma maior interacção com o público, em Moçambique tal ainda não acontece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Posto isto, não há dúvidas que a bloguesfera “pensante” moçambicana ainda está às milhas de chegar à esfera pública da acepção habermaniana, isto é, um maior acesso; a questão de consenso crítico-racional; e a ideologia e grupos especiais de interesse. Mas o mais importante a reter é que as análises na bloguesfera aumentaram de nível, o que augura bem para o nível de debate no nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Chegados aqui, tenho a dizer que não sei se o Nullius in Verba pode ser considerado um blogue “pensante” ou “sério” e que contribui para o alargamento da esfera pública da acepção habermaniana. O que sei dizer é que na medida do possível dou o meu melhor mas a minha ambição é fazer parte do clube dos “pensantes”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;" lang="PT"&gt;Agora regresso ao título desta postagem para questionar o que fazer para que mais blogues contribuam para alargar cada vez mais a esfera pública de debate, aumentando o seu nível? Será que terão (os blogues) de traçarem uma agenda mais pensada ou pesada, ou as duas opções?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7158272231906354442?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7158272231906354442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7158272231906354442&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7158272231906354442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7158272231906354442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/03/agenda-pensada.html' title='Agenda pe(n)sada'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-506130233946362509</id><published>2009-03-06T16:32:00.004+02:00</published><updated>2009-03-23T18:12:58.189+02:00</updated><title type='text'>Recordando Voltaire (1694–1778)</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Porquê recordo-me hoje de Francois-Marie Arouet, mais conhecido por Voltaire? Bem, devido aos seus escritos que embaraçavam o poder do clergo católico na sua época e, por ter sido encarcerado na Bastilha por escrever poemas libelosos sobre o status quo na França, Voltaire trocou o seu país por Inglaterra. Foi aqui que sob a influência dos trabalhos de intelectuais tais como Locke e Newton capitaneou o uso da razão e tornou-se um adepto ferrenho da liberdade de expressão – não tivesse sido ele preso e perseguido pelos seus escritos.



É sobretudo sobre a liberdade de expressão que quero falar - acho que foi Voltaire que disse que “Não concordo com o que tem a dizer mas lutarei até à morte para proteger o teu direito de dizê-lo”. Mais difícil dizer que praticar, não é verdade?



O jornal “Notícias” publicou ontem (5/03/09) uma &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/603693"&gt;carta&lt;/a&gt; do leitor Sílvio Hamelane Mavome (não posso explicar, mas julgo que este é um pseudónimo que espero não seja de um colega no jornal) pedido socorro ao Conselho Superior de Comunicação Social. O CSCS é o órgão através do qual o Estado garante a independência dos órgãos de informação, a liberdade de imprensa e o direito à informação bem como o exercício de direito de antena e de resposta.



Dentre as suas atribuições o CSCS (i) assegura o exercício do direito à informação e a liberdade de imprensa; (ii) garante a independência e a imparcialidade dos órgãos de informação do sector público bem como a autonomia das profissões do sector; (iii) vela pelo rigor e objectividade no exercício da actividade profissional na área da imprensa; (iv) age na defesa do interesse público; (v) vela pelo respeito da ética social comum, entre outros.



E são competências do CSCS (a) a obtenção junto de qualquer órgão de informação bem como da actividades governamentais, qualquer informação que julgue necessária para cumprir as suas obrigações; (b) o conhecimento das violações à presente lei e das demais disposições legais na área da imprensa, e tomar as medidas apropriadas no âmbito das suas competências; (c) decisão sobre reclamações que lhe sejam dirigidas pelo público respeitantes ao desempenho de qualquer órgão de informação; (e) o zelo pelo cumprimento dos princípios deontológicos dos jornalistas; e (g) a emissão de pareceres e elaboração de propostas no âmbito das suas atribuições; entre outros.



Ademais, as deliberações do CSCS tomadas no exercício das suas competências têm carácter vinculativo. E o CSCS poder fazer recomendações ao Governo sobre as matérias que, no domínio da imprensa, julgue deverem ser objecto de legislação ou regulamentação específica e, na defesa do interesse público, pode intentar acções judiciais em casos de violações da Lei de Imprensa.



Agora que sabemos o quê é o CSCS e quais algumas das suas atribuições e competências podemos voltarmo-nos ao objecto da carta de Sílvio Mavome. Escreve o leitor(?) que “queremos aqui e agora chamar atenção à recém-nomeada gerência do Conselho Superior de Comunicação Social (CSCS) para que imediatamente preste atenção a brincalhões como ‘O ESCORPIÃO’ e o ‘PÚBLICO’”.



Ambos os semanários têem a mesma génese: até recentemente “O Escorpião” pertencia à firma privada Ômega. Devido à desinteligências entre os seus gestores, um dos editores bandeou-se e conjuntamente com os donos da firma criou o semanário “Público”.



Porquê quer chamar atenção do CSCS? Porque no seu entender os órgãos de comunicação acima mencionados, os quais recusa chamá-los de jornais “não têm o mínimo de estrutura para serem considerados como tal, a começar pelo perfil dos seus colaboradores: Não sabem escrever um texto com coerência e coesão comunicativa; não sabem usar conectores discursivos... na realidade não dominam a gramática tradicional e mais grave nem fazem esforço de ter um linguista ou professor de Português para ajudá-los a fazer a revisão dos seus textos. Consequentemente, as pessoas são obrigadas a comprar e a ler um monte de palavras desconexas na sua essência e forma.”



Em suas palavras, os gestores desses órgãos de comunicação social querem apenas “tirar o máximo proveito, vendendo montes de papéis sem nenhum interesse, porque infelizmente alguns moçambicanos distraídos gostam e têm paixão pela fofoca, tendo isto tornado-se um estilo de vida.” São, portanto, praticantes daquilo que ele define de jornalismo informal caracterizado pela prática de boato. São acusações graves e que não me parecem ao de todo infundadas.



A minha opinião sobre os dois semanários é muito pobre, mas ela não interessa. O que interessa é a questão levantada pelo autor da carta. Há aqui um conflito entre no mínimo três direitos, a saber, o direito à liberdade de imprensa, o direito à liberdade de expressão e o direito à não ser ofendido. Os jornalistas dos dois semanários acreditam, acho eu, que estão dentro dos seus direitos ao publicarem-nos. O autor da carta sente-se ofendido com os conteúdos dos mesmos, ou a forma como esses conteúdos são abordados.



Não compete a mim decidir quem é que deve ou não publicar (isso faço dentro da minha casa onde decido que tipo de publicação entra baseado em meus próprios critérios). Ao meu ver, essa tarefa compete, a partir da altura em que o órgão de comunicação social é licenciado, à ninguém – tenho que introduzir uma qualificação e dizer que em casos extremos os tribunais podem, mas isso já entra no campo de Estados totalitários de concepção orwelliana.



Quero acreditar que existe um mercado de ideias onde elas devem competir, e deixando-se as ideias fluirem atingimos o objectivo final de ver a melhor ideia a ser aceite. Jornais como “O Escorpião” e “Público” existem porque têem alguma validade nesse mercado. No dia em que os seus leitores acharem que já não servem a função para o qual foram estabelecidos caírão na bancarrota.



Não é nos socorrendo ao CSCS que esses semanários deixarão de publicarem aquilo que acharem pertinente para os seus leitores - evidentemente que quem estiver ofendido com os escritos desses jornais pode fazer uma exposição junto do CSCS e se quiser recorrer aos tribunais pois está livre de fazê-lo.



Entretanto, deixem o mercado de ideias mostrar-nos uma clara percepção da verdade jornalística produzida através da sua colisão com o erro, como diria John Stuart Mill. O que posso dizer é, como o nosso Voltaire, posso discordar do que os dois semanários têem a dizer mas lutarei (obviamente não atè à morte) pelo direito deles de dizê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-506130233946362509?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/506130233946362509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=506130233946362509&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/506130233946362509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/506130233946362509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/03/recordando-voltaire-16941778.html' title='Recordando Voltaire (1694–1778)'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2892194590675489940</id><published>2009-02-26T18:50:00.003+02:00</published><updated>2009-02-27T17:08:43.659+02:00</updated><title type='text'>A Saga de Manhenje</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A recente despronúncia em 48 das 49 acusações de crime que pesavam contra o antigo Ministro do Interior, Almerino Manhenje, pelo juíz moçambicano Octávio Chuma fazem-me lembrar do caso Albano Silva. Se se recordam outro juíz, Dimas Marroa, da 10 Secção do Tribunal da Cidade de Maputo, não encontrou matéria suficiente para sentenciar à Momed Assif Abdul Satar (Nini) e mais seis alegados comparsas na tentativa do assassinato no dia 29 de Novembro de 1999 de Albano Silva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Embora tenha havido uma tentativa de assassinato, Silva perdeu o caso por insuficiência de provas. Agora foi a vez do juíz Chuma achar que a acusação do Ministério Público foi frágil e inconsistente. A acusação do MP dava conta que Manhenje cometera 49 crimes, nomeadamente, um crime de desvio de fundos, três delitos de abuso de cargo ou função, 42 crimes de pagamento de remunerações indevidas e três de cumplicidade de superiores hierárquicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No total, o caso do MP rondava os 220 milhões de meticais. Com a despronúncia, apenas será julgado pelo desvio de 31 milhões de meticais. Mas isso não quer dizer que o MP não possa recorrer da leitura do juíz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Fiz uma pequena pesquisa para perceber o que está em causa e encontrei a seguinte definição: &lt;em&gt;A despronúncia é a reconsideração da própria decisão de pronúncia ou a não aceitação da pronúncia por parte do Tribunal de Justiça, em face do Recurso em Sentido Estrito interposto pelo pronunciado. A despronúncia, assim, pode ocorrer em duas hipóteses: 1) se o juiz, em face do recurso em sentido estrito, interposto contra a sentença de pronuncia, reconsiderar a decisão, revogando-a; se mantida a pronúncia, em primeira instância, vier o Tribunal a revogá-la. A despronúncia é, portanto, a revogação ou desconstituição da pronúncia anteriormente decretada, seja por parte do juízo de primeira instância, em sede de reconsideração, seja por parte do Tribunal de Justiça que, apreciando recurso do réu, reforma a sentença de pronúncia para impronunciá-lo. A distinção entre impronúncia e despronúncia está em que a primeira é decretada pelo juízo “a quo” em juízo de valor que afirma, desde logo, a inexistência do crime ou de indícios suficientes de autoria, enquanto a segunda pressupõe a existência de uma sentença de pronúncia e o reconhecimento desses pressupostos por parte do juízo de origem, mas que vem a ser reformada em sede de reexame pela instância “ad quem&lt;/em&gt;”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Eish.... desculpem-me os nossos juristas mas como a linguagem do Direito é densa!!!!! Tive que também pesquisar o Latim para perceber o que significa “a quo” e “ad quem” – pelo meu entendimento parece que “a quo” significa ao recorrido e “ad quem “ ao colégio dos juízes. Bem, os juristas cá da bloguesfera podem corrigir-me.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O interessante a reter é que a despronúncia não implica que não tenha havido crime. Significa que não há indícios da prática de crime ou porque os fundamentos da acusação não são suficientemente fortes. No caso vertente do caso Manhenje, parece ser a segunda hipótese a mais provável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Apesar da matéria ser ainda “sub judice” (agora quem está a utilizar Latim?), acho que os meios de comunicação social deviam investigar a fundo a razão da despronúncia. É que, como soi dizer, todos nós somos inocentes até prova em contrário e não culpados até provados inocentes, e para que não seja o tribunal popular a sentenciar o antigo ministro – ai sabemos que não terá chances de se defender – seria necessário que se desfizessem quaisquer equívocos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Será importante que os média deixam de andar na boleia da defesa ou acusação e utilize a sua massa intelectual para ajudar-nos a compreender o que está a acontecer. A comunicação social devia procurar mostrar-nos como está estruturada a Polícia de Investigação Criminal? Quem são os agentes da PIC? Que meios têem ao seu dispôr? Que formação técnica é que têem? Como são instruidos os processos? Como é que se faz a reconstituição ( a piada corrente é de que o canal televisivo STV faz melhores reconstituições de crime do que os agentes da PIC)? Que ligação existe entre os mesmos e o MP? Como é que o MP reage face à preparação da instrução? Quando é que o MP entra na jogada? Será que o MP faz a fiscalização dos agentes da PIC como manda a lei? Será verdade que o facto da PIC estar subordinada ao Ministério do Interior emperra o funcionamento da roda de justiça?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O jurista Ilídio Macia, a quem agradeço alguns esclarecimentos, diz-me que o elo fraco parece ser o MP que amiúde não fiscaliza os actos dos agentes da PIC, isto é, apesar de o MP saber das insuficiências dos agentes da PIC, os seus magistrados não investem muito na fiscalização dos mesmos. Sendo que, como fortalecer a fiscalização? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Agora, o que acredito é que a expressão “inocente até prova em contrário” é uma questão de legalismo. Esta não é uma afirmação factual. É que basta que alguém seja acusada de ter cometido um crime, não existe um mecanismo através do qual o indivíduo possa provar a sua inocência. Por outras palavras, a pessoa em questão ou cometeu ou não a ofensa. Acho que não é por acaso que ouvimos dizer que há ou não matéria suficiente para provar o crime.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Adenda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nosso amigo Amosse Macamo, autor do blogue &lt;a href="http://www.modaskavalu.blogspot.com/"&gt;Modaskavalu&lt;/a&gt;, enviou-me uma nota que é mais sucinta e esclarecedora do que a minha desculpa de definição de despacho de pronúncia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O despacho de pronúncia, não é mais que o recebimento da acusação definitiva do Ministério Público. Definitiva, porque é sempre provisória à acusação que antecede a instrução contraditória. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Tendo havido a instrução contraditória, segue-se a pronúncia, onde o juiz vai analisar e censurar a acusação. Com a pronúncia, o juiz garante que o arguido vá ao julgamento quando houver matéria que o justifique e é neste, que se fixa o objecto do processo, os termos da acusação e consequentemente, é ele que delimita os poderes cognitivos e decisórios do tribunal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas para que não fique a confusão em relação a instrução contraditória, esta, pode ser também pedida pelo juiz, arguido e MP, isto, no caso de o juiz entender conveniente proceder-se a diligências complementares de prova para receber ou rejeitar a acusação. Portanto, a contraditória, serve para completar as zonas de penumbra para o juiz, a oferecer a prova que enfraqueça a acusação, para o arguido e a oferecer provas que consubstanciem a acusação por parte do MP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Deve-se acrescentar que a intervenção do juiz ao proferir o despacho de pronúncia é analítica e selectiva, isto é, um verdadeiro saneamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O despacho de pronuncia equivale dizer que o juiz concorda com a acusação e a despronúncia uma negação que já não admite correcção, porque a fase onde se devia aperfeiçoar já passou (contraditória). Portanto, o arguido, não pode mais ser chamado ao processo porque a matéria indiciária, não justifica, que se leve o mesmo ao julgamento, isto, em estrita obediência, a defesa do arguido e a salvaguarda dos seus direitos e garantias.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2892194590675489940?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2892194590675489940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2892194590675489940&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2892194590675489940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2892194590675489940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/02/saga-de-manhenje.html' title='A Saga de Manhenje'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-50151588145352975</id><published>2009-02-26T13:18:00.003+02:00</published><updated>2009-02-26T13:33:08.775+02:00</updated><title type='text'>Evolução do ensino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que tenho estado ausente do vosso convívio, mas há momentos em que o tempo é um luxo. Prometo regressar em breve. O que tenho hoje é uma confissão: um amigo disse-me uma vez que os comediantes são pessoas muito inteligentes. Argumentou que não é qualquer um que consegue traduzir em humor ideias complexas. Depois de muito matutar, acabei por concordar com ele mas com alguma reserva - nem todos os comediantes são inteligentes. Talvez quisesse dizer que os melhores comediantes são inteligentes. Bem, um e-mail caíu na minha caixa de entrada e partilho convosco, principalmente porque de uma forma simplista retrata como o ensino aparentemente evoluíu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na semana passada comprei um produto que custou 1.520,00MT. Dei à balconista duas notas de 1.000,00MT cada totalizando 2.000,00MT e ainda tirei do meu bolso 20,00MT, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou no dinheiro e ficou a olhar para a máquina registadora, aparentemente sem saber o que fazer.Tentei explicar que ela tinha que me dar 500,00MT de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou a contar isto? Porque quando cheguei a casa contei do sucedido ao meu pai ao qual me respondeu da seguinte forma: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Filha, não te rales pois a culpa não é tua e tudo tem a ver com a evolução do ensino desde 1950, altura em que eu estudei até aos dias de hoje, se não vejamos: Por exemplo na matemática essa evolução foi assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;1. Ensino da matemática em 1950: Um Fabricante de brinquedos vende um brinquedo por 100,00MT.O custo de produção desse brinquedo é igual a 4/5 do preço de venda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Qual é o lucro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;2. Ensino de matemática em 1970: Um Fabricante de brinquedos vende um brinquedo por 100,00MT.O custo de produção desse brinquedo é igual a 4/5 do preço de venda ou 80,00MT. Qual é o lucro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;3. Ensino de matemática em 1980: Um Fabricante de brinquedos vende um brinquedo por 100,00MT. O custo de produção desse brinquedo é de 80,00MT. Qual é o lucro? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;4. Ensino de matemática em 1990: Um Fabricante de brinquedos vende um brinquedo por 100,00MT. O custo de produção desse brinquedo é de 80,00MT. Qual é o lucro? Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( ) 20,00MT ( )40,00MT ( )60,00MT ( )80,00MT ( )100,00MT&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;5. Ensino de matemática em 2000: Um Fabricante de brinquedos vende um brinquedo por 100,00MT.O custo de produção desse brinquedo é de 80,00MT.O lucro é de 20,00MT. Está certo? ( )SIM ( ) NÃO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;6. Ensino de matemática em 2008: Um Fabricante de brinquedos vende um brinquedo por 100,00MT. O custo de produção desse brinquedo é de 80,00MT. Se você souber ler coloque um X no 20,00MT.( )20,00MT ( )40,00MT ( )60,00MT ( )80,00MT ( )100,00MT&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-50151588145352975?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/50151588145352975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=50151588145352975&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/50151588145352975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/50151588145352975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/02/evolucao-do-ensino.html' title='Evolução do ensino'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5977286756455567700</id><published>2009-02-10T19:08:00.000+02:00</published><updated>2009-02-10T19:09:21.592+02:00</updated><title type='text'>Ruminar a crise financeira com Karl Marx</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A nacionalização de alguns bancos no auge do descalabro financeiro internacional deu um novo alento aos seguidores de Karl Marx, que viram na crise a justificação de que o célebre pensador estava certo. Uma das pérolas que os marxistas foram desencatar é a seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“Os proprietários do capital estimularão a classe trabalhadora a adquirir sempre mais mercadorias, casas e tecnologia dispendiosa até que suas dívidas se tornem insuportáveis. As dívidas não pagas levarão à falência dos bancos, os quais terão de ser nacionalizados e o Estado, eventualmente, tomará o caminho que leva ao comunismo.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Karl Marx, 1867.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Questão: a intervenção do Estado no auge da crise constitui uma nacionalização ou apenas uma medida visando emprestar alguma disciplina ao sector até que os bancos voltem a ter liquidez suficiente? Será mesmo essa intervenção um passo em direcção ao comunismo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5977286756455567700?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5977286756455567700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5977286756455567700&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5977286756455567700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5977286756455567700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/02/ruminar-crise-financeira-com-karl-marx.html' title='Ruminar a crise financeira com Karl Marx'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8230770550286067731</id><published>2009-02-10T17:47:00.000+02:00</published><updated>2009-02-10T17:49:21.930+02:00</updated><title type='text'>Mcel vs Vodacom (Guerra Cultural?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É evidente que para que haja uma guerra no mínimo precisa-se de duas partes. A Mcel e Vodacom já nos habituaram a ser parte de uma guerra comercial que se prolonga desde que a última entrou para o mercado moçambicano de telefonia móvel. O subsequente “aliciamento” de clientes foi caracterizado por uma fervorosa guerra publicitária onde parte de personalidades que desfilam no nosso mundo cultural foram chamados a dar a sua cara para esta ou aquela operadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que mais foi usado pelas operadoras foram os músicos, como se apenas a música representasse a largura e comprimento da nossa cultura. Mesmo na sub-cultura musical, foram vários os géneros que foram preteridos: as publicidades tinham como músicas do fundo os “pandzas” e “dzukutas”. Numa e noutra ocasião dignaram-se a entreter-nos com a chamada música de qualidade (recordam-se de “naku rhandza” do falecido Gito Baloi e do Dilon Djinge?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em Moçambique, não me parece estar claro a distinção entre música de cultura popular e música de alta cultura. Talvez porque as fronteiras entre “povo” e “elites” sejam difusas, embora não possa dizer o que é uma da outra. Posso estar errado, mas nem o nível de escolaridade nem o económico são indicadores válidos (no caso moçambicano) para orientarem os gostos estéticos da maioria dos moçambicanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, deliberadamente ou não, as operadoras tomaram posições na guerra entre a “Velha Guarda” e a “Nova Geração” - o engraçado é que tal “guerra” apenas existe na sub-cultura musical. Nas artes plásticas existem sim novos e jovens artistas mas por uma razão qualquer não há guerras.é pois assim que temos a nossa guerra cultural no sentido de uma disputa cultural e social e sem ser explicitamente política.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O ano passado as operadoras mudaram (porquê não dizer trocaram) de agências publicitárias e os novos desenvolvimentos estão à vista: tanto o “Notícias” de Quinta-feira última como o último “Savana” trazem estórias interessantes sobre os contratos que as duas operadoras assinaram com alguns músicos e cantorinos da praça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Leiam este trecho no “Notícias”: “A associação da mcel a criadores culturais como Stewart e Paulina Chiziane é justificado pela companhia como produto de uma revisão da sua política de patrocínios, em que promete &lt;strong&gt;primar pela melhor qualidade e maior abrangência da sua actuação&lt;/strong&gt;.” (o grifo é meu)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, se quisermos acreditar a Mcel, agora chegou a hora da qualidade. Mas será que essa é a única mensagem que a Mcel pretende fazer passar? Que critério utiliza a Mcel para defenir qualidade? O que levou a Mcel a chegar a conclusão de que dantes patrocinava algo sem ou com baixa qualidade? O que essa viragem empresta à imagem da empresa? Quando diz maior abrangência da sua actuação quer dizer o quê? Em outras palavras, o que significa maior abrangência da sua actuação? Será maior abrangência um leque maior de patrocinados ou pessoas cuja obra é transversal? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já, segundo o “SAVANA”, a Vodacom, através do seu PCA, hermenelgido Gamito, “a utilização da imagem de Zoco e MC Roger &lt;strong&gt;enquadra-se no âmbito da política de responsabilidade social da empresa, assim como na aplicação do conceito de mecenato&lt;/strong&gt;.” (os grifos são meus)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Aqui a questão que se coloca, ao meu ver, é saber até que ponto vai a responsabilidade social da empresa. Como é que ela é definida dentro da Vodacom? Será que temos o mesmo entendimento de responsabilidade social? Os escolhidos pela Vodacom promovem a tal responsabilidade social? Qual é o perfil de pessoas que se pretendem sejam associadas à empresa? Será que um cadastrado pode ser associado à empresa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A segunda parte da oração parece mais instrutiva: quando se fala de mecenato fala-se também de relaxamento fiscal. Assim a empresa patrocina a algumas pessoas e recebe uma isenção de pagamento de alguns impostos. Não será essa a motivação da Vodacom? Já que a Vodacom não fala de qualidade, tudo vale para a empresa? Porquê é que a empresa não estendeu o seu patrocínio para artistas que nunca foram contemplados?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8230770550286067731?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8230770550286067731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8230770550286067731&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8230770550286067731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8230770550286067731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/02/mcel-vs-vodacom-guerra-cultural.html' title='Mcel vs Vodacom (Guerra Cultural?)'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-941609832365001733</id><published>2009-01-29T17:28:00.000+02:00</published><updated>2009-01-29T17:29:06.549+02:00</updated><title type='text'>“Sabetuditis”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já antes tinha falado dos apresentadores da televisão sobretudo no respeitante à pesquisa feita antes do programa ir ao ar. Hoje proponho-me falar de uma aflição que apoquenta a muitos dos nossos apresentadores. Refiro-me à doença de “sabetuditis” (aconselho-vos a não procurarem esta palavra no dicionário e se ela alguma vez aparecer, quero os louros de ter sido o inventor).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas qual é a característica da “sabetuditis”? A principal e talvez a única característica de “sabetuditis” é de insinuar e/ou sugerir ao apresentador que sabe de tudo que há a saber acerca do tema do programa. Isso leva a que o(a) apresentador(a) seja o(a) juiz(a), advogado(a) e juri (a partir daqui vou abandonar o jogo de masculino/feminino e por uma questão de estilo usar o masculino).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Qualquer que seja o programa, seja ele de entretenimento, educativo e informativo, tem o objectivo de dismistificar o tema que está a ser apresentado. Para este atingir este desiderato, é necessário trazer peritos da área para serem eles próprios a fazerem os devidos esclarecimentos. O que o apresentador deve fazer é saber fazer perguntas e deixar que os outros respondam – as perguntas não devem ser do tipo “sim ou não” porque invariavelmente levam o entrevistado a não elaborar, por outras palavras, devem ser perguntas abertas (feitas de modo a conduzir o entrevistado a falar mais do tópico). E aqui o apresentador deve saber dirigir o entrevistado sempre que sair do escopo da pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não ajuda que seja o entrevistador a fazer perguntas que já contém a resposta, esperando apenas que o entrevistado confirme ou desminta. Ás vezes pergunto-me se so apresentador abe o que quer alcançar no fim do programa; se sabe o que quer que o ouvinte ou telespectador saiba no final e o que deve fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que acontece é que geralmente o apresentador acaba falando mais que o perito. Não sei o que os leva a adoptar esta postura: talvez seja por causa da necessidade narcisista de o apresentador ser o centro das atenções; ou talvez o apresentador apenas seja o reflexo da situação geral da nossa esfera pública, isto é, talvez ao analisarmos o seu desempenho tenhamos que fazê-lo no contexto da qualidade de debate na nossa esfera pública.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Como acabar com a “sabetuditis”? Não tenho fórmulas mágicas. Acho que discutir a questão já é um começo. Mas mais importante ainda talvez fosse necessário conceber cursos específicos para os nossos apresentadores já que a maioria não sentou nos bancos da escola do jornalismo. Esses cursos não precisam de ser longos; teriam o objectivo específico de ensiná-los técnicas de entrevistar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-941609832365001733?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/941609832365001733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=941609832365001733&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/941609832365001733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/941609832365001733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/01/sabetuditis.html' title='“Sabetuditis”'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7866514102212791580</id><published>2009-01-23T12:14:00.002+02:00</published><updated>2009-01-23T12:19:28.169+02:00</updated><title type='text'>Parabéns ao SAVANA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SXmZkEHxlUI/AAAAAAAAAKY/ELTtizOskcQ/s1600-h/savana-logo.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294431681811420482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 26px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SXmZkEHxlUI/AAAAAAAAAKY/ELTtizOskcQ/s320/savana-logo.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;15 anos é quase uma geração em termos de vida humana. Já na lides do jornalismo 15 anos são várias gerações, com todas as implicações que isso acarreta. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O semanário “SAVANA”, propriedade da Mediacoop, completou no dia 21 de Janeiro uma década e meia de existência. Acho bem que o jornal recordou aos seus leitores deste feito, tanto não seja porque foi o primeiro semanário “independente” a tirar proveito da nova dispensação política no país para emergir – recordemo-nos que o semanário emerge em 1994 no contexto da nova República, que se pretendia fosse democrata liberal.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Temos a recordar que no período ante-independência, ainda durante a luta de libertação, a Frelimo (como Frente de Libertação de Moçambique) olhava para a informação como mais uma frente de batalha, assumindo um carácter político, intervencionista e militar. Essa asserção continuou após a independência, tendo o Ministério de Informação nacionalizado todos os órgãos de comunicação social, “justificando o procedimento pela necessidade de controlo e de implementação das funções que a Frelimo havia concebido para os mesmos (Massingue, 2000). Por outras palavras, o novo governo entra a controlar politicamente a informação produzida no país. Em cada redacção existiam células políticas da frelimo que directa ou indirectamente verficavam se a ideologia dos jornalistas ou se a informação veiculada convinha aos interesses do Governo. A estrutura política não consentia a liberdade de expressão.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Este cenário foi profundamente alterado em 1990 com a aprovação de uma nova Constituição que garante, através do seu artigo 74, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, assim como o direito do povo à informação. Um ano depois, aprova-se uma Lei de Imprensa (Lei nº 18/91), que outorga aos cidadãos o direito de legalmente criarem novas formas de produção jornalística, abrindo a possibilidade dos media independentes. Isso significava que pela primeira vez num Moçambique independente a Frelimo passa a não deter o monopólio de estabelecer a agenda dos órgãos de comunicação social. Os órgãos de comunicação social decidem eles próprios a sua agenda.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O “SAVANA” emerge contra este pano de fundo com vários profissionais formados nos vários órgãos de comunicação social “estatais” (AIM, Notícias, Domingo, Revista Tempo, entre outros), o jornal trouxe um outro tipo de abordagem: mais exigente, mais inquisitivo, mais perspicaz, e sobretudo mais “independente”. Talvez tenha sido essa razão que a tornou popular, ou talvez porque o público queria algo diferente; apenas meras cogitações.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Abro um parantêse para lembrar que persiste até hoje o debate sobre o que constitui um órgão de comunicação independente. Para os propósitos desta postagem, os media independentes são os que são autónomos em relação ao poder político e económico, e livres para desempenhar a sua tarefa de informar e formar o povo sem impedimentos e constrangimentos de qualquer que seja a ordem. Isso permitiu que várias vozes políticas pudessem ser ouvidas e tivessem uma plataforma onde pudessem apresentar os seus programas e projectos políticos, para além de abrir espaço para o debate público.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Nos seus primeiros anos, o “SAVANA” beneficiou do apoio da UNESCO, através do projecto Media”, que visava empoderar os órgãos de comunicação emergentes (alguém ainda se lembra do “Demos”?) – alguns faliram, mas o semanário (sempre teve gestores que dificilmente abrem os cordões da bolsa) sobreviveu às vicissitudes políticas, sociais e económicas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
A sua estrutura acionista já sofreu várias alterações. Quando da sua criação, o “SAVANA” tinha por ai um pouco acima de uma dezena de sócios, mas ficou reduzida à menos de cinco ou seis (creio eu). A poda nem sempre foi pacífica, mas o que interessa é que os sócios remanescentes têem uma empresa jornalística que parece respirar de boa saúde.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O “SAVANA” já teve alguns editores (três?) e, embora mantendo a mesma estrutura de lay-out, foi mudando um pouco a sua filosofia. Não quero dizer que deixou de ser “independente”; como soi dizer, cada cabeça cada sentença e me parece que cada editor dirigiu o jornal à sua imagem: um mais agressivo, outro mais cauteloso. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
O “SAVANA” é uma publicação de preferência e referência tanto para a elite moçambicana, diplomatas acreditados no país e o povo em geral. Como caracterizar o SAVANA? Pode-se dizer que é um semanário que se destaca pela cobertura dos assuntos políticos, económicos e sociais. No entanto, o jornal também publica conteúdos diversos mais de forma reduzida. Há que realçar que as páginas de opinião também sobressaem.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Devido à sua forma crítica de abordar os assuntos políticos, económicos e sociais, cedo o jornal tornou-se um incómodo para o governo e as elites moçambicanas. Há quem diga que em vários momentos perdeu publicidade por causa da sua irreverência. Foi várias vezes descrito como um jornal da oposição. Alguém me perguntava se o jornal está à esquerda, centro ou direita. Me parece ser o SAVANA um jornal liberal. Liberal no sentido de que está tanto à direita do centro como à esquerda do centro em função dos assuntos que reporta. Mas se queremos acreditar Chissano o SAVANA nao é um jornal patriota. Os patriotas são a TVM, a RM, o Notícias e o Domingo (Chissano nas comemorações dos 100 anos do jornal Notícias).&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Enfim, o “Savana” tem contribuido imenso para o alargamento da esfera pública de debate no país. Sempre a testar os limites da liberdade de expressão e da imprensa, já conheceu momentos polémicos, sendo o mais infame, a publicação das caricaturas sobre o profeta Muhammad.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Neste momento talvez seja mister perguntar se o SAVANA continua a ser um jornal crítico e irreverente? Que não haja dúvidas que o jornal continua a ser uma publicação de referência tanto não seja pela atitude cuidadosa e elaborada como aborda os assuntos. A sua credibilidade com um jornal sério continua quase que intacta.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Mas temos que receonhecer que o SAVANA já não mostra o mesmo entusiasmo inicial de ser mais crítico e irreverente. Até parece que a timidez com que o SAVANA aborda agora os assuntos políticos e económicos é directamente proporcional ao suposto fortalecimento da Frelimo ou suposto enfraquecimento da oposição. Fala-se de que uma das estratégias de Guebuza durante a sua campanha eleitoral foi de co-optar as redacções. Será justo questionarmos se o SAVANA também foi co-optado? Não tenho resposta a esta questão. Estou tão somente a fazer uma provocação. Mas a sensação que existe é de que o SAVANA parece ter, para parafrasear Carlos Cardoso, posto algemas nas palavras. Em minha opinião, o “SAVANA” terá que continuar a testar os limites da liberdade de expressão e da imprensa, mas com responsabilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Hoje já tem vários concorrentes que também são de peso. Portanto, urge ao jornal ser mais arrojado – já há muito que devia mantém a mesma estrutura, mas não será altura de passar a ser à cores? Evidentemente, que um melhor lay-out não significa melhor conteúdo, mas..... Mesmo assim, acho que o “SAVANA” devia ter mais cadernos e com mais detalhes. A ideia de ter um caderno sobre eventos é boa, mas tem de deixar de ser “publicidade barata” e tornar-se mais analítico na sua abordagem sobre esses eventos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Podia criar um jornal quase que familiar já que é um semanário. Quero dizer com isso que teria que ser um jornal onde os membros constituintes de cada família se revessem, por exemplo, um caderno infantil, um caderno sobre a saúde, etc....&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Há que ter em conta as novas tecnologias de informação e comunicação. Antes de lançar o “SAVANA”, a Mediacoop tinha em 1992 lançado o “mediaFax” que surgiu como uma revolução inovadora visto ter sido o primeiro jornal via fax a ser publicado no país (alguns dizem no mundo). A Mediacoop terá que fazer uso da sua latente capacidade inovadora para tornar o jornal mais interactivo com, por exemplo, um blog que possa servir de feedback aos comentários e medição do pulso, bem como fonte de captação de informação. O “SAVANA” podia também, em parceria com as operadoras de telefonia móvel, lançar os principais títulos via SMS.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Já que está no ar, em fase experimental, a Rádio “SAVANA”, podia-se lançar também este meio de comunicação pelo mundo fora através da Internet - que eu saiba o “SAVANA” tem uma página que não tem sido muito explorada.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Bem, esta postagem já vai longa quando o que apenas queria dizer era “Parabéns ao SAVANA”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7866514102212791580?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7866514102212791580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7866514102212791580&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7866514102212791580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7866514102212791580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/01/parabns-ao-savana.html' title='Parabéns ao SAVANA'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SXmZkEHxlUI/AAAAAAAAAKY/ELTtizOskcQ/s72-c/savana-logo.png' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-967375093528363007</id><published>2009-01-14T19:34:00.002+02:00</published><updated>2009-01-14T19:39:17.530+02:00</updated><title type='text'>Apenas algumas questões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O secretário geral da frelimo,  Filipe Paúnde, concedeu uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.opais.co.mz/index.php/Política/politica/25-politica/585-ninguem-traiu-bulha-municipes-escolheram-daviz-.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;entrevista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; ao jornal “O País” publicada hoje (14/01/2009) onde faz algumas declarações que à partida me pareceram interessantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
a) Por exemplo, respondendo a uma pergunta sobre o que foi “determinante para a vitória da Frelimo nas últimas autárquicas”, diz paúnde que “primeiro, a actividade política intensa, que temos vindo a realizar desde o anúncio dos resultados das eleições de 2003. Várias brigadas centrais atacaram as regiões mais recônditas. &lt;strong&gt;A nossa vitória deveu-se também às presidencias (sic) abertas do nosso querido presidente Armando Guebuza&lt;/strong&gt;, mas sobretudo o desempenho do nosso governo....” Chamo a vossa atenção para a parte grifada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Talvez fosse importante começar por ver como é que o conceito de presidente é interpretado pelo SG da frelimo. O que fica subjacente na sua afirmação é que o presidente é da Frelimo -  de facto, Armando Guebuza foi eleito sob a bandeira da frelimo. Sendo que, ele está na presidência do governo da Frelimo. Até aqui, tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Todavia, acho que ao ganhar as eleições presidenciais, Armando Guebuza recebeu um mandato do povo moçambicano para gerir o Estado moçambicano em seu nome.  Agora, quanto à mim, torna-se problemático compreender como é que a “vitória deveu-se também às presidências abertas do nosso querido presidente Armando Guebuza,...”.  A porca torce o rabo, como soi dizer, porque Filipe Paúnde dá a entender que durante as presidências abertas o PR está a fazer o trabalho da Frelimo enquanto que partido e não como governo dos moçambicanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Isto leva-me a questionar que filosofia tem a Frelimo do estado moçambicano, se de uma nação propriedade sua ou dos moçambicanos. Posso estar errado, mas a minha percepção é de o governo é a base do partido na medidade em que este existe apenas como um mecanismo de apoio para o governo e não o contrário. Com isto quero dizer que Moçambique não depende da existência da Frelimo ou da Renamo. Se os dois não existissem, Moçambique não deixaria de ser Moçambique na actual dispensação política.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
b) Numa outra questão onde lhe foi preguntado se comungava da ideia de que os “camaradas traíram Lourenço Bulha, na Beira”, Filipe Paúnde me parece ter-se enrolado para responder a questão. Reparem a sua premissa: “Os meus camaradas, os simpatizantes da Frelimo e mesmo os munícipes da Beira, muito trabalharam para termos a vitória.” Portanto, os camaradas e simpatizantes da Frelimo trabalharam muito na Beira e concluindo: “Portanto, ninguém traíu o camarada Bulha.” O problema aqui é que os argumentos que ele dá para sustentar a sua premissa (muito trabalho) não me parecem válidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vejam o parágrafo em análise:
“Comunga da ideia de que os  camaradas  traíram Lourenço Bulha, na Beira?
Os meus camaradas, os simpatizantes da Frelimo e mesmo os munícipes da Beira, muito trabalharam para termos a vitória. É preciso perceber que a vitória que a Frelimo teve na assembleia municipal, em termos de números, não atinge o número de votos que o senhor Daviz Simango teve e, por conseguinte, não se pode pôr a possibilidade de alguns membros não terem  votado no seu candidato. Portanto, ninguém traiu o camarada Bulha.”  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se Deviz Simango teve mais votos que a Frelimo, o que isso tem a ver com Bulha. No meu entender, o que Paúnde devia ter tentado fazer era comparar os votos da Frelimo aos do Bulha e tirar as conclusões que quisesse. Se Bulha conseguiu obter mais votos que a Frelimo, pode-se admitir a hipótese de a Frelimo ter sido traída, e também teria que explicar como é que via a situação no inverso, ie, se a Frelimo obteve mais votos que Bulha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
c) Vejam esta pérola:
“Muitos olham para si como sendo uma pessoa sem ideias próprias...isto é, um “yes man” ao serviço do presidente Guebuza...
O meu partido tem um programa, que é aprovado pelos seus próprios membros. Todos nós trabalhamos sob a direcção deste programa. Agora, se o cumprir o programa é ser “yes man”, não sei o que dizer. Se executar as orientações e decisões do Congresso, Comité Central, da Comissão política e do Presidente da República, significa ser um “yes man”, é lamentavel que algumas pessoas cheguem a esta classificação. O que nós queremos são resultados e eles têm sido alcançados satisfatoriamente. O Presidente da Republica está a cumprir os planos do partido, agora quem sou eu para satisfazer os desejos de uma pessoa ou grupinho no seio da Frelimo? Que continuem a chamar-me de “yes man”, mas o que eu quero são resultados!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que significa “yes man”? Ao meu ver, “yes man” refere-se a quem não apresenta ideias próprias, mas faz tudo o que o mandam fazer todo obediente. O computador cumpre as instruções que nós o damos. Com é que o SG responde à acusação? “O meu partido tem um programa, que é aprovado pelos seus próprios membros. Todos nós trabalhamos sob a direcção deste programa. Agora, se o cumprir o programa é ser “yes man”, não sei o que dizer” O que ele faz é cumprir porque o que “nós queremos são resultados e eles têm sido alcançados satisfatoriamente.” Tão simples quanto isso! O que dizer do trabalho que ele faz junto dos órgãos do partido? Quem dá instruções ao Edson Macuacua, por exemplo? É exequível que o Presidente da Frelimo esteja na sede todos os dias para dar instruções ao SG sobre como lidar com este e aquele desafio? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Reparem a comparação que busca para se socorrer da acusação: “O Presidente da Republica está a cumprir os planos do partido, agora quem sou eu para satisfazer os desejos de uma pessoa ou grupinho no seio da Frelimo?” Não há dúvidas que o PR está a cumprir com os planos do partido, mas como chefe do executivo ele dá orientações (claras ou não) sobre como é que quer que se chegue ao cumprimento. Não é por acaso que demite e nomea sempre que achar necessário. Portanto, o que faz o SG? Porque não se socorrer, por exemplo, da constituição da Frelimo, principalmente sobre as competências do SG?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Existem grupinhos na Frelimo? É surpreendente esta declaração. Não foi o SG que negou que haja grupos ou alas na Frelimo? Será que já mudou de ideia? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mais um pequeno reparo: “Se executar as orientações e decisões do Congresso, Comité Central, da Comissão política e do Presidente da República, significa ser um “yes man”, é lamentavel que algumas pessoas cheguem a esta classificação.” Porquê é que o SG executa orientações do Presidente da República e não do Presidente da Frelimo? Talvez tenha sido um lapso? Ou talvez porque parou no tempo do Partido-Nação? E vejam os ataques às pessoas: “...é lamentavel que algumas pessoas cheguem a esta classificação.” e “Que continuem a chamar-me de “yes man”, mas o que eu quero são resultados!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O país merece os políticos que tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-967375093528363007?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/967375093528363007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=967375093528363007&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/967375093528363007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/967375093528363007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/01/apenas-algumas-questes.html' title='Apenas algumas questões'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8078882062136195236</id><published>2009-01-09T11:30:00.002+02:00</published><updated>2009-01-09T11:34:35.546+02:00</updated><title type='text'>Regras para cobertura de conflitos no Médio Oriente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Circula pela internet uma lista com as 12 regras utilizadas pela imprensa internacional para redigir textos a respeito de conflitos no Oriente Médio. Com fina ironia, a académica Mona Baker, do britânico The Translator, exibe, em cada um dos itens de sua relação, os interesses das grandes agências de notícias e dos principais jornais do mundo ocidental ao tratar de conflitos como o que está em andamento na Faixa de Gaza&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Leia abaixo a relação:
1) No Oriente Médio são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Essa defesa chama-se represália. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;2) Os árabes, palestinianos ou libaneses não têem o direito de matar civis. Isso se chama ''terrorismo''. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama ''legítima defesa''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama ''Reação da Comunidade Internacional''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
5) Os palestinianos e os libaneses não têem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama ''sequestro de pessoas indefesas.'' &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
6) Israel tem o direito de sequestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinianos e libaneses desejar. Actualmente são mais de dez mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter sequestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isso se chama ''Prisão de terroristas''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
7) Quando se menciona a palavra ''Hezbollah'', é obrigatória a mesma frase conter a expressão ''apoiado e financiado pela Síria e pelo Irão''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
8) Quando se menciona ''Israel'', é proibida qualquer menção à expressão ''apoiada e financiada pelos EUA''. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões ''Territórios ocupados'', ''Resoluções da ONU'', ''Violações dos Direitos Humanos'' ou ''Convenção de Genebra''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
10) Tanto os palestinianos quanto os libaneses são sempre ''cobardes'', que se escondem entre a população civil, que ''não os quer''. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de ''Cobardia''. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
11) Os israelitas falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama ''Neutralidade jornalística''. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são ''Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade''. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8078882062136195236?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8078882062136195236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8078882062136195236&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8078882062136195236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8078882062136195236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/01/regras-para-cobertura-de-conflitos-no.html' title='Regras para cobertura de conflitos no Médio Oriente'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2761845373764279382</id><published>2009-01-06T16:46:00.002+02:00</published><updated>2009-01-06T16:49:47.539+02:00</updated><title type='text'>O Estado da Nação é bom!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tecnicamente a nossa constituição não requer que essas seis palavras sejam pronunciadas pelo presidente da república. Também não mostra como é que o Estado da Nação deve ser classificado, mas o que é certo é que a frase “O Estado da Nação é bom!” tornou-se numa tradição oratórica. Não me recordo de alguma vez ter ouvido uma outra classificação para o Estado da Nação; nem mesmo uma variante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Falando sério, que presidente quer admitir que as coisas não vão tão bem? Os nossos presidentes (dois) evitam uma discussão cândida e franca sobre o seu desempenho através de uma bateria de manobras, incluindo obfuscação através de estatísticas, uso selectivo de dados, entre outros. Os nossos presidentes não são os únicos que assim procedem; talvez sejam apenas estudantes atenciosos dos chefes de estado de outros países.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No nosso caso, não parece haver uma fórmula sobre de que consiste o informe geral sobre o Estado da Nação; se deve ser descritivo ou analítico; se deve durar mais de uma hora de tempo; se o presidente não pode simplesmente enviar a informação escrita ao parlamento e não se fazer presente fisicamente, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, na falta de um guião claro o presidente aproveita-se da ocasião para falar do desempenho do seu governo. Quanto à mim, parece haver uma contradição: o informe sobre o desempenho do governo é o mesmo que o informe sobre o Estado da Nação? É aqui onde julgo devamos reflectir sobre o que se pretende com o Estado da Nação. Talvez não constitua surpresa termos interpretações variadas sobre o mesmo, justamente porque não são as mesmas as ferramentas de análise utilizadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se, por exemplo, eu olhasse para o discurso numa perspectiva dos direitos humanos, diria que o presidente faltou a Nação moçambicana. Já me explico, um dos pressupostos básicos para o exercício pleno da cidadania é a participação dos cidadãos nos processos de desenvolvimento e democráticos do país, e para tal, advoga-se que o cidadão tenha acesso à informação de modo a que possa tomar as suas decisões e forme a sua opinião.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ora, o Presidente Guebuza não pareceu ter cumprido com esse desiderato. Como piloto no cockpit limitou-se a saltear os locais incómodos e cheirosos, e a pousar longamente onde havia praia. Para dar um exemplo, da criminaldade, o PR foi generalizando (certamente que podia ter encontrado espaço para se deter sobre o fenómeno, principalmente no que diz respeito à corporação policial).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não vou entrar no debate de se a informação foi omitida deliberadamente ou por lapso, o que em gíria jornalística se diz sonegação. O que realmente importa referir é que a omissão de informação constitui uma violação do direito do público ter acesso à informação pertinente. E essa violação torna-se mais grave ainda quando emana da cadeira do mais alto magistrado do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, o PR poderá dizer que já que não vem especificado que tipo de informe deve dar, nenhúm critério a não ser o seu é que deve ser utilizado, e como não podemos dizer qual é que é, o Estado da Nação continuará bom!
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
PS: Se de facto o informe é um Estado da Nação, porquê é feito em apenas uma lingua? Porquê, ao menos, não é traduzido para outras linguas nacionais mais preponderantes? Porquê não é traduzido para os portadores de deficiência auditivas, por exemplo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2761845373764279382?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2761845373764279382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2761845373764279382&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2761845373764279382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2761845373764279382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2009/01/o-estado-da-nao-bom.html' title='O Estado da Nação é bom!'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1329937090853368728</id><published>2008-12-22T14:48:00.002+02:00</published><updated>2008-12-22T15:51:40.748+02:00</updated><title type='text'>Mcel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O jornal “Notícias” brindou-nos hoje na coluna “Breves” com uma &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/342582"&gt;brevísssima&lt;/a&gt; muito interessante. Citando uma fonte anónima autorizada (se é autorizada, então porquê o anonimato?) da Mcel, diz o jornal que a avaria que pertubou as comunicações durante as primeiras horas de Domingo tinha sido reparada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por acaso, também fui vítima da avaria quando a minha troca de SMS’s com alguém foi interrompida por volta das 4h00 de madrugada. Só voltei a entrar em contacto com a pessoa quase ao meio-dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não sei se isso também ocorre na rede Vodacom, mas já é preocupante a forma como as avarias são constantes na Mcel. Hoje, por exemplo e irronicamente depois de se anunciar a reparação da rede, não há rede na Mcel. Estou a imaginar os transtornos que isso estará a causar aos homens de negócios, aos familiares que querem comunicar o falecimento do seu ente querido, as marcações ou desmarcações de encontros, enfim.... é um autêntico transtorno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Isso, acontece numa altura em que se diz que a Mcel pretende investir (expandir-se) na África do Sul e Botswana. A ser verdade, ques erá desse empreendimento com esse tipo de comportamento não fiável? É que noutras sociedades este tipo de erros não se perdoa. O consumidor praticamente opta por mudar mal apercebe-se dessas inconveniências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Na Mcel, alguns aventam a hipótese de sabotagem. Não é essa uma estória do macaco que não sabe dançar? Hoje nem a famosa voz de “... por favor, ligue mais tarde” se faz ouvir. A este andar ainda me mudo para o "&lt;a href="http://www.4shared.com/dir/4922775/25f0b07e/sharing.html"&gt;Tudo Bom&lt;/a&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1329937090853368728?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1329937090853368728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1329937090853368728&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1329937090853368728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1329937090853368728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/12/mcel.html' title='Mcel'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6245398639409605535</id><published>2008-12-22T14:24:00.001+02:00</published><updated>2008-12-22T14:26:51.264+02:00</updated><title type='text'>Boas Festas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estamos de novo naquela altura do ano. Os agregados familiares já começaram a fazer as compras que as permitirão passar de forma condigna (?) a quadra festiva. os comerciantes já esfregam as mãos, tanto é o dinheiro que certamente vai circular pelas suas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os mais afortunados não vêem a hora dos escritórios fecharem para rumarem para os seus destinos preferidos; sejam eles dentro ou fora do país. Afinal trabalharam duro durante o ano que em breve vai findar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se o peditório ainda não começou, não vai tardar. É que quase todo o mundo vai competir para ser os primeiros a dizer “Boas Festas”. Porquê peditório? Em Moçambique, “Boas Festas” parece transcender o simples gesto e expressão social de desejar ao próximo que desfrute do melhor na quadra festiva. Em Moçambique, dizer “Boas Festas”, pelo menos no Ronga da minha mãe e em Português, significa um pedido: peço que me ofereça algo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não sei como surge esta prática, mas sei que cria algum constrangimento porque parece obrigar o(a)  “boa festado(a)” a abrir os cordões da bolsa para oferecer seja lá o que for. Bem, a prática já pegou e, de algum modo, isso cria uma pressão social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“Boas festas” encerra em si uma cultura de reciprocidade, onde o enunciador parece desejar (?) ao outro um bom desfrute (quando na realidade, em muitos casos, está a pedir que se lhe ofereça algo) e o outro ao dizer obrigado, vê-se obrigado (desculpem-me o pleonasmo) a oferecer-lhe algo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não sei se existem penaltes sociais para quem falha produzir a oferta após ter sido graciado com o “Boas festas”. Ao nível pessoal, houve velhas vizinhas que atormentaram-me durante toda a quadra festiva que tive que arranjar formas de me manter invisível na vizinhaça; ou ser o primeiro a pedi-las.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Será que quem me deseja “Boas Festas” tem direitos sobre mim? O pedido, em si, é normativo ou prescriptivo? Moralmente, é apropriado que me recuse a oferecer seja o que for após ouvir o “Boas Festas”? o que significa o acto de ofecerer (diga-se após ser obrigado)? Qual é a intenção moral dos participantes nesse tipo de transacção?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, se me ouvirem a dizer “Boas Festas”, não se sintam pressionados a oferecerem-me seja o que for porque estou apenas a desejar-vos que desfrutem as festas da melhor forma possível e que tenham um próspero ano novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;PS:  Eduardo Fernando Chabana, Chefe do Departamento de Trânsito no Comando Geral da Polícia, apelou à PT para que não peça “Boas Festas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6245398639409605535?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6245398639409605535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6245398639409605535&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6245398639409605535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6245398639409605535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/12/boas-festas.html' title='Boas Festas!'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1854469462761261244</id><published>2008-12-11T16:42:00.002+02:00</published><updated>2008-12-11T16:58:41.882+02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Moçambique é um laboratório fértil para testes. O último teste provou que graças ao sistema de produção nacional do Arquivo de Identificação Civil se leva seis à um ano para a emissão de um bilhete de identidade. O governo acordou ao facto de que esse é um atraso que não pode ser tolerado – o prazo inicial previsto para a emissão de um bilhete de identidade era de 15 dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Eu tive a sorte de obter o meu BI após três meses, e estava a começar em pensar na estratégia para “tirar” um outro quando o actual caducar em Agosto de 2009. Mas graças à um novo teste que o governo julga necessário, poderei não ter dores de cabeça para a obtenção de um BI (Não preciso de falar da importância do BI para o cidadão).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Doravante, a produção do BI ficará à cargo de uma empresa privada. Não vejo problemas nisso, tanto que precisamos de desenvolver a burguesia nacional. Mas leiam a parte grifada (texto em inglês) antes de mais.

 &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;421208E   IDENTITY CARDS AND PASSPORTS TO BE PRODUCED BY PRIVATE COMPANY

Maputo, 10 Dec (AIM) - The Mozambican government is preparing to privatise the  production of identity cards and passports, following repeated scandals concerning the delays  in issuing such documents, and the mysterious appearance of passports, and residence documents for foreigners in the hands of persons who are not entitled to them.

    The government spokesperson, &lt;strong&gt;Deputy Education Minister Luis Covane, told reporters on Tuesday, following a Cabinet meeting, that next year, the government will sign a contract with a private company to produce the identity documents. The government will select the company, and the contract will not be put out to tender&lt;/strong&gt;.

Previously passports have been issued by the National Immigration Directorate and identity cards by the Civil Identification Office. Last week Interior Minister Jose Pacheco admitted that 400 passports had been stolen from the Immigration Directorate, while AIM knows of citizens who received their identity card a full year after applying for them. The nature of the Mozambican state and legal system is such that life can become very difficult for citizens without identification papers.

Covane said that this decision was taken after the government realized that its own services were failed to respond to the need of Mozambicans for identity documents.

Covane added that farming out the production of these documents to private operators will guarantee greater reliability and speed.

“Leasing the issuing of IDs and passports to a private company will mean a revolution in the whole way of doing things. We are unable to solve the problem of identification of our citizens with the current mechanisms. The problem of a state is to have its citizens duly identified, with documents”, he said.

To carry out this project, the government has set up a team of experts from the Interior, Finance, and Science and Technology Ministers, each of whom will have specific tasks in the project.

“The government is to negotiate and sign a direct contract with a private company to issue IDs and passports, with guaranteed security features”, said Covane. “The Finance Minister has been authorised to sign a contract with the selected company. We want all citizens to have identification documents”.

The Interior Ministry will be in charge of the entire process, while the Finance Ministry will negotiate the contract. The Science and Technology Ministry will supervise the technical and scientific aspects.

“The Interior Ministry will oversee the process because it has agents qualified to see if the documents have all the relevant information for citizens to be allowed to move around safely, both inside and outside the country”, said Covane.(AIM)&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para o benefício dos que não lêem Inglês, vou traduzir livremente a parte grifada: “... o governo assinará um contrato com uma empresa privada para produzir os documentos de identidade (BI e passaporte). O governo fará a selecção da empresa, e o contrato não será objecto de concurso.”&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É isso mesmo. O governo vai escolher a empresa que produzirá os documentos. A notícia não diz que justificação o vice-Ministro Covane deu aos jornalistas, o que é uma pena.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pessoalmente, gostaria de saber as razões que levam a governo a proceder desta forma, ie, entregar a produção de documentos de identidades sem concurso público. Isso não dará azo para acusações de clientelismo? Se o cometimento desse governo é ser mais transparente, o que motivou a inversão de marcha? São dúvidas que me parecem pertinentes......&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1854469462761261244?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1854469462761261244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1854469462761261244&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1854469462761261244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1854469462761261244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/12/moambique-um-laboratrio-frtil-para.html' title=''/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8592621724450356131</id><published>2008-12-10T16:23:00.000+02:00</published><updated>2008-12-10T16:24:22.390+02:00</updated><title type='text'>Símbolos (a)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os comentários sobre o texto anterior sobre os símbolos foram interessantes e, de alguma forma, mostraram que ainda temos muito caminho a percorrer e muita coisa por reflectir no país. Assim, na senda do debate sobre os símbolos um amigo chamou-me atenção sobre um facto: talvez o Grabiel Júnior e os demais que se embandeiram em “jingoísmos” baratos não sejam os piores ofensores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se repararem nas imagens da Assembleia da República, principalmente as que oferecem um plano geral das sessões, não hão-de deixar de não notar que mesmo no centro existe um tapetão com o escudo/brazão de Moçambique – o escudo, à semelhança da bandeira e o hino nacional são os símbolos nacionais. Há muito tempo que não vou à presidência, por isso não posso dizer se lá também há tapetões estampados com o escudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, acho que não constituiria problema algum para mim se as coisas terminassem apenas aqui. O que me preocupa é que é justo sobre o escudo onde os operadores de câmera colocam os seus tripês e fazem as filmagens das sessões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se na Assembleia da República, onde as leis são legisladas, pisar o escudo não constitui preocupação para os legisladores, o que dizer dos apresentadores de programas? Se deve ser no parlamento onde (?) o sentido mais elevado de consciência nacional (após a presidência) deve residir, o que dizer dos fabricantes de chinelos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Moçambique precisa mesmo de uma política de colocação e uso dos seus símbolos, sob risco de se tornarem irrelevantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8592621724450356131?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8592621724450356131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8592621724450356131&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8592621724450356131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8592621724450356131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/12/smbolos_10.html' title='Símbolos (a)'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4611623842836621330</id><published>2008-12-07T00:15:00.003+02:00</published><updated>2008-12-07T00:25:03.195+02:00</updated><title type='text'>Símbolos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava na tarde de Sábado sentando defronte da televisão. Estava a passar um programa sob o HIV e SIDA. Não vi o programa desde o início, mas sei que o apresentador é o Gabriel Júnior do “Moçambique em Concerto”. É salutar falarmos do HIV e SIDA, mesmo quando não sabemos conduzir a conversa. Há pessoas corajosas que estão a fazer o teste, e o teste de uma delas deu positivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, não é sobre o HIV e SIDA que quero falar. Esta é apenas uma pequena postagem para não sobrecarregar o vosso fim de semana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O “Moçambique em Concerto” é um dos poucos programas que exibe como parte do seu logotipo a bandeira moçambicana, portanto um símbolo da nossa soberania. Os símbolos de uma nação ocupam um lugar especial no panteão dessa mesma nação. São até reverenciados não fossem eles os que aglutinam os diferentes grupos sociais à volta de um objectivo comum. Os símbolos como, por exemplo, bandeiras simbolizam (desculpem-me o pleonasmo) a soberania, orgulho e honra. Reflectem os ideias, crenças e valores defendidas por uma determinada nação. Formam um elemento crucial da identidade das nações, pelo que devem ser tratadas com dignidade e honra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outras nações têem regras escritas sobre como os símbolos devem ser utilizados e quando. Ao que me parece Moçambique não consta do rol desses países. Ora vejamos, eu não saberia de que lado colocar a nossa bandeira se houvesse a bandeira de um outro país: se do lado direito ou esquerdo. Também não sei se posso colocar a bandeira no meu cartão de visitas. Não saberia se como cidadão comum, posso içar a bandeira em casa e como o posso fazer; se posso içá-la à noite; se posso reproduzi-la e em que tamanho; se posso utilizá-la para questões de publicidade ou decoração; se ao estragar-se ou desfiar-se posso deitá-la na lata de lixo; entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro dia, ao anunciar a sua saída do programa “Pontos de Vista” da STV, Amorim Bila, obsequiou-nos com uma carta onde via-se claramente o emblema de Moçambique no topo. São dessas coisas que nos deixam confuso, i.e, se um cidadão pode usar papel timbrado com o símbolo nacional para correspondência pessoal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falava do programa “Moçambique em Concerto” que hoje tem como palco aquele edifício grande na baixa da cidade, denominado de shopping centre. O programa parecia ser mais interactivo visto que estava sendo produzido num sítio público onde passavam famílias e pessoas singulares, que eram interpelados de quando em vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizia que o “Moçambique em Concerto” tem um logotipo muito interessante sob qualquer ponto de vista. O logotipo consiste da bandeira de Moçambique e a figura de um saxofonista superimposta sobre aquele símbolo nacional (noutros países não se permite a superimposição de qualquer figura sobre a bandeira). Noutro dia iria questionar a racionalidade de colocar um saxofonista sobre a bandeira no sentido de porquê justamente um saxofonista e não a figura de um outro artista a tocar qualquer outro instrumento – evoco aqui a questão de representatividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, ao contrário de outros dias, quando o programa é apresentado no estúdio, o logotipo do programa servia de tapete ao palco ali montado. Por conseguinte, todo o artista que por lá passava pisava-o e por tabela pisava a bandeira nacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha questão é: existem regras para o uso da bandeira ou qualquer outro símbolo no país? Se sim, quem é que fiscaliza a aplicação dessa regra? Se não, o que pensam os moçambicanos sobre o uso da bandeira como tapete? Pisar a bandeira é ou não crime? Pode-se atear fogo à bandeira nacional, por exemplo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bom fim de semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4611623842836621330?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4611623842836621330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4611623842836621330&amp;isPopup=true' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4611623842836621330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4611623842836621330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/12/smbolos.html' title='Símbolos'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5901459139942547770</id><published>2008-12-05T16:25:00.000+02:00</published><updated>2008-12-05T16:27:08.808+02:00</updated><title type='text'>Acidente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outro dia tive um pensamento que quase me violentou a mente. O tal pensamento foi provocado por apenas uma palavra: acidente. Na verdade o que me causou inquietação foi reflectir sobre o que é um acidente; se um acidente acontece ao caso e se pode ser evitado, entre outros. Na altura procurei definições de acidente e uma que gostei dizia que “acidente é um evento inesperado e indesejável, um mau acontecimento imprevisto e sem aparente causa.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Digo que gostei porque na minha mente “sem aparente causa” é uma expressão suspeita. Onde opero, há sempre causa para tudo embora não seja imediatamente possível conhecê-la. Só essa expressão pode ter-me queimado mais alguns neurónios – alguém dizia-me noutro dia para não me arreliar visto que os que ficam atrás são mais adaptados (Charles Darwin). Enfim, hoje voltei a ter a mesma sensação ao ler &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/297631"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; sobre um jovem cuja viatura tombou na baía. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já perdi conta do número de carros que tombaram na baía e cujos ocupantes perderam a vida. Felizmente, o condutor deste apenas “tomou um banho”. Mas será que existe algum íman que atrai viaturas para a baía? A resposta é um forte NÃO. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Especialistas em acidentes de viação apontam para quatro factores como contribuindo para a maioria de acidentes, nomeadamente falha do equipamento; desenho da estrada; pobre manutenção de estrada; e comportamento do condutor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quem conhece a cidade de Maputo sabe que a Avenida da Marginal faz um cotovelo a partir da ponte aérea até ao quiosque situado no parquito perto da gasolineira BP. Esta é uma das áreas onde mais “tombos” ocorrem. Será o desenho da estrada o factor que causa os tais acidentes? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O outro factor é o comportamento do motorista. A notícia diz que o acidente ocorreu de madrugada. Quem sabe o automobilista não estava encharcado de álcool. Bem, se falo do álcool é porque é apontado como estando na origem de muitos acidentes de viação. O que é certo é que as pessoas pensam que as noites são o momento oportuno para pôr o motor à prova, e se há uma confluência dos factores apontados acima, há maior probabilidade e risco de ocorrer um acidente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sempre defendi que há zonas da nossa cidade em que a edilidade devia introduzir novas regras na estrada. Por exemplo, porquê não pensar em colocar lombas ao longo da Avenida da Marginal? Afinal o objectivo é salvar vidas, não é verdade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5901459139942547770?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5901459139942547770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5901459139942547770&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5901459139942547770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5901459139942547770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/12/acidente.html' title='Acidente'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7975773385268786261</id><published>2008-11-21T18:38:00.001+02:00</published><updated>2008-11-21T18:45:16.356+02:00</updated><title type='text'>Beira, quem te vê!!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto à mim, mesmo antes de se contabilizar todos os votos do município da Beira não há dúvidas que o grande vencedor das eleições autárquicas de 19 de Novembro é o candidato independente Deviz Simango.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Simango enfrentou duas formidáveis máquinas políticas e ganhou: a Frelimo e a Renamo (contudo, pode-se disputar se a Renamo é uma formidável máquina política). É sobejamente sabido que até recentemente Simango era o presidente do município da Beira, um feito conseguido através da lista da Renamo e supunha-se que fosse o candidato da perdiz para a sua própria sucessão. Todavia, as famigeradas bases da Renamo decidiram que Simango já tinha feito muito pela Beira, pelo que tinha que ceder a sua candidatura à Manuel Perreira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Esse episódio foi tão mal gerida que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, nem teve a coragem de sequer ir à Beira (onde se diga sempre foi recebido com honras de Chefe de Estado desde que Simango subiu à cadeira de presidente do município) para pelo menos explicar o porquê fez um “U Turn (reviravolta)” no dia 21 de Agosto, ou mesmo ir ajudar o coitado de Perreira a fazer a sua campanha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, o Dr Carlos Serra escreve &lt;a href="http://oficinadesociologia.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; que Deviz Simango amealhou 62% do voto popular, contra 31% do homem de negócios Lourenço Bulha da Frelimo. Manuel Perreira aparece num distante terceiro lugar. No tocante à Assembleia Municipal, com 60% dos votos contados, a Frelimo parece ter finalmente passado da oposição para o partido mais votado, embora sem ter conseguido ultrapassar a fasquia dos 50%, com apenas 20 assentos, trocando o seu lugar com a Renamo que parece ter conseguido 16, o Grupo para Democracia na Beira (GDB) 7, sendo que o PIMO e o PDD de Raúl Domingos ficam com um assento cada – estes últimos três aparecem como os “king-makers (desempatadores)” (vide &lt;em&gt;Mozambique Political Process Bulletin&lt;/em&gt; 13 – 21 Nov).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Analistas acreditam que Simango terá dificuldades em governar na autarquia da Beira. Esta é de certo uma hipótese que não se pode descartar tanto não seja porque ambas a Frelimo e a Renamo fizeram um pacto “contra natura” – não é minha expressão – para evitar a re-eleição de Simango. Não nos esqueçamos que o propangandista-mor da Frelimo, Edson Macuacua, disse durante a camoanha que a vitória de Simango seria uma catástrofe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas acredito que tanto a Frelimo como a Renamo terão de crescer a irem para além dos seus próprios interesses se quiserem que em 2013 os beirenses os confiem. Se quisermos esticar a corda, podemos dizer que mesmo o próprio Deviz Simango terá de crescer para conseguir navegar a Assembleia, começando pela aprovação do seu orçamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Porquê terão que todos crescer? A história da Beira fica clara quando se repara pormenorizadamente para os números. Com 75% dos votos contados, Simango tinha 54,449 contra 36,698 de Bulha. A Frelimo andava um pouco acima dos 30,000, e a Renamo vinha logo a seguir com menos. Simango tinha portanto mais votos que os dois somados (esses números ainda são provisórios, mas me parece que a Frelimo não conseguirá igualar ou ultrapassar os votos conseguidos por Lourenço Bulha), mesmo porque tanto o GDB, PIMO e PDD ainda estão a contabilizar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se compararmos os votos de Bulha com os da Frelimo podemos ver que Simango não só teve o apoio de alguns simpatizantes da Renamo, como teve também os teve de apoiantes da Frelimo. Como explicar, por exemplo, que tivesse conseguido ganhar na zona de cimento onde a Renamo nunca conseguiu suplantar a Frelimo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sendo que, uma outra hipótese pode também ser válida. Apesar dos dois maiores partidos poderem ser tentados a usar a ditadura de voto para emperrar a acção governativa de Simango, os números parecem mostrar que Deviz Simango é o mandatário do povo e como tal, terão (os dois) que saber escutar a voz desse mesmo povo e deixar o engenheiro implementar o seu manifesto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sim, sem sombras de dúvidas haverá muita acomodação, mas o povo votou no manifesto de Simango e será esse o que determinará o quadro de governação. E me parece que essa tese ganha mais força quando se tem os três desampatadores nas alas para “sugerirem” o trajecto do município, sobretudo o GDB que surge do movimento de apoio à candidatura do actual edil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que nos resta ver é se na Beira será “politics as usual (política como sempre)” ou haverá a realização de que tem de se governar em função do que o povo quer? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7975773385268786261?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7975773385268786261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7975773385268786261&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7975773385268786261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7975773385268786261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/11/beira-quem-te-v.html' title='Beira, quem te vê!!!!!'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-843667205137804393</id><published>2008-11-10T15:43:00.003+02:00</published><updated>2008-11-21T18:38:25.763+02:00</updated><title type='text'>Somos o que lemos (a)?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os jornalistas americanos e britânicos (tanto que eu saiba) têem uma forma muito particular de examinarem os seus políticos: sempre procuram saber o que os seus líderes andam a ler. Aparentemente os livros e jornais que os mesmos lêem oferecem-lhes uma perspectiva sobre os seus interesses, a sua visão do mundo, como tomam as suas decisões, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Comecei a interessar-me por este tipo de cobertura jornalística quando no auge da invasão ao Iraque começou-se a noticiar sobre as baixas entre as forças norte-americanas e a popularidade de George Bush conheceu uma queda, este último revelou à cadeia televisiva Fox News que não lia jornais e que tomava as suas decisões com base nos “briefings” que recebia diariamente dos seus conselheiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Achei as suas afirmações interessantes! Aqui estava o auto-proclamado líder do Mundo Livre a dizer ao mundo que dependia do que os seus conselheiros o diziam visto serem “fontes objectivas”; interessante! Agora, recuemos no tempo: o terceiro presidente norte-americano, Thomas Jefferson, grande defensor da Primeira Emenda constitucional (que advoga a liberdade de expressão) dos Estados Unidos da América, que mesmo chateado com a forma como a imprensa reportava sobre o desempenho do seu governo disse famosamente que “preferia antes ter jornais sem governo do que um governo sem jornais.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Será porque se dissesse o contrário sérias perguntas e dúvidas levantar-se-iam à seu respeito? Não sei. Qualquer pode especular sobre o significado da frase, mas vou lançar uma pequena provocação: Jefferson, que acreditava que todos os homens são iguais, continuou a manter escravos mesmo quando isso tornou-se impopular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Voltando ao Bush: podemos questionar se os conselheiros são fontes objectivas. Pode ser que o sejam. Acho que isso depende da honestidade intelectual de cada conselheiro. Mas olhando para a governação da administração Bush, torna-se me difícil defender a posição de que os seus conselheiros eram ou são imparciais tanto não seja por causa da sua visão do mundo. Aliás, quando Collin Powell começou a desafiar os mesmos conselheiros não tardou que fosse banido do círculo interior para permanecer na periferia do partido Republicano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Graças a Deus, o reinado de Bush acaba no dia 20 de Janeiro próximo; não preciso de catalogar o que o mundo passou durante os oito anos em que esteve à frente dos destinos dos EUA, e por tabela do mundo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A questão que quero levantar é saber, como o sociólogo Elísio Macamo, “quais as condições que devem estar reunidas para que o público leitor seja mais selectivo”? Esta questão é difícil e talvez devia começar por procurar saber o que motiva as pessoas a ler. Bem, sou de opinião que qualquer um que queira manter-se a par de eventos locais, nacionais ou internacionais deve acordar todos os dias com a vontade, se não mesmo desejo, de ler jornais. O bom senso manda dizer que as pessoas melhores informadas e enformadas são as que lêem mais (e que sabem ler), e obtém muita da sua informação nos jornais. Portanto, lemos para nos informar; mesmo a leitura de diversão nos informa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Agora, porquê lemos os títulos que lemos? As motivações são certamente várias! Acho que os lemos alguns títulos visto terem ou abordarem questões que são do nosso interesse, mesmo que a gente não goste da perspectiva apresentada. Por exemplo, não sou assim muito fã do jornal “Domingo”, mas mesmo assim não deixo de fazer a minha leitura dominical. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mais, penso que para se melhor entender as questões e tomar-se decisões enformadas, é melhor ler-se quantas posições possíveis sobre o mesmo assunto visando atingir esse desiderato. Não é fácil lermos algo que vai contra os nossos princípios, mas a experiência ensina que não se cria conhecimento ignorando-se as posições dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Também lemos para aprender novas coisas, ideias e paradigmas, entre outros. Isso, julgo eu é importante porque abre-nos várias janelas do mundo em que vivemos. Tenho em mim que no mundo de ideias não há pior coisa que entrarmos na mata sem cão, como soi dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Agora podemos voltar à questão das “condições”. Portanto, resgatando a questão colocada pelo EM: “quais as condições que devem estar reunidas para que o público leitor seja mais selectivo”? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Na postagem anterior avancei que a diversidade dos média, de alguma forma, proporciona aos leitores, ouvintes e telespectadores uma gama de escolhas, o que os pode tornar mais exigentes – tenho em mim que quanto mais fontes tivermos, mais chances temos de vermos o que é bom e o que é mau e assim fazermos as nossas escolhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Do disposto acima, podia socorre-me de uma deixa do economista e palestrante motivacional, Stephen Kanitz, publicada com o título curioso de “Cuidado com o que ouvem (Revista Veja, São Paulo, p. 20, São Paulo)”. Kanitz diz que é necessário preocupar-se com o que se lê, ouve ou aprende, para a dissipação de equívocos. Ele chamou isso de “vigilância epistêmica”. Acho que isso significa que se deve peneirar a informação que se recebe, e acho essa uma condição para se ser mais selectivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vejam bem que não digo que seja essa a única condição. É apenas uma no meio de outras condições não menos plausíveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Que relação existe entre a liberdade de expressão, e por tabela liberdade de imprensa, com o direito à informação? Não sei se estou colocar bem a questão, mas o que quero dizer é se o jornalista quanto diz que está a pôr em prática a sua liberdade de expressão satisfaz, de facto, o direito do cidadão à informação? Se o seu entendimento de liberdade de expressão é de que qualquer tipo de informação representa o interesse público ou interesse do público? O quê é que o público entende de direito à informação, se é que entende? Quais são as condições para a materialização dessa dicotomia? Será que a superficialidade com que a informação é tratada nos nossos média serve o direito à informação? É benéfico que sejam apenas os média e os políticos a definir a agenda?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Levantei essas questões para mostrar que, ao meu ver, a boa interacção entre a liberdade de expressão e direito à informação, onde os média são cada vez chamados a serem criteriosos e rigorosos no tratamento da informação, é uma das condições que pode aumentar a nossa compreensão do que é “bom” ou “mau” para se ler, e assim sermos mais exigentes ainda. Não basta saber que temos liberdade de expressão e direito à informação sem preocuparmo-nos na sua plena efectivação. Alguém me compreendeu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Talvez devesse ter começado com a educação, mas o importante é lembramo-nos que ela desempenha um papel fundamental na nossa compreensão do mundo. Será que o sistema de educação que temos contribui para que o cidadão seja capaz de ser mais exigente? Por outras palavras, será que a educação forma-nos para questionarmos ou apenas para sermos esponjas que apenas enxugam e não criam conhecimento? Quiça seja este o cerne da questão!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas não posso terminar sem olhar para a questão de cidadania. Acho essa uma outra condição para se ser mais selectivo. Aqui se deve olhar para como é que se pode ter cidadãos que tenham sensibilidade e conhecimento das relações entre os média e as instituições democráticas. Deixar-se que os cidadãos elevem a sua consciência de cidadania sem que haja uma acção deliberada para tal possa talvez ser uma mera quimera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não há dúvidas que a proliferação dos blogues, onde o sujeito é o jornalista comunitário (citizen journalist), pode ser uma manifestação dessa elevação da consciência de cidadania, mas é preciso perguntar se a multiplicação dos mesmos significa a efectivação da dicotomia liberdade de expressão e direito è informação. Acho que se chegarmos a esse ponto teríamos desafiado o público a exercer a influência que lhe compete com critérios apropriados para um maior conhecimento dos média e análise da linguagem que utilizam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Enfim, a questão não está esgotada: somos o que lemos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-843667205137804393?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/843667205137804393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=843667205137804393&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/843667205137804393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/843667205137804393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/11/somos-o-que-lemos.html' title='Somos o que lemos (a)?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7128226526628028597</id><published>2008-11-04T14:17:00.000+02:00</published><updated>2008-11-04T14:19:02.081+02:00</updated><title type='text'>Eleições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Moçambique arrancou hoje a campanha eleitoral para as eleições municipais de 19 de Novembro, a serem realizadas em 43 municípios do país. Nos Estados Unidos da América, cai hoje o pano sobre os 22 meses de campanha eleitoral (primárias e presidenciais). As eleições dos EUA já foram consideradas históricas por muitos, pelo que, não vou por ai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Olho mais para as eleições presidenciais nos EUA sob o ponto de vista jornalístico. Afortunado por poder ler e escrever inglês como um nativo, pude a partir do computador e celular percorrer os EUA e colocar-me a par do que acontecia a cada momento. Fiquei nostálgico quando se fazia menção de alguma cidade ou marco importante da qualquer um dos quatro estados (Kansas, Los Angeles, Michigan e Washington DC) que já visitei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Fui exposto aos mais diversos géneros jornalísticos e penso que, pessoalmente, sai a ganhar com isso. Como é que haveria de saber sobre a avó (paz à sua alma) de Barack Obama ou do pai e avô do John McCain não fosse o jornalismo biográfico? Não fosse o jornalismo económico, como saberia que cada voto presidencial valerá $80 (se 130 milhões de eleitores votarem) em função do dinheiro angariado? Não fosse o jornalismo jurídico, não teria ficado atraido à discussão constitucional sobre o mandato do vice-presidente; alguém saberia com detalhes sobre as políticas que os candidatos propõem se não fosse o jornalismo analítico?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
As estórias eram pegadas de vários ângulos, o que reflectia a diversidade dos vários órgãos de comunicação social norte-americanos. Da direita para esquerda; do norte ao sul; de leste ao oeste; os artigo e opiniões variam e de que maneira!!!! Houve debate e os candidatos foram postos à prova. Quem saíu a ganhar com essa diversidade e variedade de debate foram os eleitores. Evidentemente que houve candidatos cuja intento na campanha era amedrontar os eleitores; houve mentiras, meias-verdades; que foram rapidamente contrariadas pela outra campanha e vice-versa. Através dos norte-americanos vi como uma campanha funciona e deve funcionar, e fui me apercebendo das nuances entre estratégia e táctica da campanha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Foi bom que os jornalistas fizeram questão de indicar isso: esta manhã fiquei um pouco receoso quando uma colega jornalista acompanhando a campanha da Frelimo disse-me que preferia antes estar na da Renamo porque podia escrever “tudo”; não pude entender porque não podia escrever “tudo” que via e ouvia na campanha do candidato da Frelimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que quero dizer é que as eleições norte-americanas foram uma boa ocasião de aprendizagem; espero que a classe jornalística moçambicana faça um bom trabalho de informar e enformar de modo a que os eleitores entendam melhor as posições dos candidatos, e que a democracia nascente moçambicana cresça mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Daqui há 18 dias hei-de saber se como jornalistas desempenhamos a nossa função de modo a atingir esse desiderato ou se ainda insistimos na mediocridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7128226526628028597?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7128226526628028597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7128226526628028597&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7128226526628028597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7128226526628028597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/11/eleies.html' title='Eleições'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6566071545499580186</id><published>2008-10-17T18:31:00.003+02:00</published><updated>2008-10-17T18:40:43.070+02:00</updated><title type='text'>Somos o que lemos?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este texto vai ser mesmo curto. Comentando a minha postagem sobre o jornal "O País", o sociólogo Elísio Macamo colocou-me &lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;amp;postID=6399673095004347702&amp;amp;isPopup=true"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; uma questão que acho pertinente e merecedora de reflexão. Diz Macamo que "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o maior desafio intelectual, para mim, é de saber quais são as condições que devem estar reunidas para que o público leitor seja mais selectivo." Tenho algumas hipóteses, mas ainda carecem de mais reflexão da minha parte para as trazer para o debate de modo a serem validades. Será esse o meu TPC para este fim de semana. Espero que também me ajudem a reflectir sobre a questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6566071545499580186?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6566071545499580186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6566071545499580186&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6566071545499580186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6566071545499580186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/10/somos-o-que-lemos.html' title='Somos o que lemos?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8906286491830433742</id><published>2008-10-17T16:34:00.003+02:00</published><updated>2008-10-17T17:05:39.656+02:00</updated><title type='text'>Para os vossos ouvidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não costumo fazer isto. Mas achei a &lt;a href="http://www.4shared.com/dir/4922775/25f0b07e/sharing.html"&gt;canção&lt;/a&gt; muito interessante. Acho que é um "cover" ou interpretação de uma jazz que primeiro ouvi no filme "The Long Kiss Goodnite", contracenando Samuel L. Jackson e Geena Davis. Agora, moçambicanizada, ela é interpretada por Eloe Vasco (um conhecido de infância). O engração é que nem sabia que o tipo fazia dessas coisas. Qual não é o meu espanto quando alguém me põe a escutar e fiquei maravilhado. Para quem não entende changan ou ronga, as minhas sinceras desculpas. Divirtam-se e um bom fim de semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8906286491830433742?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8906286491830433742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8906286491830433742&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8906286491830433742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8906286491830433742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/10/para-os-vossos-ouvidos.html' title='Para os vossos ouvidos'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6399673095004347702</id><published>2008-10-13T17:45:00.003+02:00</published><updated>2008-10-13T17:51:44.842+02:00</updated><title type='text'>Mais um, “O País”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O nascimento de um ser humano é “quase sempre” um momento de felicidade. Reparem no “quase sempre”! Utilizei o qualificativo de propósito porque há momentos em que o momento é visto como uma maldição devido à vários factores que não cabem aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, semana passada (terça-feira) o grupo independente de comunicação social, Grupo SOICO, lançou um jornal diário “O País” – por uma questão de precisão é bom que se diga que foi um relançamento, já que o “O País” existia como um semanário. O jornal esgotou em várias horas. O que é que isso significa? Que os leitores gostam do novo produto? Que o novo produto é de superior qualidade? Que a estratégia de marketing do Grupo funcionou (a STV, parte do grupo, literalmente bombardeou os seus telespectadores com anúncios e notícias sobre o novo produto. Raramente escuto a Sfm, mas estou em crer que também deve ter feito o mesmo)? Como diria o outro: “these are still early days (está-se ainda no início)” para se vaticinar o que isso significa para o panorama dos média no país.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Ambiente do mercado&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Contudo, pode-se avançar alguns dados sobre o ambiente do mercado que o “O País” encontra. Com a entrada do jornal, Moçambique passa a contar com três jornais diários: o “Notícias”, publicado em Maputo, e o “Diário de Moçambique”, publicado online em Maputo e Beira. Ambos são jornais com uma longa história e a particularidade do “Diário de Moçambique” é que centra mais as suas atenções sob os acontecimentos da Beira e cento do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O “Notícias” tem uma tiragem de 15,000 exemplares; a tiragem do “Diário de Moçambique” é reduzida: apenas 5,000 exemplares. O Grupo SOICO diz que a tiragem do seu diário é de 30,000 exemplares (o dobro do “Notícias”). A tiragem dos três totaliza 50,000 exemplares por dia, o que é ainda um número insignificante para um país com mais de 20 milhões de habitantes, mesmo considerando que metade da população é analfabeta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“O País” e o “Diário de Moçambique” são produzidos em forma de tabloíde. Por seu turno, o “Notícias” vem no formato tradicional de broadsheet. Esta questão do formato do jornal é também importante nos gostos de consumo dos leitores: em Londres, após um estudo que mostrava que os leitores preferiam o formato tabloíde, os jornais “The Independent” e o “Guardian”, então em formato broadsheet, mudaram o seu visual. Nem o facto de os tabloídes serem referenciados como jornais de sensacionalismo os coibiu de adoptar o mesmo formato – mudam-se os tempos, mudam-se os gostos. O importante era aumentar a circulação e parecem terem-no conseguido. O jornal em formato de tabloíde é mais fácil de ler.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O jornal do Grupo SOICO é à cores e contém 32 páginas, com um lay-out bonito e atraente – tem o aspecto do jornal português “O Público”. O “Notícias” tem geralmente 24 páginas, sendo 14 delas de publicidade. Ambos vendem ao mesmo preço de 15 meticais. O “Diário de Moçambique” vende à dez meticais. De algum modo, o jornal “O País” vai se bater com o “Notícias” pela publicidade. Quem sabe se começar a receber mais publicidade possa “O País” aumentar o seu número de páginas. Para mostrar que está séria, o Grupo SOICO criou uma nova empresa, a “Velox”, que encarregar-se-á de distribuir o jornal.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Momentos de (in)certeza &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;
&lt;/strong&gt;Dizia acima que o nascimento de um ser humano é “quase sempre” um momento de felicidade. O nascimento de um novo média, no caso vertente um jornal, é sempre momento de incerteza, tanto para os velhos actores como para o novato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A dinâmica altera justamente porque os actores vão competir pelos mesmos recursos e assim influenciarem os eventos. Quero com isto dizer que as relações e estruturas de poder vão mudar – parto do pressuposto de que até aqui o “Notícias” detém o poder (não será monopólio?) sobre o mercado devido à vários factores, nomeadamente a antiguidade, a lealdade dos seus consumidores, a sua aproximação ao governo do dia (o que acaba influenciando o destino da publicidade, visto o Estado ser o maior cliente), a sua abordagem das questões nacionais, e o facto de pretender ser o jornal mais “nacional” por ter correspondentes em quase todo o país, entre outros. Hão de ser estes factores que de alguma forma condicionam a evolução dos média, principalmente dos jornais, em Moçambique, embora se possa ajuntar a capacidade de compra do moçambicano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não existem dados (que eu saiba) sobre se a gama e qualidade de tratamento de temas abordados pelos jornais tem algum impacto sobre a decisão do cidadão na compra deste ou daquele. Por isso, não parecerá este um factor muito importante nas escolhas do cidadão. Mas nunca se sabe porque há dias em mesmo o “Notícias” que não é muito famoso pela profundidade com que aborda as questões desaparece da rua, especialmente quando há alguma notícia importante, como foi no dia da detenção de Almerino Manhenje, antigo ministro do interior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Será mister questionar se o facto de o “Notícias” ser um jornal público (a Sociedade Notícias, proprietária do diário, do semanário “Domingo”, e o semanário desportivo “Desafio” nega que seja esse o facto, contradizendo o que mostra a sua estrutura accionista) poderá ter uma vantagem desleal no mercado. O Grupo SOICO é privado. Em condições normais o mercado decidiria que estratégia de marketing vingaria – o Grupo SOICO já mostrou ter uma estratégia arrojada e dinâmica na gestão da STV (pessoalmente, penso que não fosse o facto de a TVM estar a viver às nossas expensas, teria os seus dias contados por não conseguir fazer face à postura agressiva e populista da STV). Isso leva-me a colocar mais uma outra questão: será que o dinamismo, populismo e postura agressiva da STV poderão ser traduzidas para “O País”?
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Cenários possíveis&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A entrada de um novo produto no mercado tem o seu impacto. Há mudanças na economia dos média. No Zimbabwe, o grupo proprietário do semanário Financial Gazette decidiu há alguns anos criar um diário. O jornal vendia, mas nem isso o salvou de falir. A razão de fundo foi que para que o investimento fosse recuperado era necessário que tivesse muito apoio publicitário. Sem receber publicidade ao nível do jornal “Notícias”, o jornal “O País” pode voltar a ser um semanário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O outro cenário é o que os economistas chamam de Princípio de Pedro, ie, subir até se atingir o nível de incompetência e, na ausência de uma estratégia clara e prudente, chegar-se ao descrédito. Quer dizer, o SOICO agora entrou numa área em que não tem “expertise” – mas também não a tinha quando enveredou pela rádio e televisão – e que pode ter chegado ao seu nível de incompetência. O tempo é que encarregar-se-á (cliché) de nos informar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Um outro cenário, dado a agressividade do Grupo SOCIO e o facto de, pelo menos, a televisão dominar as audiências com o seu populismo, é de vermos o jornal a conquistar parte significativa dos clientes publicitários do jornal “Notícias”. Mas televisão é bem diferente de jornal e quantos moçambicanos lêem os jornais? Um outro facto ao seu favor é ter uma rotativa própria e não precisar de comprar esse serviço fora.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;strong&gt;Algumas considerações &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;
&lt;/strong&gt;Sob o ponto de vista meramente de utilidade pública, será que a entrada de um novo diário no panorama jornalístico moçambicano vai alargar a esfera pública? Até que ponto é que os fazedores de opinião tentarão influenciar a política editorial do jornal? Será que o jornal vai abrir espaço para mais vozes ou continuarão a ser as mesmas? Não tenho respostas, o que prometo é continuar a estar atento aos desenvolvimentos do mercado jornalístico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6399673095004347702?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6399673095004347702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6399673095004347702&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6399673095004347702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6399673095004347702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/10/mais-um-o-pas.html' title='Mais um, “O País”'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8876937633676837929</id><published>2008-10-06T16:03:00.003+02:00</published><updated>2008-10-06T16:17:07.786+02:00</updated><title type='text'>Ode à Paz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SOobdyW_nKI/AAAAAAAAAHQ/FFAPbqhTojM/s1600-h/afonso+dhlakama.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254042113829477538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SOobdyW_nKI/AAAAAAAAAHQ/FFAPbqhTojM/s320/afonso+dhlakama.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Caros amigos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A ausência já foi prolongada demais e o mais triste é que nem chegou a ser anunciada. Tenho estado muito atarefado (andamos todos nós) e o mais doloroso neste momento é pensar (pensar doi..., não?) Bem, espero voltar a blogar com maior entusiamo e urgência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Semana passada descobri esta "gema" no semanário Escorpião. Penso que foi o único jornal que nos obsequiou com mensagem de Afonso Dhlakama e esposa. Não vi a publicidade em nenhum outro jornal. Por o meu scanner cobrir apenas uma página A4, não me é possível mostrar toda a publicidade, mas achei interessabte partilhar convosco a mensagem de Dhlakama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só quero fazer uma perguntinha: será que o estatuto de Afonso Dhlakama ainda o permite enviar mensagens familiares à nação moçambicana? Imaginem o Presidente Armando Guebuza enviar mensagens à nação como chefe de família e não do Estado! Talvez Dhlakama não entenda que ele está irredutivelmente ligado à Renamo e apenas(?) pode mandar-nos mensagens em nome da Renamo e não em seu nome. Estou errado? Apenas para perceber até quantas carbura a mente de Dhlakama e como é que a questão de protocolo é percebido no seio da Renamo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SOobJlOLzDI/AAAAAAAAAHI/mdXEyXo5cOo/s1600-h/afonso+dhlakama.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8876937633676837929?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8876937633676837929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8876937633676837929&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8876937633676837929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8876937633676837929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/10/ode-paz.html' title='Ode à Paz'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QAoSme2ksjQ/SOobdyW_nKI/AAAAAAAAAHQ/FFAPbqhTojM/s72-c/afonso+dhlakama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3837774675167748724</id><published>2008-07-16T19:33:00.001+02:00</published><updated>2008-07-16T19:37:04.585+02:00</updated><title type='text'>Se perguntar não ofende….</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje interrompo a minha série sobre o “debate monólogo” para levantar alguns questionamentos. Diz-se que não se fala dos mortos senão para exaltar os seus bons feitos. Bem, não tenho nada contra o princípio, mas também não acho que deva apenas falar sobre os bons feitos e ignorar, onde os há, os maus feitos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Vem isso a propósito de uma notícia passada ontem (15/07/08) na Televisão de Moçambique (TVM) sobre a iniciativa de se dar o nome do malogrado jornalista daquele canal, Eusébio Casal, à uma das ruas de Maputo - devo confessar que eu não vi a peça, mas consultei várias pessoas, entre elas jornalistas e pesquisadores, que me garantiram que a TVM de facto tinha avançado essa notícia e ao que tudo indica a iniciativa tem o beneplácito do Conselho Municipal de Maputo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Chegados aqui, é mister perguntar que impacto, enquanto jornalista, teve Eusébio Casal na história de Moçambique, em geral, e de Maputo, em particular? Quando é que ele teria feito algo que tenha extravasado os parâmetros jornalísticos e cuja utilidade foi de tamanha importância para mim como cidadão moçambicano?&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Pessoalmente, não m recordo de nenhuma instância sequer em que o falecido colega ter-se-ia destacado como um grande jornalista. O pouco que sei dele foi de que durante muito tempo foi apresentador, e entra nas lides de reportagem já como delegado da TVM em Inhambane onde acabou perdendo a vida. Será porque morreu a voltar de mais uma jornada laboral? Mas quantos não morrem a voltar do serviço?&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Eu podia entender que se desse nomes de ruas a pessoas como Jonas Chachaio (é assim como se escreve?), Vítor José, Abel Felipe, entre outros jornalistas, cujo trabalhou teve um impacto que é e foi visível não apenas sobre a classe jornalística, como também sobre as vidas dos moçambicanos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Infelizmente há uma parte de mim que teima em aceitar que a edilidade de Maputo tenha sido movido por qualquer outra razão senão política. Ora vejamos: Casal não tem outra referência com Maputo senão a de um citadino que veio transferido para trabalhar na televisão; continuo a afirmar que no seu trabalho não teve um impacto sobre a vida dos munícipes locais, e muito menos sobre os moçambicanos. Talvez tenha tido um impacto sobre os cidadãos de Inhambane, ou Nicoadala, sua terra natal (o que duvido). Porquê não receber uma homenagem dos cidadãos desses lugares?&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Aliás, até é um pouco irónico quando se toma em consideração que o falecido foi um dos grandes contestatários do sistema – foi um crítico da Frelimo. Não será esse uma daquelas situações em que os políticos querem aproveitar-se de alguém para colher dividendos políticos? Já me explico: Casal era natural da Zambézia. Sabemos qual é a obsessão da Frelimo em ganhar a Zambézia, e calhava bem homenagear um cidadão zambeziano justamente em Maputo. Posso estar errado, mas o meu faro jornalístico diz-me que há gato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3837774675167748724?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3837774675167748724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3837774675167748724&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3837774675167748724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3837774675167748724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/07/se-perguntar-no-ofende.html' title='Se perguntar não ofende….'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8376108162148749394</id><published>2008-07-11T17:49:00.000+02:00</published><updated>2008-07-11T17:54:07.508+02:00</updated><title type='text'>O debate monólogo (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sempre que posso, e se não estou fora de casa, às noites de quinta-feira vejo o programa “Quinta à Noite” da Televisão de Moçambique (TVM) com muito interesse. Para quem não está familiarizado com o “Quinta à Noite”, é um programa de debate onde o moderador da TVM tenta trazer várias personalidades, geralmente três, e os coloca a discutir os temas que acha candentes e pertinentes à sociedade moçambicana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Todavia, ontem foi uma excepção. Penso ter visto menos de uma dezena de minutos do programa. A razão é simples: quando vi o painel não entendi como o programa seria de debate. A TVM, que ontem nos brindou com dois moderadores, trouxe três governadores como painelistas. Evidentemente que a minha mente se recusou a acreditar que pelo menos um dos três governadores pudesse trazer um outro ponto de vista senão o oficial, isto é, estariam todos a cantar da mesma pauta musical. E nada do que ouvi no tempo em que assisti o programa contrariou essa minha ideia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não é a primeira vez que isso acontece. O diferente é que das outras vezes tenta-se pelo menos trazer um independente que de independente é ser um académico e não político, mas que acaba invariavelmente por afinar pelo mesmo diapasão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que acontece é que acabamos tendo um monólogo ao invés de debate, e parece que a cena repete-se com regularidade com a proximidade de mais um ciclo eleitoral. Os convidados são pessoas que vão dar eco ao programa do governo ou apoiar a posição oficial do dia. Porquê será?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não me importaria se a TVM fosse privada, mas ela é pública. Mesmo não sendo no global, acabamos pagando a factura da TVM na nossa condição de contribuintes. Ou talvez haja uma outra definição ou interpretação de público que me escapa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se não houver, e continuar a ser a que conheço de que uma televisão pública é um meio de comunicação televisiva que presta serviços públicos (sei que é muito mais do que isso, mas para esta discussão fica esta definição) então, porquê a TVM nos submete a esse tipo de “tirania”? afinal o contrato-programa que o Simeão Anguilaze assinou com o governo foi para difundir apenas os pontos de vista oficiais ou dos moçambicanos? Será que moçambicano significa oficial? Onde está a diversidade dos pontos de vista apresentados?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8376108162148749394?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8376108162148749394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8376108162148749394&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8376108162148749394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8376108162148749394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/07/o-debate-monlogo-1.html' title='O debate monólogo (1)'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1730272732259696276</id><published>2008-06-19T18:56:00.001+02:00</published><updated>2008-06-19T18:59:35.433+02:00</updated><title type='text'>O tapinha não doi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se a memória me serve bem, foi há coisa de duas semanas que as agências publicitárias reuniram-se e concordaram que havia que se fazer algo no sentido de se alterar as publicidade que pululam na nossa praça. Uma das grandes queixas era de que algumas publicidades atentam contra alguns valores societais. É sempre bom quando uma determinada classe faz uma auto-reflexão sobre o seu próprio trabalho e possível impacto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ora bem, ontem (18/06/08) vi uma publicidade num dos canais. Já não me recordo se TVM ou STV. O que interessa é o conteúdo da publicidade. A publicidade mostra um tal de Tapinha com um bouquet de rosas a pedir que a Dinhane regresse – presumo que a Dinhane seja sua namorada ou esposa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há gestos que ele vai fazendo enquanto faz o pedido. Um dos gestos chamou-me atenção – faz o gesto de batê-la no traseiro. Recordei-me de que a Ximbitante havia dito que o “tapinha” era a palmadinha no traseiro e que o músico brasileiro, que teria popularizado o termo entre os moçambicanos, fora levado ao tribunal pelas organizações pró-género. O juiz ordenou que ele retirasse a música do mercado e o obrigou a pagar uma indemnização  visto, na sua óptica e concordando com as feministas, o gesto ou a acção resvalar ao sado-masoquismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Hoje, a &lt;a href="http://www.4shared.com/file/51950995/fefb2d54/tapinha.html"&gt;publicidade&lt;/a&gt; aparece no jornal Notícias. Não sei se a música ainda gira entre nós, mas certamente que no seio das agências publicitárias ainda continua bem vivo o conceito “tapinha”. O que não sei é se isso é deliberado ou manifesta ignorância. Já falamos várias vezes sobre que tipo de colaboradores perfilam no quadro de profissionais das publicitárias – é interessante que muitos deles são brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não sei se o facto de serem brasileiros influe na forma como abordam as publicidades; ou se têem a dimensão dos problemas que suas publicidades podem criar. Mas cada vez mais que reflicto sobre isso leva-me a crer que esses profissionais podem não conhecer a realidade moçambicana, e que os moçambicanos que lá trabalham não têem a capacidade para medir o impacto social das publicidades que produzem. Penso que o que mais interessa são os lucros que seus clientes podem obter fruto da publicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, o facto da publicidade de algum modo estar a promover uma prática que noutros pontos é considerada sado-masoquista, ela é quanto a mim também enganosa. Primeiro, apelam-nos a ajudar o Tapinha a trazer de volta a Dinhane. Como? Enviando um SMS com “Sim” ou “Não” para um certo número. Apenas isso. Quem é o Tapinha ou quem é a Dinhane? Porquê é que temos que ajudar o Tapinha? Ademais, porquê é que o fulano chama-se Tapinha? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pelo menos, algumas mensagens dizem que quem enviar a mensagem corre o risco de ganhar X ou Y. Mas essa é mesmo um mistério. Existe alguma instituição que de alguma forma olha para o tipo de publicidade que passa pelos meios de comunicação social? A Inspecção Geral de jogo aprova este tipo de negócio onde pede-se para que as pessoas enviem SMS’s? O que fazem as associações de defesas de consumidores?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1730272732259696276?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1730272732259696276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1730272732259696276&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1730272732259696276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1730272732259696276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/o-tapinha-no-doi.html' title='O tapinha não doi'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-43207527905948146</id><published>2008-06-18T18:34:00.003+02:00</published><updated>2008-06-18T18:43:10.999+02:00</updated><title type='text'>A escolha é múltipla</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tive os primeiros contactos com as escolhas múltiplas (multiple choice) quando aluno na Suazilândia. Não tinha como não manter contacto com elas; em tudo que fosse teste ou exame lá vinha as escolhas múltiplas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Invariavelmente, as respostas, que podem atingir quatro, são traiçoeiras de tal sorte que se a pessoa não estiver devidamente preparada, pode cair na ratoeira. Escolher a resposta não é algo aleatório que depende dos caprichos do examinado. É preciso saber e dominar a matéria. Contrariamente ao que se pensa, as escolhas múltiplas até que consomem parte do tempo visto ser necessário reflectir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Contudo, a relativa vantagem que as escolhas múltiplas têem é que quando nada se sabe, o examinado tem 25 % de chances de acertar. É aqui onde entra a totobola. Sob ponto de vista dos chamados “auxílios de memória” as escolhas múltiplas são proveitosas. É que depois de se fazer tantos testes é possível encontrar-se a mesma questão num exame, e é só colocar o X no local certo – esse cenário é um verdadeiro martírio para os examinadores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, porquê falar das escolhas múltiplas? Ocorreu-me falar da minha experiência após ter lido no jornal Notícias que a partir de 2008 os “exames passam a ser de múltipla escolha”. Transcrevo a notícia na íntegra:
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="color:#000099;"&gt;A partir deste ano, no SNE: Exames passam a ser de múltipla escolha
Maputo, Segunda-Feira, 16 de Junho de 2008:: Notícias

&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;COMEÇA a partir de Julho próximo, a introdução gradual das provas de múltipla escolha no Sistema Nacional de Ensino, bem como a correcção electrónica, o que é &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;visto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;pelas autoridades como uma inovação que irá contribuir para a elevação da qualidade do ensino e combate à fraude académica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Paralelamente a esta nova forma de avaliação, a emissão de certificados de habilitações literárias deixará de ser feita pelas escolas, passando a ser de competência de um órgão do Ministério da Educação e Cultura. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Este processo vai ser introduzido, numa primeira fase, nos exames finais da 12ª classe a decorrer no final deste ano lectivo, para mais tarde abranger os alunos do nível médio do ensino técnico, no próximo ano, e as instituições de formação de professores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já em 2010 será a vez dos estudantes da 10ª classe e de formação básica do ensino técnico, concluindo assim o primeiro ciclo das mudanças no sistema de ensino que se pretende alcance todos os subsistemas com esta forma de avaliação, que já é prática nalguns países da região e do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Desde 2004 que o sector da Educação e Cultura vem se organizando nesse sentido, tendo já sido adquirido o equipamento necessário para a implementação da iniciativa, para além de terem sido formados os funcionários que irão trabalhar com o novo sistema e recrutados técnicos qualificados em informática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Como forma de preparar os professores e alunos para o novo modelo de avaliação e fazer o ensaio do equipamento, terminou semana passada em alguns estabelecimentos de ensino seleccionados em todo o país, o pré-teste, que consistiu na utilização das provas de múltipla escolha nas avaliações da 12ª classe, o que vai servir também para aferir a fiabilidade do sistema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em Julho, as provas serão testadas em massa nos exames extraordinários do ensino pré-universitário, o que servirá para determinar a eficácia que se pretende ter nestas avaliações.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com Jafete Mabote, director do Conselho Nacional de Exames, Certificação e Equivalência no Ministério da Educação e Cultura, com a introdução destas provas resolver-se-ão alguns problemas que prevaleciam com o actual sistema de avaliação, tais como a demora na correcção dos exames e publicação dos resultados, bem como o subjectivismo na classificação das respostas dadas pelos alunos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“A conclusão a que chegámos foi de que era necessário transformar a prova de perguntas abertas em prova de perguntas de múltipla escolha. Isso não é novidade no país, porque os professores, alternadamente, usavam esta forma de avaliação como do tipo verdadeiro ou falso e a correlação através de setas. Estas são perguntas objectivas, portanto, não é coisa nova, porque também nos exames de admissão à universidade usa-se este tipo de avaliação. Como não há capacidade de o introduzir em todos os subsistemas de uma única vez decidimos que vamos começar pela 12ª classe ainda nos exames deste ano, uma vez que é a ponte para entrarem na universidade”, disse Jafete Mabote.&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Grifei de propósito a expressão “visto pelas autoridades como uma inovação que irá contribuir para a elevação da qualidade do ensino e combate à fraude académica.” Hmmm... isto leva-se a colocar algumas questões:

Até que ponto a correcção electrónica de um exame pode melhorar a qualidade do ensino? Porquê é que um exame de escolha múltipla constitui uma inovação? Quais os pressupostos pode detrás deste tipo de exame? Como é que as escolhas múltiplas podem melhorar a qualidade de ensino? Não será uma falácia pensar-se que o facto da introdução de tecnologias na marcação dos exames significa melhoria de qualidade? Será tecnologia sinónimo de qualidade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O meu caro amigo Egídio Vaz enviou-me o seguinte comentário: “Bom, eu diria que para exames de matemática, química, e outras disciplinas das ciências naturais até que pode não fazer nenhuma diferença, pois, o aluno deverá fazer o exercício antes de optar por uma alínea qualquer. O meu problema porém está com as disciplinas que exigem do aluno algum exercício argumentativo, como a História, Português, Geografia, etc. Aí sim, a porca torce o rabo. Abraços”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
As questões que o Vaz são sérias. Será que o MINED discutiu essas questões? A minha experiência com o ensino educacional swazi foi de que as escolhas múltiplas não são o princípio e fim. Constituem apenas um terço do exame ou teste. Havia um terço reservado para o argumento onde o aluno era obrigado a deduzir, descrever, argumentar, observar, por ai em diante. O teste ou exame era, portanto, abrangente, obrigando o aluno a melhorar todas as suas capacidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A introdução sem diferenciação de um exame de escolhas múltiplas apenas vai reduzir o trabalho dos marcadores. Mas me parece que vai “matar” parte das habilidades dos alunos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-43207527905948146?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/43207527905948146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=43207527905948146&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/43207527905948146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/43207527905948146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/escolha-mltipla.html' title='A escolha é múltipla'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4618686285071581518</id><published>2008-06-17T16:50:00.001+02:00</published><updated>2008-06-17T17:03:18.828+02:00</updated><title type='text'>A desculpa do indesculpável: xenofobia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os violentos ataques contra imigrantes na África do Sul despoletaram muito debate no nosso seio, sobretudo porque quase metade dos mortos são compatriotas nossos, e porque através dos meios de comunicação social foi possível acompanhar-se o regresso de mais de 37.000 moçambicanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Foram várias as emoções que os ataques provocaram nos moçambicanos; houve quem advogasse o boicote de produtos sul-africanos; houve quem quisesse que se respondesse pela mesma moeda; houve quem apelasse à calma; houve quem clamasse por mais debate para se entender o fenómeno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
À medida que o tempo passava e por que na África do Sul a violência parecia contida, deste lado da fronteira fomos perdendo o fulgor emotivo inicial e talvez engrenássemos o motor do pragmatismo. Porém, este final de semana parece ter-nos empurrado de novo para o modo emotivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sábado reportou-se sobre a morte de mais um moçambicano em Atteridgeville. Este último também morreu queimado – crime hediondo. Depois foi a ver de a selecção nacional ter averbado um empate em Madagáscar. Não porque tenha jogado bem, mas os “Mambas” estiveram a liderar o encontro até ao último minuto quando a equipa de arbitragem decidiu oferecer um penalte aos anfitriões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A nação certamente que choraria e insultaria o árbitro, mas as coisas possivelmente terminariam ali mesmo com uma maioria, quiça, a afogar as mágoas em copitos de cerveja. Mas não! Quis a Confederação Africana de Futebol (CAF) que a equipa de arbitragem fosse sul-africana. Não estão a imaginar os variados comentários nas ruas de Maputo sobre a actuação do árbitro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E talvez flutuando na onda da população dois dos órgãos de comunicação social pertecentes à Sociedade de Notícias (&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/185736"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.4shared.com/file/51661965/77299efb/desafio_xenofobia.html"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Desafio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;) associaram a má prestação da equipa de arbitragem ao fenómeno de xenofobia - tenho a referir que em minha opinião, por mais que nos queiram dizer o contrário, as publicações da Sociedade de Notícias são órgãos públicos devido à sua estrutura accionista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que o Notícias e o Desafio fazem não é mais que uma tentativa de esconder o sol com a peneira, como soi dizer. Os “Mambas” cometeram erros de palmatória ao deixarem escapar o pássaro em Abidjan e Maputo. Aqueles dois primeiros jogos é que ditaram o nosso afastamento precoce da fase final de qualificação para o Mundial de 2010, na África do Sul, e CAN de 2010, em Angola (pessoalmente não tenho esperanças de chegarmos pelo menos ao CAN).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os “Mambas” só têem a si mesmos que culpar. Se não tivessem perdidos pontos desnecessariamente nos primeiros dois jogos, não teríamos dependido dos dois pontos injustamente nos roubado pelo árbitro do jogo em Antananarivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) tem a maior culpa no cartório. Vimos com os últimos resultados dos “Mambas” que a FMF anda desorganizada – era preciso que tivéssemos péssimos resultados para que os avisos que eu tinha dado num debate havido na Oficina de Sociologia quando da eleição dos novos corpos sociais da federação vingassem. Primeiro, é preciso questionar onde estava o Presidente da FMF, Feizel Sidat. Sidat, por mais engraçado que pareça é comissário da FIFA e neste último fim de semana esteve escalonado na Tanzania, salvo erro. Quer dizer, num jogo tão importante quanto aquele o nosso Sidat vai brincar aos comissários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Segundo, sabido que há muitos jogos e lobbies nos bastidores, porquê é que a FMF não se acautelou contra uma arbitragem anti-Moçambique? Houve momentos de jogo em que pensei que o bom senso tinha abandonado o juiz da partida, como aquele livre indirecto por aquilo que ele considerou perca de tempo do guarda-redes moçambicano – a tal regra dos seis segundos. A minha questão é saber que tipo de “firewall” a FMF condicionou para que tais atitudes não acontecessem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas, não esta postagem não é sobre a FMF ou os “Mambas”. Esses terão o seu destaque numa outra ocasião. Interessa-me o comportamento do Notícias e do Desafio. Interessante seria talvez perscrutar a forma como o Notícias reportou sobre a violência contra os imigrantes na África do Sul. Penso eu que o Notícias tanto como outras publicações tentaram reportar com alguma isenção e rigor mesmo sabendo que havia uma franja de moçambicanos que pedia a cabeça do Outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É então de espantar que no seio do mesmo jornal se deixe passar artigos deduzidos na base de questões vagas. Será que os jornalistas desportivos não sofrem a mesma sanção editorial que os outros jornalistas? Será que reportar sobre o desporto não é uma questão séria? Será que os jornalistas desportivos não têem o mesmo dever de não escrever e publicar artigos de ódio e incitamento à violência? Será que há dois critérios para jornalistas desportivos e jornalistas não-desportivos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O desporto mexe com muitas paixões e emoções. Dantes pensávamos que o “hooliganismo” era uma atitude de barbarie praticada maioritariamente pelos ingleses, mas há cerca de um mês presenciamos cenas de violência no campo do Primeiro de Maio Standard Bank, numa partida entre o Costa do Sol e Liga Mçulmana. O que isso nos mostrou foi que temos no nosso seio pessoas que procuram o mínimo pretexto para soltar a sua fúria sobre o outro ser humano. Imaginem esta turba de hooligans moçambicanos a cruzarem passos com um sul-africano! Deus nos livre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vamos deixar de culpar aos outros pelos nossos erros e reflectirmos sobre o que se pode fazer para tirar o desporto moçambicano do marasmo em que está. Sempre disse que sem uma estratégia visando o alcance de um objectivo bem definido não chegaremos a sítio nenhum. Vejam no atletismo: durante quase uma década a Lurdes Mutola deu-nos alegrias, mas pouco se fez para o dia em que suas pernas não mais aguentassem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E esse dia já chegou. Por conseguinte, vamos passar mais uma década até por milagre se descobrir mais um talento. Não é fruto de uma acção deliberada da criação de viveiro de talentos. É assim também no futebol. No básquete as meninas ainda vão disfarçando, ganhando esta e aquela taça africana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A tal construção “pedra a pedra” parece não ser mais do que uma quimera. E depois vamos procurando todo o tipo de justificações para encontrar um culpado que não está em nós, mas nos outros. Essa de xenofobia é desculpa indesculpável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4618686285071581518?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4618686285071581518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4618686285071581518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4618686285071581518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4618686285071581518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/desculpa-do-indesculpvel-xenofobia.html' title='A desculpa do indesculpável: xenofobia'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7585446650577638703</id><published>2008-06-17T14:09:00.002+02:00</published><updated>2008-06-17T15:42:46.662+02:00</updated><title type='text'>Quem põe o guizo ao “cão”?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Reparem, por exemplo, na música jovem actual. Muitos têm se esforçado em perceber o seu significado, incluindo Carlos Serra, para cujos textos interessantes sobre o que ele chama de Ziqoismo, e recentemente publicados no seu blogue, chamo a vossa atenção. O que é intrigante, porém, nessa música jovem é a sua natureza lacónica. Não é nem sequer a temática sexual que essa é previsível, mas sim a&lt;strong&gt; forma bruta e agreste como ela é apresentada&lt;/strong&gt;.” Não fui eu quem escreveu estas palavras. Elas foram escritas pelo sociólogo Elísio Macamo numa interessante série sobre &lt;a href="http://ideiascriticas.blogspot.com/2008/04/o-celular-5.html"&gt;o celular&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Chamo atenção ao grifo (esse é meu). Macamo diz-nos que a música jovem é apresentada de uma “forma bruta e agreste”. Estava esta manhã a reflectir sobre o que um colega meu me diz ser a nova “bomba” do cantarino Ziqo. Ainda não ouvi a tal “bomba” e nem sei o que aborda, mas o meu colega, que é um dos maiores fãs do Ziqo, diz-me que existe e leva o título de “Doberman”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nome sugestivo “Doberman”. Espécie canina muito perigosa; ao nível dos “Bulldog”, “Rottweiler” e “Pit Bull Terriers”. Para quem conhece cães sabe que tem o aspecto fisionómico de um “Labrador”. Bem, este não é uma postagem sobre caninos. O que me apraz dizer é que o “Doberman” é mesmo perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Dizia eu que ao ouvir que o Ziqo tem mais uma bomba chamada “Doberman” pûs-me a pensar sobre a música jovem, e compulsei pela bloguesfera para ler o que já fora escrito sobre a música jovem. Felizmente encontrei a postagem de Macamo que me obrigou a reflectir mais.
É interessante que enquanto lia a parte grifada ocorreu-me perceber o que significa “Pandza”. Os próprios cantarinos não sabiam inicialmente nos dizer. De “música moçambicana que está a bater” houve uma evolução para se chegar a definição em voga: “música moçambicana que contém ritmos da marrabenta feita pelos jovens.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não sou um musicólogo para dizer o que significa “música moçambicana”. Acho até este um debate interessante, mas que parece estar longe de ser concluido. Até é bom assim. O que me chama atenção é a semelhança do nome “Pandza”, enquanto género musical, e “Panzer”, enquanto tanque alemão. Acho que ainda nos lembramos dos tanque tipo “Panzer” de Rommel. Verdadeiras máquinas de guerra; brutas e assassinas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Socorrendo-me do “Xirhonga” da minha mãe, detenho-me na palavra “pandza”. Penso eu que vem da raíz “kuPandza”, ie, rasgar, despedaçar, estilhaçar, rachar (por exemplo, nipandza ti hunye – racho a lenha). Como podem ver essas palavras todas têem um q de violência nelas.
O “Pandza”, pois, é violento. Violento no seu conteúdo; violento na sua intrumentalização. Se pudesse pegar cinco músicas(?) do género “Pandza” num “mixer” e as sobrepusesse, aposto que a frequência da batida iría coincidir – há uma repetitividade de causar nojo. O que altera é a letra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A violência no mundo da música não é algo novo. Noutros países já se debateu e ainda se muito sobre a influência de música violenta sobre a juventude. Por exemplo, os fomosos “gangsta rapper” norte-americanos andam ultimamente na mira dos líderes afro-americanos, sobretudo pelo conteúdo dos seus “raps” que resvalam à objectivação sexual da mulher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Alguns pesquisadores norte-americanos fizeram estudos muito interessantes sobre a correlação entre os “raps” violentos e desumanizantes e a alta do crime, especialmente dos casos de estrupo. Talvez não seja de espantar que depois do Ziqo ter nos oferecido o seu vídeo “Porno Made in Mozambique”, tenha aparecido um jovem a fazer das suas com a sua amiga,; quiça, a imitar o seu ídolo. Ultimamente é a jovem cantorina Jenny a despir-se perante as cámeras. Não que ela seja “pandzista”, mas nem por isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Que lições podemos tirar desses episódios todos? É o “Pandza” que é violento ou são os cantarinos do “Pandza” que o são? Terá isso a ver com o nível de escolaridade? Como é que se pode explicar que os músicos da velha gurda eram súbtis a cantar sobre o amor carnal se não tinham níveis de escolaridade por ai além? Terá isso a ver com os tempos em que vivemos? Terá isso a ver com a proliferação de novas tecnologias que permitem que saibamos mais sobre o que acontece no âmbito de um ambiente restrito? Já que estamos na senda canina, quem põe o guizo ao “cão”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7585446650577638703?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7585446650577638703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7585446650577638703&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7585446650577638703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7585446650577638703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/quem-pe-o-guizo-ao-co.html' title='Quem põe o guizo ao “cão”?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8417116438134381170</id><published>2008-06-12T17:42:00.001+02:00</published><updated>2008-06-12T17:45:12.246+02:00</updated><title type='text'>Promessas não cumpridas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos últimos anos a televisão pública, TVM, tem perdido com a STV na corrida para a aquisição dos direitos televisivos de eventos desportivos internacionais, leia-se eventos futebolísticos. Críticas chouveram contra as duas estações: por um lado, porque a TVM não estava a cumprir o seu dever público de informar e, do outro, porque a STV parecia estar a pisar um terreno que era da “Nossa Televisão”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Enfim, se os nacionais que vivem em locais cobertos pela STV podíam se deleitar com as melhores jogadas e melhores golos, ficava sempre uma franja da população sem puder ver os jogos, salvo os detentores de antenas parabólicas. Esqueciam os que esgrimiam esse argumento de que parte da população não via os jogos que apenas existem 1.113.400 televisores no país, e que uma significativa franja de moçambicanos não tem acesso à um televisor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, não é da quantidade de moçambicanos que têem a possibilidade de assistir aos jogos de futebol via canal televisivo e muito menos dos méritos dos argumentos prós e contra que quero falar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A minha preocupação é outra: antes do início do presente Europeu de futebol a TVM disse-nos que tinha ganho os direitos para a transmissão daquele evento. Implicitamente prometia mostrar os jogos aos moçambicanos. Houve até quem disse que desta vez a STV ficara a ver navios a passar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Infelizmente a TVM esqueceu-se de nos dizer que apenas transmitiria um certo número de partidas; apenas oito de um conjunto de 31. um grande balde de água fria para os amantes de futebol. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Num exercício de limitação de danos, a &lt;a href="http://www.4shared.com/file/51062095/3b8cf548/tvm.html"&gt;TVM diz-nos hoje &lt;/a&gt;através do seu Director de Informação, Armindo Chavana, que a “TVM só conseguiu adquirir os direitos de transmissão desses jogos, por sinal o pacote que todos os países africanos ao sul do Sahara têm.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para não se ter dúvidas, “... mesmo para a difusão destes oitos jogos foi preciso muita ginástica...” Não tenho informações sobre o que se passa nos outros países ao sul do Sahara. Mas posso avançar que os sul-africanos estão a curtir o Euro 2008. Infelizmente Chavana não nos explica porquê é que a TVM conseguiu apenas os direitos dos oitos jogos e não outros; não nos diz nada se isso terá a ver com uma questão de parcos recursos financeiros ou qualquer outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Neste momento de tristeza pela derrocada dos Mambas e a crise que se instalou na Federação Moçambicana de Futebol (já tinha avisado por diversas vezes sobre a candidatura de Feizal Sidat) pelo menos o consolo seria assistir à partidas de alto nível técnico e táctico. Uma expectativa defraudada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8417116438134381170?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8417116438134381170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8417116438134381170&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8417116438134381170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8417116438134381170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/promessas-no-cumpridas.html' title='Promessas não cumpridas'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-329331894012801955</id><published>2008-06-11T18:46:00.001+02:00</published><updated>2008-06-11T18:55:26.573+02:00</updated><title type='text'>Os predadores dos mortos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há dias em que não consigo pensar. As vezes a culpa não é minha. Há pessoas que gostam de me confundir, como o repórter Arão Valoi, escrevendo &lt;a href="http://www.4shared.com/file/50948993/493b828a/stand-first.html"&gt;aqui.&lt;/a&gt; Fiz um scanner que não cobre toda a página, mas quero vos interessar no “stand-first (não sei como se chama esta parte em Português. Deve ser um outro lead)”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Reparem como ele fala de “luvas” que variam entre 30 e 40 mil meticais, por cabeça e, conforme a “pujança financeira” dos familiares da vítima. Evidentemente que já se aperceberam que se trata do negócio das funerárias. Porém, há algo que não bate bem – quanto custa um funeral (urna, cova, flores e transporte)? Como é que a funerária pode pagar tanto dinheiro por uma cabeça? Se, de facto, pagam-se os valores mencionados no artigo, compensa este negócio? Será que o repórter fez as contas? Onde andava o editor?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E depois temos o uso de um testemunha anónima. Uma senhora de 50 anos. Há momentos em que nem é preciso fazer uso de testemunhas anónimas, e esta me parece uma delas. É que para o uso de testemunhas anónimas é necessário que isso se justifique.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pergunto-me porquê alguém com 50 anos pode querer ocultar sua identidad. Não se diz quem é. Porquê o jornalista não foi com a anciã ao hospital para se identificar a tal enfermeira? “são poucas as pessoas que ainda não ouviram falar deste e de outros casos idênticos, com incidência para os três hospitais acima referidos, o que leva a uma generalização de medo no meio dos cidadãos em relação a estas unidades hospitalares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Acho as questões que o Arão Valoi levanta são muito sérias. Todavia, devido à algumas imprecisões, o artigo todo pode acabar por perder credibilidade e não merecer muita discussão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-329331894012801955?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/329331894012801955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=329331894012801955&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/329331894012801955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/329331894012801955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/os-predadores-dos-mortos.html' title='Os predadores dos mortos'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3634193770105793584</id><published>2008-06-06T16:51:00.000+02:00</published><updated>2008-06-06T16:55:21.749+02:00</updated><title type='text'>Base de desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde os primórdios da criação do Estado moçambique os sucessivos governos da Frelimo têem definido constitucionalmente a agricultura como a base de desenvolvimento do país. Têem as suas razões: cerca de 70% da população vive em zonas rurais, e agricultura contribui aproximadamente em 20% do PIB mas apenas em 8% do PIB real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em contrapartida, o país possui 36 milhões de hectares de terra arável, dos quais apenas quatro milhões é que estão em uso (cerca de 11%). Isto representa um elevado subaproveitamento. Em termos de rendimento, Moçambique produz uma tonelada por hectare de arroz ou milho. Comparem com as 10 toneladas por hectare dos Estados Unidos; quatro hectares por tonelada de milho na China e Zimbabwe (nos seus tempos aúreos). Por outras palavras, Moçambique precisa de mais extensão de terra para produzir comida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ademais, apenas 120.000 ha (3.3% da área potencial) estão equipadas para irrigação e destes somente 35.000 ha estão em operação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O país também tinha em 2004 34.331 km de estradas, dos quais 29.341 km estavam classificadas em primária, secundárias, terciárias e vicinais. A maior parte de estradas, mesmo classificadas, não são pavimentadas (82%) e têm circulação sazonal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A rede ferroviária foi construída com os países do hinterland em mente. Não se pode fazer ligação ferroviária do Norte a Sul embora este sistema manuseie cerca de 77% total de carga.
A capacidade de armanezamento também não é muito famosa: a capacidade de armanezamento é de 190.500 toneladas, o equivalente à cerca de seis porcento do consumo nacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quanto mais se perscruta pode-se notar que desde a independência o sector da agricultura tem conhecido um desinvestimento. Perante este cenário, é mister questionar: continua relevante e justificável considerar a agricultura como a base de desenvolimento do país? Como é que se pode dizer que a crise alimentar é uma oportunidade para Moçambique? Oportunidade para quê? Comentários são bem vindos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3634193770105793584?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3634193770105793584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3634193770105793584&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3634193770105793584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3634193770105793584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/base-de-desenvolvimento.html' title='Base de desenvolvimento'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5292402832835664332</id><published>2008-06-05T15:08:00.001+02:00</published><updated>2008-06-05T15:12:05.608+02:00</updated><title type='text'>descontinuidades são mesmo nocivas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O jornal Notícias as vezes brinda-nos com &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/179644"&gt;estas&lt;/a&gt; na sua primeira página. O “lead (primeiro parágrafo)” não tem quase nenhuma ligação com o resto da estória. O jornalista apenas citou um parágrafo da palestra sobre “Sector Público e Desenvolvimento” proferida pelo Prof. Catedrático Louk Dela Rive Box.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nos parágrafos seguintes o repórter não explora, ou seja, não elabora, citando o académico, o que se refere por “os efeitos de mudanças radicais nas instituições pode ser nocivo para a administração pública. Este facto provoca uma descontinuidade, afectando significativamente os objectivos primários traçados. A administração pública deve preservar a memória institucional.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Que mudanças radicais são essas? Qual é a sua característica? Como se manifestam? Quem implementa essas mudanças radicais?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nesta altura de pre-campanha eleitoral, podíamos questionar se o académico refere-se à mudanças de ordem política; ou se mudanças de ordem estrutural. De que fala o académico? Eu não estive presente na tal palestra, e por isso não tenho respostas. Mas devo referir que fico confuso quando leio uma estória que não me diz muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Estaria o académico a referir-se à reforma do sector público que está sendo implementado no país?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
De facto, a descontinuidade numa notícia pode ser nociva porquanto não se percebe o que se pretendia dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5292402832835664332?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5292402832835664332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5292402832835664332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5292402832835664332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5292402832835664332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/descontinuidades-so-mesmo-nocivas.html' title='descontinuidades são mesmo nocivas'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2473145557842768764</id><published>2008-06-04T14:24:00.000+02:00</published><updated>2008-06-04T14:25:10.596+02:00</updated><title type='text'>Elas (eles) organizam-se</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A STV traz as imagens e vozes: as trabalhadoras do sexo queixam-se da polícia que as “espolia” do fruto do seu labor e pedem protecção contra clientes que não honram com o acordo de troca de serviços que se faz no acto da negociação do sexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A Alice Mabota (sempre ela), a presidente vitalícia da Liga dos Direitos Humanos, aconselha-as a organizarem-se em associação, ao mesmo tempo que apela à sociedade para se solidarizar com elas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A Benvinda Levy, Ministra da Justiça, também mostra-se solidária e enfatiza que este é um grupo vulnerável. A Joana Mangueira, Secretária Executiva do Conselho Nacional do Combate ao HIV e SIDA (CNCS) também afina pelo mesmo diapasão e oferece o espaço onde decorre a reunião das trabalhadoras do sexo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Enfim, esta foi uma peça apresentada na edição de 4/06/08 do jornal da noite da STV.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Agora, as questões: não estou preocupado com a Mabota, pois ela uma activista dos direitos humanos e este é o trabalho dela. Mas como é que a Levy aparece a solidarizar-se como uma actividade que não me parece estar regulamentada? Que coerência demonstra ao reconhecer este grupo quando no passado ao ser instada a comentar sobre a solicitação de registo da associação de homessexuais e gays não afinou pelo mesmo diapasão, tendo dito que o país tinha outras prioridades e que processo iría seguir o seu caminho, ao seu tempo? Já que há um precedente, não teria sido melhor se pautasse por uma equidistância em relação aos dois grupos? A douta ministra falava à título individual ou institucional? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
As trabalhadoras do sexo estavam no CNCS à título individual ou organizacional? Será que a prática da prostituição é reconhecida legalmente no país? Se não, o que dizer do posicionamento da ministra? A legalizar a prostituição, a ministra estaria disposta a consultar a sociedade (se esta precisa ou necessita dos serviços das trabalhadoras do sexo)? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já que a prostituição é uma actividade que gere rendimentos, estariam as trabalhadoras do sexo dispostas a pagar impostos? O Estado vai cobrá-las impostos? Qual seria a base de cálculo para o imposto sobre sexo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por último, penso que é chegada a altura de desafiar algumas afirmações: que bases é que o repórter da STV teve para dizer que a prostituição é a mais antiga profissão? Quando é que começou para ser a mais antiga? Existe indícios que confirmem isso? O Homem começou a praticar sexo antes de se alimentar ou depois? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2473145557842768764?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2473145557842768764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2473145557842768764&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2473145557842768764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2473145557842768764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/elas-eles-organizam-se.html' title='Elas (eles) organizam-se'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8269425610603911304</id><published>2008-06-04T11:38:00.000+02:00</published><updated>2008-06-04T11:39:13.472+02:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o acordo ortográfico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Depois do monólogo de três pessoas na TVM e um reparo de Afonso dos Santos nas páginas do semanário SAVANA, eis que aparece mais uma outra voz a questionar o Acordo Ortográfico, a  escritora moçambicana &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/178598"&gt;Paulina Chiziane&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
Em minha opinião há aínda muito por explicar. Como referi-me antes, os falantes do Inglês (cerca um bilião de pessoas, salvo erro) sentem-se confortáveis em conviver com “night” (Ing) e “nite” (Am) e ninguém diz que deve-se abandonar as consoantes surdas. Porquê é que nós os falantes de português temos que abandoná-las? Existe algum problema em escrever “selecção” e pronunciar “seleção”? Que avance o debate......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8269425610603911304?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8269425610603911304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8269425610603911304&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8269425610603911304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8269425610603911304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/ainda-sobre-o-acordo-ortogrfico.html' title='Ainda sobre o acordo ortográfico'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4510079482732832380</id><published>2008-06-03T16:37:00.001+02:00</published><updated>2008-06-03T16:39:17.916+02:00</updated><title type='text'>O rombo no INSS e a desprotecção social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Oito milhões de dólares norte-americanos é muito dinheiro. E US$8 milhões é o montante em falta nos cofres do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). De alguma forma, desde a nomeação de Helena Taipo para ministra de Trabalho que o INSS tem estado na berlinda. Pessoalmente perdi conta do número de directores que por lá passaram. Acusações choveram de que o INSS não passava de um saco azul, o que parece vir a confirmar-se. Há, segundo um dirigente do MITRAB, “corrupção inteligente” no INSS, citado na edição de &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/178604"&gt;3/06/08 do jornal Notícias&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O MITRAB passa a mensagem de saber quem são as pessoas envolvidas no “sumiço” dos US$8 milhões. Se assim o é, é necessário que passe toda a informação ao seu dispor à Procuradoria Geral da República (PGR) para que este instaure processos-crime contra eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pessoalmente, não espero outro tipo de atitude se não essa: processar os culpados e espero que haverá culpados. Espero que não se deixe escapar os culpados por alguma tecnicalidade como foi o caso no ano passado quando um juiz deitou por terra um trabalho da PGR porque os seus magistrados não tinham competência para acusar um caso de desvio de fundos; onde na opinião do douto juiz o desvio era de cariz disciplinar e não criminal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vamos ver qual será o desfecho do caso. Não fosse o Conselho Constitucional que julgou inconstitucional a pretensa revogação pelo governo e AR das leis 5/82, de 9 de Junho, e 9/87, de 19 de Setembro, os crimes económicos não existiríam em Moçambique.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O INSS devia ser a instituição de primeira linha no âmbito de protecção social, mas parece que ela própria está desprotegida. Ultimamemte soi dizer que a protecção social é um instrumento para o alívio da pobreza; têem razão os que assim o dizem: imaginem quão foi aliviado a pobreza dos indivíduos por detrás do rombo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sabe-se que milhares de moçambicanos descontam dos seus salários para durante a sua merecida reforma recebam o seu subsídio de aposentadoria, que nem chega a ser grande coisa. Certamente que nem vão querer saber que seu dinheiro foi surrupiado. O que vão querer é receber a sua reforma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O governo vai certamente ter que desviar recursos de algum sítio para fechar o buraco, e talvez para tal fará subir os impostos – em última análise seremos nós quem vai pagar esta factura. Penso que chegou a altura do novo PGR e a sua equipe mostrarem serviço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4510079482732832380?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4510079482732832380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4510079482732832380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4510079482732832380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4510079482732832380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/o-rombo-no-inss-e-desproteco-social.html' title='O rombo no INSS e a desprotecção social'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3691347627265011797</id><published>2008-06-02T17:00:00.004+02:00</published><updated>2008-06-02T17:07:02.373+02:00</updated><title type='text'>50 biliões de motivos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SEQMQIJOR_I/AAAAAAAAAHA/2t1lOokjyk0/s1600-h/50bn.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207300540350744562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SEQMQIJOR_I/AAAAAAAAAHA/2t1lOokjyk0/s320/50bn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Pois é! Esta é a nota mais alta do Zimbabwe. Recordo-me que em Abril a mais alta era de 50 milhões. Estamos em Junho e já atingimos 50 biliões.
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto é que isso vale? Não posso dizer sem antes perguntar os meus amigos no Zimbabwe por quanto se troca um dólar americano.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;

&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SEQMEoJOR-I/AAAAAAAAAG4/Ce0I588hSlw/s1600-h/50bn.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3691347627265011797?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3691347627265011797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3691347627265011797&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3691347627265011797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3691347627265011797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/50-bilies-de-motivos.html' title='50 biliões de motivos'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SEQMQIJOR_I/AAAAAAAAAHA/2t1lOokjyk0/s72-c/50bn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7530845348248710064</id><published>2008-06-02T14:53:00.000+02:00</published><updated>2008-06-02T14:54:26.116+02:00</updated><title type='text'>Pornografia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caíu-me recentemente na minha caixa de mensagens um vídeo pornográfico. É mais um com “selo” de “Made in Mozambique”. Depois da triste sanha do vídeo de Zico pensei que talvez os candidatos à “artistas (no bom português moçambicano, o mesmo que actor)”/produtores/realizadores/directores repensassem a sua carreira. Puro engano meu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O vídeo que não vou repassar mostra dois “artistas” muito jovens aínda. As imagens são bem nítidas que dá para identificar as pessoas. Talvez entre 19-22 anos. A moça diz ao moço para parar de gravar e apagar o vídeo. O moço diz para não se preocupar que o apagará logo em seguida. Logicamente que o prometido não se cumpriu porque o vídeo está a girar na Net, como costumamos dizer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não escrevo para analizarmos o vídeo. A minha pretensão (é isso mesmo, pretensão) é convidar-vos a um debate sobre este novo passatempo moçambicano – fazer vídeos pornográficos caseiros. Será que é mesmo um passatempo ou uma nova indústria que está a crescer nas nossas barbas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Devo antes dizer que não tenho nada contra o sexo. Diz-se por aí que o sexo é bom, não é verdade? Começo a ter problemas quando o que se faz entre quatro paredes ou na maior das intimidades é trazido para a arena pública, e somos obrigados a consumir isso em nome de liberdade individual. Pertenço àquela franja populacional que considera que existe algo de sagrado no sexo; não sagrado necessariamente no sentido de divino, mas no sentido de não vulgar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Acho que há uma “verdade” no provérbio de “tudo em excesso faz mal”. Mesmo os atletas sabem que quando treinam em excesso podem acabar sem lograr seus intentos. O que noutros países a pornografia conseguíu foi com que os homens ficassem “pornograficados” e perdessem o seu interesse pelo sexo. É que ao que parece os homens acabam ficando desajeitados, tornando-se difícil manter uma relação. Como competir com os “garanhões” dos filmes pornográficos? Por outro lado, as mulheres tendem a competir com as “estrelas” do porno, mas sabem que é uma batalha perdida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Isso tudo pode criar uma realidade disfuncional onde tanto os homens como mulheres sentem-se compelidos a competir com os “artistas” do filmes, tendo que “perfomar” a todo o custo, quais “robots” - como se deve saber a pressão e o sexo não coabitam o mesmo terreno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A pornografia é viciosa; a fasquia sobe mais. Quase todos pensam em impressionar e eventualmente são reduzidos à cidadãos mecánicos. Se o seu apetite é estimulado por “junk food”, apenas mais deste tipo de alimentos pode satisfazê-lo. Não estou a dizer que quem está habituado a ver pornografia apenas pode ficar estimulado vendo um desses filmes, mas quantos de nós nas nossas conversas ouvimos amigos e amigas dizendo que sentem-se estimulados vendo pornografia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Voltando à vaca fria, o que está a acontecer no seio da nossa sociedade, levando pessoas a gravarem e colocarem à público actos praticados na maior intimidade? Existe alguma explicação psicológica para este tipo de comportamento? Será isso prova de que a liberdade individual é maior ou que a libertinagem é maior?Depois quando a polícia actuar vão pedir desculpas. Mas pedir desculpas para algo que sabiam o que estavam a fazer é punível por lei? A propósito, pornografia é crime em Moçambique? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7530845348248710064?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7530845348248710064/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=7530845348248710064&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7530845348248710064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/7530845348248710064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/pornografia.html' title='Pornografia'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-9101349895710304947</id><published>2008-06-01T17:57:00.002+02:00</published><updated>2008-06-01T18:08:07.614+02:00</updated><title type='text'>Viva, Viva Moçambique</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vai iniciar daquí há pouco o jogo de futebol entre Costa de Marfim vs Moçambique a contar para a primeira volta da fase de apuramento para o Mundial de futebol de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nada de inusitado nisto. Porém, fiquei estupefacto ao ouvir o antigo hino nacional Viva, Viva Moçambique a ser entoado. Uma questão: o que faz correr a Federação Moçambicana de Futebol? É que não é a segunda vez que o mesmo acontece nos jogos da selecção. Será que não é possível entregar um CD às fedarações dos outros países com o actual hino nacional? Se tomarmos em conta que o hino moraliza de alguma forma os jogadores, que dizer numa situação em que têem de desaprender a Pátria Amada para cantarem o antigo?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Será difícil evitar com que este tipo de situações aconteça?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-9101349895710304947?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/9101349895710304947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=9101349895710304947&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/9101349895710304947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/9101349895710304947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/06/viva-viva-moambique.html' title='Viva, Viva Moçambique'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-9032650683172286250</id><published>2008-05-30T15:38:00.001+02:00</published><updated>2008-05-31T23:10:03.718+02:00</updated><title type='text'>Há que repensar o sistema político moçambicano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Todos os anos é a mesma cantiga - podia até dizer que estamos perante um disco rachado. Aqueles com disposição para a futurologia nem precisam de se esforçar para predizer o que dirão as duas bancadas parlamentares ou seus membros no final de mais uma sessão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Invariavelmente os discursos que de lá emergem são: (Frelimo) a Renamo é obstrucionista, a Renamo não é madura, não tem cultura de Estado, mostramos o nosso comprimisso com o povo aprovando mais pacotes eleitorais, (Renamo) a Frelimo utiliza a ditadura do voto, a AR deve fiscalizar com mais as actividades do governo. Se quiserem prestem maior atenção aos discursos passados do final das sessões parlamentares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por hoje contentemo-nos com o que disseram os deputados citados na edição de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/177497"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;30/05/08 do matutino Notícias.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; O jornal entrevistou três deputados da Frelimo (Agostinho Vuma, Afredo Gamito e João Macuamule) e dois da Renamo (Ismail Jamu Mussa e José Augusto Mazuana). Não sei qual é o critério que o Notícias utlizou para dar mais voz aos deputados da Frelimo – talvez seja porque a Frelimo é o partido maioritário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, há aquí algo que me salta à vista e que tem a ver com o método que o país tem para prestação de contas, seja se for o governo, parlamento, empresas públicas, entre outros. Como é que é feita a prestação de contas? Será que o que se faz é uma prestação de contas efectiva ou apenas porque a Constituição e os diferentes decretos assim o mandam? O que significa prestação de contas para os diferentes segmentos moçambicanos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quando o parlamento diz que os resultados de uma sessão foram positivos, quer dizer o quê? O que significa ser positivo? É positivo devido à quantidade de pacotes eleitorais ou à sua qualidade? É crível alguém fazer a avaliação do seu próprio desempenho? Enfim, e com referência ao parlamento, impora-me saber a quem prestam contas os deputados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E quanto à sociedade civil, que mecanismos é que tem para exigir uma prestação de contas efectiva? Será que em cada província deste país os membros da sociedade civil sabem que os representa no parlamento?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Talvez seja mesmo altura de pensarmos num outro sistema político que permita uma maior responsibilização dos cidadãos. Que dizem? Vamos continuar a ouvir o mesmo disco rachado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-9032650683172286250?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/9032650683172286250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=9032650683172286250&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/9032650683172286250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/9032650683172286250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/h-que-repensar-o-sistema-poltico.html' title='Há que repensar o sistema político moçambicano'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2405872966862092398</id><published>2008-05-29T16:56:00.002+02:00</published><updated>2008-05-29T17:01:56.769+02:00</updated><title type='text'>Diário d’uma Dama que se julga irreverente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Dama do Bling voltou a ser &lt;a href="http://www.4shared.com/file/49396410/f0d51fc2/dama_do_bling_irreverente.html"&gt;notíci&lt;/a&gt;a. Desta feita por ter decidido entrar no mundo dos livros, aliando a carreira de rapper com a de uma escritora. O título do livro é “Diário d’uma irreverente”. Aínda não tive o livro nas mãos (mas estou interessado em lê-lo para fazer a minha crítica). Há alguém que o tenha visto ou comprado? É verdade que tem formato A4? Onde é que posso comprá-lo? Quanto é que custa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, segundo o semanário Magazine Independente, citando a própria Bling, o livro retrata os momentos considerados mais marcantes da sua vida. Estou curioso em saber quais são, talvez isso me ajude a compreender porque ela se auto-intitula de irreverente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que é irreverência? O dicionário universal de Lingua Portuguesa editado pela Moçambique Editora define irreverência como “falta de respeito; palavra ou acção irreverente; desrespeitoso”. Eu acrescento que irreverência é a qualidade que demonstra ou expressa uma clara deficiência de veneração, particularmente de coisas sagradas. Sinead O’ Connor (ela da careca) mostrou a sua irreverência quando em público (no programa Saturday Night Live da cadeia televisiva norte-americana NBC) rasgou a foto do Papa João Paulo II.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Até a Madonna que não é estranha à controvérsia a criticou pelo sucedido, dizendo que “penso que existe uma melhor forma de apresentar as suas ideias do que rasgar uma imagem que significa muito para outras pessoas. Se ela é contra a Igreja Católica Romana e tem um problema com eles, penso que ela devia falar disso.” Talvez a Madonna estivesse com inveja de não ter sido ela a fazê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, a irreverência demonstra capacidade de desafiar a autoridade e para ser francamente franco (mais um pleonasmo), a coragem de se “ferrar”. O nosso Salimo Muhamad me parece ser uma das pessoas a quem posso classificar de irreverente. Muhamad foi o primeiro músico a retirar da Rádio Moçambique os seus discos – isso veio despoletar um grande debate sobre os “royalties” e criou terreno para o estabelecimento do associação dos músicos. Aliás, este músico já disse e fez uma série de coisas que dispensa comentários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que é que a Dama do Bling fez que lhe pudesse valer o adjectivo de irreverente? Será porque foi cantar no Cine África em estado de gravidez? Não foi isso apenas uma tentativa de se rebelar contra alguns preconceitos? O que há de irreverente nisso? Existe algo nas letras da Dama de Bling que mostra uma tomada de fortes posições que são defendidas com argumentos lógicos? Se ela fosse mijar na Praça dos Herois havia sim de considerá-la irreverente. Para mim a aparição recente como uma irreverente não difere muito a da encenação publicitária da Neyma (esta aparece como a Diva da Marrabenta). De alguma forma mostra a pouca humildade que os nossos cantarinos possuem – raramente, mas raramente mesmo falam da sociedade de uma forma que nos possa ajudar-nos a compreendermos-la. Antes falam de “mim”, o que demonstra o egocentrismo reinante. Quando Nietsche matou a Deus, isso sim foi irreverência intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quem tem o livro? Já agora boa sorte com o livro de poesias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2405872966862092398?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2405872966862092398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2405872966862092398&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2405872966862092398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2405872966862092398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/dirio-duma-dama-que-se-julga.html' title='Diário d’uma Dama que se julga irreverente'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-178585168017145901</id><published>2008-05-29T11:45:00.005+02:00</published><updated>2008-05-29T11:59:30.167+02:00</updated><title type='text'>Um pouco de história</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SD5-R4JOR9I/AAAAAAAAAGw/1Ejs-bp6MWk/s1600-h/cecil+rhodes+grave2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205737064880818130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SD5-R4JOR9I/AAAAAAAAAGw/1Ejs-bp6MWk/s320/cecil+rhodes+grave2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SD58X4JOR8I/AAAAAAAAAGo/JphFWJj8gAM/s1600-h/cecil+rhodes+grave1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205734968936777666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SD58X4JOR8I/AAAAAAAAAGo/JphFWJj8gAM/s320/cecil+rhodes+grave1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje vou fugir um pouco do habitual. O Zimbabwe existem dois grandes grupos étnicos: os shona e os ndebele. Os shona são predominantes em Mashonalândia e os ndebele em Matabelelândia. Em Matabelelândia há uma província chamada Bulawayo e nesta cidade existe um parque nacional, “Matopos National Park”.&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É dentro deste parque que o explorador británico, Cecil John Rhodes, foi enterrado no dia 10 de Abril de 1902 (um mês após a sua morte), no topo de um monte de formação rochosa de granito conhecida localmente por Malindidzimu (Santuário dos Bons Espíritos). Em abono da verdade, o local é mundialmente conhecido por World’s View porque Rhodes acreditava que podia ver a áfrica do Sul, e a Zámbia, então Rodésia do Norte. Rhodes ficou maravilhado que pediu que fosse enterrado no local. De facto, a paisagem é simples e indescritivelmente fantástica - Rhodes sabia o que dizia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Bem, o seu pedido foi aceite e não sei quantos homens e quanto tempo levou para que a sua tumba fosse cavada. Podem imaginar através da foto que acompanha a postagem o esforço que deve ter levado aos africanos que fizeram a cova sobre a rocha de granito. Não se utilizou dinamite, apenas berbequins. A cova tem três metros de profundidade.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Existem mais duas campas (uma das quais de Starr Jameson que se presume era amante de Rhodes) e um santuário para 34 homens do Shangai Patrol, um grupo de colonos rodesianos mortos no rio Shangani (Matabelelândia) em 1893 - Rhodes era um homosexual.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Da mesma forma que Rhodes intrujou o Rei Lobengula a assinar um documento cedendo-o a posse de terras, ele acabou roubando ao povo do Zimbabwe uma grande porção de terra. É que em função do testamento de Rhodes, as terras circundantes pertencem à sua família. Bem, pelo menos o Zimbabwe ganha alguma coisa com as cobranças feitas (em moeda local para os nacionais e dólares americanos para os estrangeiros).&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Numa das fotos apareço eu, de calções, em cima da campa com o meu amigo Madaraka Nyerere, filho do antigo estadista tanzaniano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-178585168017145901?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/178585168017145901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=178585168017145901&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/178585168017145901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/178585168017145901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/um-pouco-de-histria.html' title='Um pouco de história'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SD5-R4JOR9I/AAAAAAAAAGw/1Ejs-bp6MWk/s72-c/cecil+rhodes+grave2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6012280938145031157</id><published>2008-05-28T23:18:00.001+02:00</published><updated>2008-05-28T23:31:13.581+02:00</updated><title type='text'>É este o papel da imprensa?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para já a &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/176376"&gt;notícia&lt;/a&gt; publicada na edição electrónica de 28/05/08 do jornal Notícias vem a confirmar que já nos adentramos no período pré campanha eleitoral. O delegado do jornal em Inhambane e também acessor do governo provincial, Vitorino Xavier, conta-nos, citando o primeiro secretário da Frelimo, que a Imprensa deve disseminar apelos para produção de comida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não é da pré campanha eleitoral que quero comentar. Estou preocupado com o que o primeiro secretário da Frelimo entende que deve ser o papel da imprensa e por tabela comunicação social. Não há dúvidas que os média impactam sobremaneira sobre as atitudes e percepções de pacatos cidadãos e das elites. E esse papel é amplamente fortalecido quando a comunicação social faz a sua própria agenda em função daquilo que considera ser importante apresentar ao público. Isto é problemático visto que nem tudo o que os média consideram importante o é para os outros – é a tal questão de terrorista para uns e guerrilheiro para outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O importante frisar é que os média exercem um influente papel não como simples veiculadores de opiniões de partidos políticos, empresários e outros. A influência surge e cresce na medida em que os média filtram, estruturam e realçam determinadas actividades público-privadas, sendo que o contéudo que veiculam reflecte o que pensam de uma determinada questão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ora, o ano passado o governo dizia que a população devia produzir jatropha para bio-combustíveis. Houve uma tentativa de debate que não passou disso. E agora diz-se que a população deve produzir alimentos e que os média devem desempenhar um papel na disseminação da informação da necessidade de se produzir alimentos. A minha questão seria: como é que se entrelançam estas duas mensagens à nível do discurso político?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É que o governo moçambicano despendeu muito tempo e dinheiro a convencer a população a cultivar bio-combustíveis, e logo em seguida apareceu com a tal estratégia de revolução verde. Os argumentos contra a produção dos bio-combustíveis são de que ela consome largas porções de terra e leva as populações a abandonarem o cultivo de alimentos, o que num cenário de uma crise mundial alimentar joga a nosso desfavor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Então a minha questão é de saber se há continuidade ou descontinuidade nas políticas do governo? Há coerência ou incoerência? Este me parece ser uma daquelas questões que os nossos políticos não têem sabido dar uma resposta adequada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Daí que em minha opinião o papel do jornalista deve ser de que questionar as políticas do governo no sentido de se assegurar a segurança alimentar, e não de produção de apelos para a produção de comida. Este papel cabe aos políticos. Os pronunciamentos do primeiro secretário só fazem sentido num cenário onde a imprensa é reactiva e não pro-activa. O bom do Vitorino deveria ter questionado o primeiro secretário para saber como é que ele fazia o entrelançamento das duas questões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Disseminação sem questionamentos equivale à demissão das suas funções e um mau serviço público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6012280938145031157?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6012280938145031157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6012280938145031157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6012280938145031157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6012280938145031157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/este-o-papel-da-imprensa.html' title='É este o papel da imprensa?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3562652410172166167</id><published>2008-05-28T18:40:00.001+02:00</published><updated>2008-05-28T18:42:10.884+02:00</updated><title type='text'>novo blogue</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caros amigos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nas minhas incursões pela bloguesfera descobri hoje o blogue do escritor Daniel da Costa. Podem acederem-no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.otricodasmacanicas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;aquí&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um abraço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3562652410172166167?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3562652410172166167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3562652410172166167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3562652410172166167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3562652410172166167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/novo-blogue.html' title='novo blogue'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5086746233460712909</id><published>2008-05-27T23:48:00.002+02:00</published><updated>2008-05-28T00:02:26.099+02:00</updated><title type='text'>Terceirização de programas televisivos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei se porque já não sobra muito tempo; também não sei se não há capital humano suficiente; ou se para fazer mais dinheiros, mas a tendência actual é de cada vez mais vermos programas televisivos produzidos por profissionais não vinculados aos canais televisivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Sendo que, interessa-me apenas olhar para os programas que passam na TVM, embora de quando em vez possa mencionar este e aquele que passa na STV. Na realidade o que interessa é discutir o conteúdo e qualidade dos programas que são terceirizados, ou seja, são produzidos por outros profissionais não trabalhadores desses canais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A racionalidade para se fazer a terceirização é de que raramente as organizações são capazes de atingir excelência em todas as actividades que leva a cabo. A crença é de que as organizações podem melhorar o seu desempenho se apenas se concentrarem sobre as actividades nos quais são bons.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Terceirizar é vantajoso porque permite reduzir os custos; reduzir o número do pessoal; ter um maior enfoque sobre o aspecto mais central da sua função – ao que parece a TVM considera os noticiários o aspecto mais central na sua função de informar. Todavia, existem desvantagens que endógenos à terceirização, nomeadamente o mínimo controle que se exerce sobre o contratado; perca de peritos dentro da instituição; altos custos da dificuldade em gerir o contratado; perca de segredo profissional ou confidencialidade; e perca de qualidade do produto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, algumas destas desvantagens não são visíveis visto dizerem respeito ao funcionamento administrativo de uma empresa. Mas há outras que são visíveis e é sobre elas que quero me cingir: o conteúdo e qualidade dos programas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O conteúdo e a qualidade são de certo modo definidos pela equipe de produção, onde cada elemento tem a sua função ou funções a desempenhar. O apresentador é apenas a cara do programa e por isso toda a (in)glória fica com ele. Mais existe um elemento chave que nunca aparece, mas cuja função é importante. Este elemento é o pesquisador. Ora, o bom ou mau trabalho deste é que acaba d alguma forma fazendo o programa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Tomemos como exemplo o programa Oxigénio apresentado por Anabela Adrianapoulos. Oxigénio é um programa de cultura geral a jeito de Quem Quer Ser Milionário. Já na edição de 23/05/08 do semanário Savana a historiadora Matilde Muocha alertou sobre o facto de o programa estar a veicular inverdades como factos (desculpem-me o pleonasmo). A historiadora questionava como é que se podia dizer que a Frente de Libertação de Moçambique realizara o seu primeiro congresso no Niassa. Dizia ela com razão que o primeiro congresso fora realizado em Dar es Salam. Na segunda-feira a apresentadora voltou a cometer mais um erro: desta feita perguntou qual fora o primeiro país africano a ficar independente. Das quatro escolhas vinham a Líbia, Egipto, Gana e Serra Leoa. O concorrente disse Egipto e Anabela Adrianapoulos disse que estava certo. Penso que a resposta certa é Líbia. O Egipto apenas veio a ficar independente dois anos mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os programas de entretenimento da TVM não fogem muito à regra. Já antes tinha falado sobre o programa Moçambique em Concerto. O apresentador também não costuma travar a sua boca. Costuma dizer que o programa é visto por 18 milhões de moçambicanos. Não sei se tem um aparelho eléctrico para a sondagem de audiências, mas mesmo se tivesse não vejo como isso pode ser possível. Apenas existem 1.113.400 televisores em todo o Moçambique, e se a afirmação do apresentador, Gabriel Júnior, fosse verdadeira teríamos uma média de 16 pessoas por cada televisor. O aparelho do Gabriel tinha que ser muito esperto para poder não apenas saber dizer que estão 1.113.400 televisores sintonizando a TVM como também que 16 pessoas estariam a assisti-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Dos outros programas nem se fala. Tamanha é a baboseira que se ouve. A qualidade dos apresentadores demonstra uma certa fragilidade do sistema. Muitos dos apresentadores não passaram por nenhuma escola de comunicação ou jornalismo; basta participarem num Fama Show e Eureka! nasce uma estrela de televisão. E como a televisão é o caminho mais rápido para se ficar famoso, quando lá chegam não querem ouvir conselhos porque já acham que sabem de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
As televisões essas parecem preocupadas apenas com o dinheiro que entra nos cofres. Até que é bom que tenham dinheiro, sobretudo a TVM para que não continue a sobrecarregar-nos – acho até que a pretensão da TVM abrir mais um canal para programas culturais (espero que não sejam de entretenimento barato) visa dar mais espaço para a criação de mais programas para meterem mais dinheiro nos seus cofres. Ao fazer isso, é bom que a direcção da TVM tenha em mente que cultura não é apenas comissionar programas de entretenimento que custam mais pouco dinheiro a serem feitos sob risco de algum dinheiro se fazer passar inverdades de factos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5086746233460712909?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5086746233460712909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5086746233460712909&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5086746233460712909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5086746233460712909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/terceirizao-de-programas-televisivos.html' title='Terceirização de programas televisivos'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2656146101669141557</id><published>2008-05-26T15:53:00.001+02:00</published><updated>2008-05-26T17:03:57.959+02:00</updated><title type='text'>Fofocas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A edição impressa de 26/05/08 do jornal Notícias traz um anúncio publicitário deveras interessante sob o ponto de vista de análise societal. Vide o anúncio &lt;a href="http://www.4shared.com/file/48992753/87788aa0/fofocas_001.html"&gt;aquí&lt;/a&gt;. Quero antes me desculpar pelo facto de não ter conseguido “scannar” todo o anúncio. O meu scanner não é assim tão grande que pudesse cobrir toda a publicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A publicidade, encomendada pela empresa provedora de serviços televisivos, DStv, simplesmente diz: “AS MELHORES FOFOCAS AGORA ESTÃO NA DStv”. Ora bem, existe um critério para uma análise básica de publicidades, a saber (a) o significado superficial (a impressão inicial e rápida que se obtém quando se olha para uma publicidade), (b) o significado pretendido pelo cliente publicitário (a mensagem que o publicitário pretende fazer chegar ao seu destinatário, ou seja, a estratégia), e (c) significado cultural e/ou ideológico (parte-se do conhecimento cultural e “background” do leitor), o que de alguma forma está ligado à semiótica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, na publicidade entende-se que a DStv pretende vender mais um canal, neste caso a E! Entertainment. Para não deixar nada ao caso, a publicidade mostra três cadeiras, sendo que por cima de cada uma delas espreita um secador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em subtexto, a publicidade diz que “acabaram as fofocas fora de casa. Com o E! Entertainment vai ficar dentro da vida de todos os famosos que você gosta de ver na tela. Esqueça o que as suas amigas têem para lhe dizer, o E! Entertainment diz-lhe e mostra-lhe tudo o que quer saber antes de todas as suas amigas saberem.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Dá a ideia de se estar dentro de um salão de cabeleleiro e não dentro de casa. Não nos esqueçamos que o anúncio nos diz que “acabaram as fofocas fora de casa.” – uma contradição quanto a mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se nos atentarmos à publicidade a ideia com que ficamos inicialmente é a de que as melhores fofocas abundam na DStv (significado superficial). E como as fofocas são habitualmente iniciados e propagados por mulheres, podemos subtender que a mensagem é dirigida à elas. Continuando a determo-nos sobre a publicidade vemos que ela é problemática se considerarmos que há pelo menos dois fortes esterétipos que a fundamentam, nomeadamente que as mulheres são fofoqueiras e de que ficam em casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, conheço muitas mulheres (e homens) que vão discordar da assunção de que elas são fofoqueiras. O que dizer da Luísa Diogo? Fofoqueira? O juri anda por aí. E quanto à essa de que as mulheres ficam em casa (tradução: o lugar da mulher é na cozinha)! É no mínimo ridículo o que as agências publicitárias trazem-nos. Pode ser que no caso vertente tenha sido a própria DStv que criou o texto, mas nem por isso deixa de ser ridículo. Não foi o Macamo que advogava que dentro das agências publicitárias dever-se-ía ter um(a) sociólogo(a) para evitar erros de tamanha natureza?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“...Esqueça o que as suas amigas têem para lhe dizer, o E! Entertainment diz-lhe e mostra-lhe tudo o que quer saber antes de todas as suas amigas saberem.” Esta frase deixa-me um pouco confuso. Não sei se quer-se que não se converse mais ou quer-se uma galopada desenfreada às lojas da DStv. É que se acreditarmos no canal, que mostra tudo antes que as amigas saibam (e é preciso ver que a mensagem é dirigida a “você”, o que significa que qualquer uma), podemos ter um cenário em que se todas têem o canal (evidentemente que saberão ao mesmo tempo) não haverá mais diálogo entre elas. Posso estar errado (e penso que não estou a conseguir dizer da melhor forma possível o que quero dizer).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por extensão, podíamos até ser perdoados por pensar que a televisão apenas veicula fofocas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2656146101669141557?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2656146101669141557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2656146101669141557&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2656146101669141557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2656146101669141557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/fofocas.html' title='Fofocas'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4425866711508474128</id><published>2008-05-26T08:43:00.002+02:00</published><updated>2008-05-26T08:49:53.961+02:00</updated><title type='text'>Chicotada psicológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A CHICOTADA PSICOLÓGICA” CONTRA ESTRANGEIROS: XENOFOBIA OU “XENOVIOLÊNCIA” Por uma leitura sociológica da violência na Africa do Sul.
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por Rildo Rafael*
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No futebol quando se fala de chicotada psicológica pretende-se referir à saída do treinador de forma involuntária dos comandos da equipa por maus resultados. Recuperamos a este conceito desportivo para, na falta de uma melhor analogia, olharmos para a corrida também involuntária de estrangeiros (negros) a residirem na Africa do Sul como uma chicotada psicológica aos estrangeiros que residem naquele, com recurso à violência devido à alegação de “mau comportamento”.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A recuperação sociológica da disseminação da violência na Africa do Sul contra os estrangeiros constitui o foco central desse artigo. A leitura de um facto social, a violência desencadeada pelo espaço social origina a elaboração de um objecto sociológico tendo em conta o local e o momento de um determinado conflito, procurando uma explicação sociológica da violência, a partir da experiência da Africa do Sul.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A leitura da violência na Africa do Sul deve ser percebida no contexto da sociedade e da economia que resultam em mudanças na estrutura e no espaço social das diferentes regiões da superfície terrestre. Olhando para a situação na Africa do Sul nos apercebemos que estamos diante uma realidade social complexa onde nem os indivíduos nem grupos pretendem se submeter aos valores colectivos. Essa situação proporciona acções violentas como aquelas que hoje assistimos perpetuadas contra os estrangeiros.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A aceleração de mecanismos estruturais de exclusão social pode possibilitar o aumento da prática da violência como um modelo social específico a seguir por parte destes grupos enquanto um mecanismo de solução de conflitos. Ao longo da história das reivindicações dos Sul-africanos constatou-se ou ainda constata-se a existência de uma violência na estrutura que resulta ou resultava da maneira como se apresenta a estrutura social e económica da Africa do Sul, ou seja a concentração da propriedade da terra, consequências das políticas de ajustamento estrutural, corrupção, desigualdade social e mais.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Também se verificou ou ainda verifica-se uma situação de pico da violência criminal na Africa do Sul, crimes bem organizados, em particular tráfico de droga, roubos de viaturas, assaltos a mão armada, vendas clandestinas de armas de fogo, etc. Tal como acontece hoje no Zimbabwe a pressão sobre a posse da terra, a Africa do Sul viveu e vive lutas sociais pela posse ou aquisição do direito da propriedade da terra que foi manchadamente marcada por barreiras para o seu acesso.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Este leque de acções violentas não aconteceram ou acontecem ao acaso podem estar ligados a questão das desigualdades sociais, ou seja o empobrecimento da população e a desigualdade social podem originar actos violentos desta natureza. Podemos centrar no caso concreto da Africa do Sul é possível percebermos que o maior número de mortes, ferimentos, destruições e pilhagens das habitações dos estrangeiros ocorrem nos bairros periféricos das respectivas cidades, onde há uma forte precarização das condições sociais de vida e baixa qualidade de vida. Até agora o risco de ser vítima de xenofobia ou “xenoviolência” é maior para aqueles que residem em zonas com péssimas condições de vida, como bem nos da entender a dinâmica de disseminação da violência ou locais da violência.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Seria um pouco estranho pensar que os Sul-africanos (negros) estão a atacar os estrangeiros (negros) porque eles gostam de atacar e sempre foram assim! A desigualdade social, exclusão social, o desemprego, salários insuficientes, mão-de-obra barata, o gosto pelos trabalhadores (moçambicanos e outros estrangeiros) podem concorrer para o emergir destas acções violentas, pois eles nos estrangeiros o maior culpado por toda desgraça que eles vivem.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pelas informações e imagens até agora veiculadas dá para projectar que maior número de autores da violência são jovens, acho que não devem estar empregados para ter tanto tempo para cometer atrocidades. Em contrapartida nas regiões onde ocorrem actos violentos, o alvo preferencial têm sido jovens e adultos, em especial estrangeiros (moçambicanos!).
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Podem proferir argumentos simplistas de que “os moçambicanos que estão na Africa do Sul roubam-lhes tudo (por exemplo acesso a educação) e cometem muitas atrocidades criminais”. Mas maior parte dos moçambicanos que estão na Africa do Sul não foram lá para estudar e nem pode-se aferir que um determinado crime foi cometido por moçambicano ou estrangeiro devido a forma como foi cometido, o tipo de crime e quem sabe pelo cheiro. Relação crime e estrangeiro (migrações) nos remete para uma leitura clássica do estudo da criminalidade! O que vem de fora sempre traz coisas más. Posso até acreditar que o acto de violência seja resultado das acções de alguns sectores excluídos em termos laborais por disputarem com os estrangeiros postos de trabalho ou ainda pelo facto dos estrangeiros aceitarem trabalho a preços muito baixos!
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Uma outra questão que se pode colocar é a seguinte que comete violência contra estrangeiros na Africa do Sul são indivíduos, onde é que andam as instituições de controle social informal como a família, clubes de bairros, igrejas, aquelas que tem forte influencia na socialização dos indivíduos com os valores. Ou ainda será que os serviços secretos sul-africanos não previram a ocorrência de tais acções? Esta situação pode ilustrar alguma ineficiência na prevenção da violência.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mesmo que seja um crime sem rosto a proporção de vítimas mortais, feridos e indivíduos presos é abismal, o que demonstra o grau de impunidade existente. A quem realmente interessa essa violência? Que valores os que cometem a violência ostentam para legitimar suas acções ao recorrerem a violência como forma de solução de conflito. Será que a sociedade sul-africana demonstra uma vontade superação de conflito de forma violenta e porque da tamanha indiferença em relação aos ataques brutais aos estrangeiros? Os sul-africanos cometem violência porque querem a justiça?
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os ataques violentos aos estrangeiros até agora negros acarretam dor, consequências psicológicas, perdas económicas, humanas, etc., Se alguém prestou atenção ao telejornal da stv do dia 22 de Maio de 2008, eles apresentaram uma revista da imprensa sul-africana relativa a notícia sobre actos xenófobos cometidos contra estrangeiros, pois dava para entender pelas manchetes que há uma dramatização da violência e difusão da espectacularizacao que contribuem para a sua disseminação. Pela forma como a violência cometida aos estrangeiros esta a ser feita recordo-me de um Max Weber um clássico da sociologia, ele dizia que o Estado é que detêm o monopólio da violência legítima. Será que na Africa do Sul esta a se viver uma situação contraria?
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A situação que se esta a viver na Africa do Sul vem confirmar que para compreender a onda de xenofobia acompanhada de violência não é conveniente a adopção de abordagens teóricas totalitárias como refere Michel Maffesoli na sua sócio-antropologia do quotidiano.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas sim uma abordagem que permite novas possibilidades teóricas para a sua compreensão sociológica, como bem nos ilustra Edgar Morin com a sua perspectiva da complexidade, onde nunca deve-se encerrar os conceitos, devemos romper com as ideias fechadas, articular conjunturas com desconjuntaras, esforçar-se para compreender a multidimensionalidade dos fenómenos sociais, analisar com particularidade, situar o fenómeno no espaço e no tempo sem descurar do todo integrante.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Esta abordagem vai exigir que se de maior realce aos actores, onde se procura captar percepções dos distintos grupos envolvidos nos actos violentos, impacto sobre a integração regional, relações entre Estados em detrimento de centrar simplesmente atenção na estrutura, pois estamos diante de novos modelos de compreensão da violência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;* Sociólogo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;NB: As opiniões expressas neste artigo são de inteira responsabilidade do seu autor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4425866711508474128?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4425866711508474128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4425866711508474128&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4425866711508474128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4425866711508474128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/chicotada-psicolgica.html' title='Chicotada psicológica'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1806291906722540621</id><published>2008-05-23T16:03:00.002+02:00</published><updated>2008-05-23T16:36:25.386+02:00</updated><title type='text'>nação arco-íris</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SDbPJ4JOR5I/AAAAAAAAAGQ/LJ4_cBzzG_E/s1600-h/zapiro"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203574188070029202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SDbPJ4JOR5I/AAAAAAAAAGQ/LJ4_cBzzG_E/s320/zapiro" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Gosto de ler caricaturas. E gosto mais delas quando são do sul-africano Zapiro - um dos melhores caricaturistas regional da actualidade. Gosto também do Steve Bell (este é británico). A caricatura é uma ferramenta muito forte de comunicação, que invariavelmente conta uma estória complexa numa ou poucas imagens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Só se pode perceber a caricatura (cartoon) quando se (a) tem conhecimento sobre o evento que ela pretende caricaturar e o seu período; (b) vê e compreende as diferentes questões evocadas pela caricatura; (c) quando se reflecte sobre o caricaturista e seus motivos. Por outras palavras, a caricatura provoca as nossas mentes e são como que um comentário adicional às notícias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por exemplo, o cartoon que acompanha este pequeno texto ilustra de forma muito clara a forma como os humanistas olham para o sonho arco-íris sul-africano. A caricatura mostra a ilusão de que as nações são criadas apenas por vontade sem acção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Reparem para Mandela e Tutu no canto inferior esquerdo. Porquê é que Zapiro colocou os dois (são a consciência moral sul-africana) e não o Mbeki ou Zuma? O que acham que devem estar a pensar? O que Zapiro pretende nos dizer ou que mensagem quer fazer passar? E a quem e para quem? Será que os ataques xenófobos mancharam a imagem da África do Sul? Como assim?
Enfim, penso que o resto cada um pode ir pensando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se trouxe este tema sobre as caricaturas foi apenas porque nalgum momento tinha que mostrar a minha indignação face à essas atitudes xenófobas que nos dias que correm andam na boca do povo. Apresso-me a dizer que não entendo o que está a acontecer. Mas aí vai uma minha solidariedade para com as vítimas de xenofobia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1806291906722540621?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1806291906722540621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1806291906722540621&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1806291906722540621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1806291906722540621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/nao-arco-ris.html' title='nação arco-íris'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SDbPJ4JOR5I/AAAAAAAAAGQ/LJ4_cBzzG_E/s72-c/zapiro' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1746896012500216712</id><published>2008-05-21T16:08:00.000+02:00</published><updated>2008-05-21T16:10:00.055+02:00</updated><title type='text'>E o vencedor é….</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São poucas as pessoas do meu convívio que não gostaríam de receber um prémio qualquer. Eu também confesso que gostaria de receber um prémio pelo meu suor e sacrifício. Até já fiz os meus planos: em 2009, quero concorrer para o prémio “CNN Jornalista Africano do Ano”. Sentindo que o português reduz as minhas chances de competir com mais colegas africanos, vou competir em inglês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, o prémio serve para estimular os jornalistas que mais se “distinguem” na cobertura e divulgação de notícias de “interesse público”, sobretudo notícias que afirmam os padrões de ética e moral jornalístico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os prémios pelo mundo fora são tantos que não caberiam neste espaço e nem vem ao caso. Vou apenas deter-me sobre o que me interessa discutir hoje: a criação de prémios para jornalistas em Moçambique - ultimamente, tem sido prática qualquer entidade pública, humanitária e corporativa instituir um prémio para jornalistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Recentemente uma empresa de telecomunicações ou produtor de telefones móveis celulares (já não me recordo se a Vodacom ou qualquer outra) deu um prémio à alguns jornalistas da praça. Até aquí não há problemas. O problema começa quando se quer saber os critérios utilizados para a premiação. O assunto torna-se confuso porque em momento algum a tal empresa anunciou a existência do tal prémio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Umas pequenas perguntas aquí e acolá obrigam-nos a tapar as narinas. Afinal os premiados produziram alguns artigos falando da tal empresa. Estão a ver? A percepção com que se fica é de que o prémio é uma palmadinha nas costas e uma manobra de relações públicas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Aliás, pelo mundo fora já-se chegou à conclusão de que alguns (porquê não muitos) prémios são um exercício de relações públicas e conferir maior visibilidade ao premiador. Por exemplo, a UNCA (United Nations Correspondents Association) estabeleceu dois prémios: Prémio de Excelência no Jornalismo” e “Cidadão do Mundo”. Alguns vencedores da última categoria incluem as artistas de cinema, Angelina Jolie e Nicole Kidman.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O truque parece ser de promover as pessoas que conferem uma imagem positiva à ONU. Dizia um correspondente da ONU que “se um jornal com nome grande faz algo remotamente ligada à ONU, vai ganhar porque fica bem dar o prémio a grandes nomes.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Chegados aquí fico até tentado a dizer que a estratégia da empresa que ofereceu os celulares à jornalistas moçambicanos parece ser a mesma que da UNCA. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não é por acaso que ministérios, empresas privadas e ONGs acabam agora instituindo prémios cuja validade parece não ser outra que co-optar os média a cobrirem as suas actividades. Aparentemente, esses prémios servem para consciencializar os jornalistas sobre um determinado assunto social, cultural ou económico. Evidentemente que essa consciencialização acaba acorrentando o jornalista que vira um servilista do sistema. Ao invés de escrever e divulgar para a salvaguarda do “interesse público”, o jornalista escreve para salvaguardar certos interesses (in)confessos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quando se observa os artigos vencedores, nota-se que muitas vezes não tem grande qualidade. Mas porque é preciso fazer uma cerimónia que confira essa maior visibilidade à instituição premiadora, o prémio acaba saíndo. É que como se diz na falta do melhor o pior serve.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Posso até entender que a Mcel, Vodacom, as TDM, o Ministério da Ciência e Tecnologia associem-se às outras instituições ligadas ao ramo de telecomunicações para a criação de um prémio sobre tecnologias de comunicação e informação, mas já fico preocupado quando é uma Mcel que aparece sozinha a instituír um prémio – isso não é futebol.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ficaria feliz se os prémios fossem até instituidos por instituições independentes de pesquisa que estabeleceríam critérios rigorosos. Nem todas estabelecem critérios rigorosos, mas se pelo menos o seu mandato é influenciar para políticas que sirvam o “interesse público”, não me ralo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mais o mais importante para mim, seria ver essas instituições que têm tanto dinheiro para instituír prémios a entregá-lo à escola do jornalismo ou outras instituições de formação jornalística para se melhorar as habilidades e capacidade do jornalista moçambicano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1746896012500216712?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1746896012500216712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1746896012500216712&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1746896012500216712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1746896012500216712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/e-o-vencedor.html' title='E o vencedor é….'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8806828276074420283</id><published>2008-05-20T16:00:00.001+02:00</published><updated>2008-05-20T17:58:28.303+02:00</updated><title type='text'>Mecânico-jornalista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A tragicomédia sobre o mecânico-ginecologista e o subsequente comentário de Patrício Langa referente à outros mecânico-outras profissões neste blog remeteram a uma reflexão, olhando para o jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Houve há tempos um debate sobre uma eventual introdução de uma carteira profissional para o jornalista. A ideia não colheu consenso entre a classe: uns (os proponentes) viam isso como uma medida visando salvaguardar os interesses do jornalista e outros (os contra) viam nisso uma manobra para coarctar os direitos do mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Com quase toda a sociedade moçambicana que contribui na esfera pública a concordar que o insólito caso do mecânico-ginecologista é apenas a ponta do icebergue que encerra um problema ainda maior: a fragilidade do nosso sistema. Se o entendi bem o sociólogo Elísio Macamo tem usado uma outra expressão “previsibilidade” para descrever fragilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Noutros países essas fragilidades do sistema são contrapostas por um sistema de contrapesos (checks and balances). São esses contrapesos que permitem que haja alguma previsibilidade no sistema, e que qualquer fragilidade seja prontamente respondida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Tendo ficado sobre o muro durante o debate com alguns receios, penso que é chegada a hora de se relançar o debate. Penso que é hora de se relançar o debate porque o que aconteceu com os médicos acontece quase que diariamente com os jornalistas; quero dizer que existem muitos mecânico-jornalistas. Evidentemente que, não digo isso no sentido de que há jornalistas que são mecánicos. Pelo contrário! Digo isso porque o comportamento de alguns (senão mesmo muitos) jornalistas compara-se ao do mecânico-ginecologista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em Moçambique, a profissão de jornalista é talvez a única no grupo das consideradas profissões de elite em que a qualificação académica não é um factor determinante para ser admitido numa redacção. Basta saber escrever!!!!! Isso significa que podemos ter um mecánico que sabe escrever, que pode acabar numa redacção. De facto existem casos similares: há um motorista duma estação televisiva que não largava pé das equipas de reportagem da sua instituição quando estas se fizessem ao terreno. Um dia pegou na cámera e acabou virando “camera-man”. Temos o director da famosa que começou de mineiro para pastor, estafeta na nossa e agora director geral na famosa concorrência – esses são casos de ambição e vontade de subir na vida, o que é bom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Então, de onde vem a famosa assumpção de que fulano, beltrano e sicrano podem ser jornalistas? É preciso entender que as empresas jornalísticas pagam mal, mas muito mal mesmo (embora esteja um pouco acima do salário mínimo). Dai que, não surpreende que os melhores da praça acabem abandonando a profissão à procura de pastos mais verdejantes. Consequentemente, as empresas são obrigadas a empregar novos talentos e no processo, algumas, baixam a sua fasquia de padrões de selecção e o resultado está à vista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Costuma-se também dizer que o exemplo vem de cima. Muitos dos chefes de redacção para suplementarem (essa é a justificação) os seus salários recorrem à acessorias à ministros, partidos políticos, PCAs, ONGs, empresas privadas, entre outros. Os novos talentos vêm isso e como não podem assessorar por serem caloiros e por o mercado estar cheio, sendo que, a alternativa (para eles) é prostituirem-se aos que encomendam artigos – é um ciclo vicioso onde é preciso ter estofo moral e integridade profissional para não vacilar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Como, então, é que os jornalistas podem fazer trabalhos apurados sobre a corrupção, criminalidade, negociatas, entre outros? Não podem porque ficam capturados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os proponentes da carteira profissional dizem que o critério para sua obtenção seria a ética e deontologia profissional. Acho isso pacífico - já não fico feliz quando é o Estado a emitir a carteira. Não vejo mal nenhum onde todos acordamos um código deontológico (coisas como ser acessor teriam que acabar eventualmente: ou se é acessor ou jornalista e não as duas coisas ao mesmo tempo).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vejo a carteira profissional como um contrapeso contra abusos e corrupção no seio da profissão. E precisamos de contrapesos porque sem eles as fragilidades ocorrão, visto ocorrerem onde não existem e certas situações, como as do mecânico-ginecologista, se tornam normais e aceites.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8806828276074420283?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8806828276074420283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8806828276074420283&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8806828276074420283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8806828276074420283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/mecnico-jornalista.html' title='Mecânico-jornalista'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5045617724731818250</id><published>2008-05-19T16:30:00.001+02:00</published><updated>2008-05-19T16:33:07.847+02:00</updated><title type='text'>Moçambique em concerto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aos domingos há um programa (Moçambique em Concerto) que passa no canal de televisão pública moçambicana (TVM), que é apresentado pelo antigo pastor da Igreja Universal (Gabriel Júnior) – sempre pensei que fosse brasileiro pelo sotaque que usava dantes. Agora já se pode perceber que é moçambicano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem .... o programa tem uma rubrica que consiste em cinco perguntas feitas à “celebridade” convidada. Não me recordo de todas elas, mas as que mais me deixam atento são duas, nomeadamente “a quem tiras o chapéu e a quem não tiras o chapéu” e “que nota de 1 à 20 dás a esta música”. A propósito, cada pergunta vale 500 meticais, isto é, se a tal “celebridade” aceitar respondê-las.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ontem (18/05/08) foi a vez do jovem Bang (evidentemente que nome artístico). Recusou-se a reponder à uma. Das duas que me fazem prestar atenção quando aos domingos à tardinha estou em casa o Bang disse que tirava o chapéu aos apresentadores da rádio, televisão e todos aqueles que apoiam o seu género de música (pandza), e que não tirava o chapéu a todos os que criticam o pandza.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para ele, o povo moçambicano deve apoiar o pandza porque é música moçambicana e que quem não apoia é invejoso. O engraçado é que implicitamente o Gabriel (qual serafim) o apoiava dizendo que se a pandza morrer, desapareceria um quarto da cultura moçambicana (juro que disse). Não tenho problemas nenhuns em o Bang dizer que a pandza é música moçambicana; e também não tenho problemas em que ele não me tire o chapéu por ser crítico do pandza. Tenho problemas com os argumentos que utiliza para apoiar a sua premissa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ora, será que tenho que apoiar algo que quanto a mim não tem estética artística e musical, e está privado de conteúdo (pelo menos grande parte dos pandzas não o tem)? Será que tenho que consumir o “Made in Mozambique” apenas porque é produto moçambicano? Será que quando não gosto de algo e critico sou invejoso? Será que o que passa no espaço público não deve ser interpelado sob risco de os interpeladores serem acusados de invejosos? Será que o pandza vai evoluír se os “tocadores” desse estilo continuam a pensar que quem critica é invejoso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Gostaria que ao Bang se lhe tivesse dado tempo para explicar porquê o pandza é música moçambicana; se porque tocada por “cantarinos” moçambicanos? Se porque leva ritmos moçambicanos? Se porque é cantado mais em ronga ou changana?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não sei de onde o Gabriel foi tirar a estatística de que o pandza é um quarto da cultura moçambicana; só sei que o afirma sem papas na lingua. Uma outra afirmação perigosa que fez foi de que 18 milhões de moçambicanos (desde o topo à base) estavam a ver o programa. Primeiro, apenas existem 1.113.400 televisores em todo este Moçambique, o que tériamos que ter 16 aglomeradas no mesmo sítio para acompanhar o programa. Segundo, raramente se fazem sondagens de audiências em Moçambique. Terceiro, a TVM parece não ter controle dos seus programas feitos na bse de “out-sourcing”, isto quer dizer que um dia alguém pode dizer algo que atenta contra a tal Unidade Nacional e a “Nossa Televisão” estará vinculada por não controlar os programa terceirizados (um dia volto a esta questão).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quanto a outra pergunta que também deixa-me atento, Bang deu nota 20 a canção de Lizha James (Ni ta mukuma kwine); um 18 ao rap da Dama do Bling (Rua); e um nove a “canção” do Zico (Xitilo xa Boby). Posso concordar que a canção da Lizha James tem conteúdo positivo porque chama atenção ao amantismo. Agora, quanto ao rap da DdB, acho-o apenas uma tentativa de resposta mal feita aos seus críticos (estou incluso). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nem vou falar do “Xitilo xa Boby” .... Vou é falar da pontuação dada a esta “canção”. Primeiro, o Bang foi colocado numa alhada porque todas as músicas são de “cantarinos” do seu estábulo (label) e porque quer que vendam, não podia dar negativas. Segundo, ele é que é o produtor, o que quer dizer que a negativa reflecte o seu próprio trabalho. Terceiro, os “cantarinos” são seus amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que é contecioso é dizer que dava ao “Xitilo Xa Boby” nove porque feria as sensibilidades de menores. E a dos adultos? O “Moçambique em Concerto” não passa de um programa mal concebido como tantos outros nas nossas televisões. Os seus apresentadores andam mal informados e acabam confundindo as suas audiências. O pior de tudo isso é que o grosso dos que vêem o programa são jovens que facilmente podem tomar como verdades bíblicas as palavras do Gabriel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5045617724731818250?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5045617724731818250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5045617724731818250&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5045617724731818250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5045617724731818250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/moambique-em-concerto.html' title='Moçambique em concerto'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4640275088258749865</id><published>2008-05-19T14:36:00.002+02:00</published><updated>2008-05-19T14:47:19.596+02:00</updated><title type='text'>Acordo ortográfico: brincando aos p’s e k’s</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ultimamente tem aumentado o coro de vozes debatendo o acordo ortográfico português. O &lt;a href="http://www.4shared.com/file/48155514/ca8059bc/Acordo_Ortogrfico_da_Lngua_Portuguesa.html"&gt;acordo ortográfico&lt;/a&gt; visa unificar a escrita do português.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O acordo foi alcançado em finais de 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, mas apenas quatro dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe) aprovaram quer o acordo quer os dois protocolos modificativos entretanto estabelecidos entre os países da CPLP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O segundo protocolo modificativo de 2004 prevê que o mesmo entre em vigor mediante ratificação por três países. A ratificação pelo parlamento abre caminho à aplicação do Acordo Ortográfico, e em Portugal estabeleceu-se um período de transição de seis anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A imprensa portuguesa tem ultimamente colocado as posições pró e contra. Passe uma notícia nos Notícias, pouco ouvimos sobre o acordo em Moçambique. Não me surpreende que um dia acordemos com a informação de que o acordo já entrou em vigor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Eu aínda não fiz o meu juizo sobre se estou a favor ou contra, mas dentro em breve vou fazê-lo. É que aínda não me habituei à ideia de ter que escrever que o jornalista reporta fatos ao invés de factos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Também preocupa-se a ideia de que um acordo entra em vigor com a ratificação de uma parte de países membros e não todos eles. Para uma organização de apenas oito países porquê se acorda que o acordo entre em vigor com apenas três ratificações? Porquê é que têm de ser apenas os políticos e não a academia em frente do processo? Porquê é que não estamos a ter um debate sério aqui no país? Porquê é que o ministério da educação e cultura anda calada? Qual é a posição de Moçambique? Que vantagens traz-nos um acordo ortográfico? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há uma petição que anda na internet contra o acordo ortográfico, envolvendo académicos e outros membros da sociedade falante de português. Existe também um corpo de apoiantes do acordo que não deve ser subestimada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os países falantes de inglês não tem tal acordo. Não é por acaso que temos “colour” e “color”, entre outros. Esses países apenas têm um acordo no tocante à linguagem legal. Daí que é mister questionar porquê é que precisamos de um acordo ortográfico. Onde andam os linguistas (E. Macamo, tem alguma ideia de como podemos despoletar o debate)?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4640275088258749865?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4640275088258749865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4640275088258749865&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4640275088258749865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4640275088258749865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/acordo-ortogrfico-brincando-aos-ps-e-ks.html' title='Acordo ortográfico: brincando aos p’s e k’s'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-8937547601618885109</id><published>2008-05-16T08:55:00.003+02:00</published><updated>2008-05-16T09:00:29.400+02:00</updated><title type='text'>Manipulação mediática</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por Ericino de Salema*
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É lugar comum dizer que todo o ser humano tem preferências por umas coisas em detrimento de outras. Dito de outra forma, todos nós gostamos de umas coisas e detestamos outras. Como diz um velho ditado popular, com o qual não concordo muito, os gostos não se discutem. Será que mesmo os que tenham a ver com a coisa pública não podem ser relativizados e/ou negociados?
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Eu sou dos que gostam de muitas coisas. Muitas que, se tivesse que enumerá-las, correria o risco de me esquecer de algumas, o que não seria saudável. Mas há uma de que gosto muito. Refiro-me à política. Gosto imenso dela. Mas porquê? Porque julgo ser fascinante compreender essa empresa a que David Easton catalogou de “distribuição autoritativa de valores”.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É para mim apaixonante, devo confessar, procurar perceber as razões que levam a um cidadão eleito pelo povo para funções muito importantes – Armando Guebuza, por exemplo, que foi eleito Presidente da República (PR) – a confiar toda uma província a pessoas como Djalma Lourenço, cuja digitalidade aprecio muito. Para não deixar este cidadão ora afecto aos audiovisuais sozinho, citaria também o nome de Raimundo Diomba. Que pode ele fazer mesmo para superintender o desenvolvimento de Gaza?!!!
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Gosto de política, sim, mas não sei se gosto de políticos. Refiro-me aos que se acham políticos profissionais, quais Filipe Paúnde, Edson Macuácua, Manuel Pereira, Fernando Mazanga e por ai além. Quem, talvez por opção de vida, se faça passar por desatento, até que pode pensar que os quatro que enumerei atrás, a título meramente exemplificativo, sejam diferentes. Até que podem sê-lo, mas somente na semelhança.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Qual é a finalidade de tudo quanto Edson Macuácua anda a dizer por intermédio dos media, sempre com aquela sua fotografia estática que, para alguns, é grande imagem? Exercer e manter o poder – que é, como diria Robert Dahl, a capacidade que A tem de obrigar B a fazer algo que jamais faria sem a intervenção de A –, já que o seu patrão, a Frelimo, já está no poder. Qual é a finalidade de tudo quanto Fernando Mazanga anda a dizer por intermédio dos media, mostrando sempre uma cara de quem esteja “muito preocupado” com o futuro do país? Chegar ao poder, já que o seu patrão, Afonso Dhlakama, está a “governar” na oposição. O poder, portanto, é o que move a um e ao outro. O resto é conversa para o boi dormir.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E o poder tem várias características, de entre as quais os estudiosos de fenómenos políticos priorizam cinco, nomeadamente força, manipulação, persuasão, coerção e autoridade. Russel, o Bertrand, veio dizer que só a força e a manipulação é que podem ser tidas como características do poder. Para os propósitos desta prosa, cingir-me-ei no elemento manipulação.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Com as eleições autárquicas à porta – foram marcadas para 19 de Novembro – os políticos desdobram-se, cada um à sua maneira, em esforços tendentes a manipular a opinião pública, usando, para o efeito, os media. Uns dizem que são “a força da mudança”, enquanto que outros referem ser “a mudança tranquila”. Ou estaremos, em síntese, perante uma força tranquila de não mudança?
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em jeito de consubstanciação da ideia, que nem é minha, de que os meios de comunicação social são usados como disseminadores das mensagens manipuladoras dos políticos, permito-me a tomar como exemplo o “Notícias” de 12 de Maio, nomeadamente a sua página 3, reservada à política. Três textos ocupam metade dessa página, já que outra metade está ocupada por uma publicidade claramente identificada como tal.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os títulos desses artigos são os seguintes: “SG da Frelimo contra mentiras eleitoralistas”; “PPPM rompe com a Renamo-EU”; e “Guerras étnicas ‘abanam’ Renamo em Nampula”.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O SG da Frelimo, Filipe Paúnde, manifestou-se contra as “mentiras eleitoralistas” numa altura em que se encontrava de visita à província de Maputo. Dito com algum rigor, se encontrava de visita às vilas e cidades autárquicas da província de Maputo, à excepção de Boane que talvez entrou no seu roteiro por estar ao longo do percurso. Porquê não foi a Milibangalala, por exemplo? Ao citá-lo a dizer que está “contra mentiras eleitoralistas”, o “Notícias” deixa transparecer que ele, o SG da Frelimo, é só e só por “verdades eleitoralistas”!...
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quando a mesma publicação escreve que “PPPM rompe com Renamo-EU” e “Guerras étnicas ‘abanam’ Renamo em Nampula”, fica-se com a sensação de que a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, vai de mal a pior. Até que, por mera coincidência, a Renamo pode estar mesmo à deriva, mas é importante ter-se presente o que nos diz José Rebelo, no seu livro “O Discurso do Jornal”: “O contexto em que as mensagens passadas por um jornal são transmitidas são parte integrante da mensagem”.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ou, como diria Lula da Silva, presidente do Brasil, a notícia tem que ser vista como “aquilo que os políticos não querem que seja publicado, sendo, o resto (o que querem que seja publicado) propaganda”. Quando um repórter inteiro, que está a um centímetro do seu diploma universitário, aceita integrar uma “Presidência Aberta” para escrever exclusivamente para o boletim dum partido político, é porque os morcegos já devem estar para começar a doar sangue.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Alguns, de tanto serem honestos, há muito que confessaram estar sempre em campanha, enquanto que outros já afirmaram que não estar interessados em chegar ao poder, como se um partido político fosse uma associação de moradores. Nos próximos dias, mesmo os desatentos virão títulos garrafais dizendo que “Vitória da (…) é um Imperativo Nacional” e “A (…) já deu o que tinha a dar”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;* Jornalista e pesquisador dos média&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;NB: O texto é da responsabilidade exclusiva do seu autor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-8937547601618885109?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/8937547601618885109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=8937547601618885109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8937547601618885109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/8937547601618885109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/manipulao-meditica.html' title='Manipulação mediática'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3781543932640314782</id><published>2008-05-15T16:52:00.000+02:00</published><updated>2008-05-15T16:53:10.815+02:00</updated><title type='text'>Falso ginecologista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Penso que como qualquer outro moçambicano que acompanha as notícias que a comunicação social nos dá a conhecer diariamente, tenho algumas preocupações face à forma como o Ministério da Saúde (MISAU) tem vindo a gerir o escândalo do falso médico ginecologista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No dia 13 de Maio, a STV (sempre ela) emboscou o Ministro de Saúde, Paulo Ivo Garrido, à saída de uma reunião qualquer e o interpelou sobre o assunto. Resposta do Ministro: “tirem este senhor daqui”. As imagens mostram Garrido a dirigir-se ao polícia que certamente faz trabalho de guarda-costas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ora, não dirige o ministro um ministério que é público e como tal deve a esse mesmo público algumas repostas? Por sorte o porta-voz do MISAU já foi mais cauteloso, dizendo que aínda não tinha todos os detalhes do caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No dia 14 de Maio, a STV mostrou o ministro já um pouco mais diplomata disse que o caso aínda estava a ser investigado, e que a STV andava distraída porque ele já disse vezes sem conta de que no seu ministério havia casos de impostores. Mas um impostor por três anos? E aínda mais um médico? O país tem por aí uns 660 médicos. Que do grupo destes não se saiba quem é quem é uma tragi-comédia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que o ministério deve fazer é dizer-nos como foi possível que um mecánico se fizesse passar de médico durante três anos sem que ninguém o descobrisse; devia-nos dizer se o mecánico-médico recebia dos fundos do Estado ou não; devia-nos explicar se podemos continuar a confiar nos vários médicos que pululam pelos nossos hospitais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não é apenas quando faz as suas rusgas que a comunicação social deve aparecer a reportar. O ministro ou ministério devem ter a mesma vontade quando o assunto de alguma forma mancha a imagem da instituição. Os média não estão para servir os interesses do ministro ou do ministério, mas para servirem os interesses do público (pelo menos foi o que me foi ensinado).

PS: Algo para reflexão: há duas semanas foi detido um enfermeiro por tentativa de violação sexual à quatro mulheres. O tal enfermeiro que metia os dedos nas partes mais íntimas da mulheres. Esta semana temos esse falso ginecologista que certamente mandava as mulheres se despirem e fazia sei-lá o quê. O quê está a acontecer aqui? O que dizem os ginecologistas como uma classe? Me parece que o seu nome está a ficar manchado quer queiram quer não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3781543932640314782?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3781543932640314782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3781543932640314782&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3781543932640314782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3781543932640314782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/falso-ginecologista.html' title='Falso ginecologista'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6657942597938191920</id><published>2008-05-09T15:28:00.001+02:00</published><updated>2008-05-09T15:30:37.909+02:00</updated><title type='text'>O cínico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma das características de um bom jornalista investigativo é o cinismo. Não cinismo no sentido da escola filosófica dos cínicos que desprezava as fórmulas e conveniências sociais, mas um cinismo relativo ao cão: sempre a farrejar, procurando o osso (que metaforicamente é a tal “verdade”).
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O jornalista investigativo acredita que de algum modo há alguém que num dado momento está a conspirar contra o interesse público (este termo já despoletou acesos debates aqui), isto é, o jornalista investigativo acredita que as oportunidades para o lucro pessoal na vida pública ou corporativa são tão grandes que alguns funcionários acabarão por sucumbir à tentação de defraudar o público - parece ser uma atitude doentia esta, mas a natureza humana é complexa.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vamos primeiro às definições: o jornalista investigativo é um repórter que passa a maior parte do seu tempo fazendo investigações (descobrindo informação escondida). A prior, isso requere muita paciência e altos níveis de resistência ao tédio. Por mais cínico que for, o jornalista investigativo não levará as suas investigações a bom bordo se não tiver tempo para procurar o osso. Alguém sabe dizer quanto tempo Bob Woodward e Carl Bernstein investigaram o caso Watergate (o complexo escândalo envolvendo o antigo e falecido Presidente Richard Nixon)?
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O jornalismo investigativo não tem um código de ética diferente. O código que vincula todos os membros da profissão é o mesm que vincula o jornalista investigativo. Acontece mas não se pode tolerar que se use a desonestidade para se sacar informação, pelo menos é o que eu penso. A responsabilidade talvez seja até maior no jornalismo investigativo.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ultimamente se tem falado muito sobre o jornalismo investigativo. Entre nós o expoente máximo do jornalismo investigativo foi carlos Cardoso – até há um prémio instituido em seu nome. Este ano o prémio foi ganho pelo “papa prémios” moçambicano, Lázaro Mabunda.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Antes da entrega do prémio, houve um seminário de jornalismo investigativo na semana do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, isso porque existe uma percepção de que esse tipo de jornalismo é muito pobre no país. Aliás, o prémio não teve vencedores em 2007 justamente porque o juri deliberou que as matérias enviadas não tinham boa qualidade.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Chegados aqui podemos questionar se de facto faz-se jornalismo investigativo em Moçambique, ou faz-se de conta que se está a fazer jornalismo investigativo.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O cinismo do jornalista investigativo deve-o permitir ver quando é que está a ser usado. Mas perpassando na maior parte de estórias frutos de jornalismo investigativo no país pode-se depreender que as fontes parecem alguns pendentes com as pessoas que estão a denunciar, e não o fazem porque querem ver o interesse público salvaguardado.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por exemplo, quando do auge dos casos de corrupção era alguém da autoridade contra a corrupção afecto à procuradoria que fornecia a informação sobre os casos. Invariavelmente os jornalistas eram apenas meros transmissores e não os despoletadores dos casos. Noutras partes são os jornalistas que com as suas investigações fornecem matéria à magistratura judicial, mas aquí é o contrário.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ademais, as tais ditas matérias jornalísticas não são consequentes, isto é, se o jornalista investigativo começa hoje a escrever sobre algo, amanhã se voltar a falar do mesmo assunto será para acrescentar uma outra perspectiva e não necessariamente para fornecer nova informação.
Quanto a mim, há uma certa tendência de se chamar de jornalismo investigativo o jornalismo de escândalos. Se repararem, as peças produzidas à laia de jornalismo investigativo não passam, muitas vezes, de rumores e rancores de certas pessoas. As ditas gargantas fundas não produzem questões fundas.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pode ser que o ambiente político-económico moçambicano não seja necessariamente conduzente à prática do jornalismo investigativo: fala-se cada vez mais dum policiamento cerrado das elites sobre os jornalistas, que começa do controle das redacções.; fala-se cada vez mais de auto-censura; fala-se cada vez mais de que a maioria dos bons professionais trocam as redacções por escritórios onde recebem salários chorudos; fala-se de que a morte de Carlos Cardoso pode ter contribuído para que o ânimo de se fazer esse tipo de jornalismo esmorecesse. Enfim, são vários os factores que poderão ter levado ao desaparecimento dos cínicos.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para mim, sem um investimento (recursos humanos, técnico, financeiro e individual) forte neste departamento continuaremos a fazer de contas que estamos a fazer jornalismo investigativo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6657942597938191920?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6657942597938191920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6657942597938191920&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6657942597938191920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6657942597938191920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/o-cnico.html' title='O cínico'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2357410569802626414</id><published>2008-05-09T10:17:00.003+02:00</published><updated>2008-05-09T10:22:11.939+02:00</updated><title type='text'>Feliz Aniversário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SCQJQRKu8ZI/AAAAAAAAAGI/dB9g6NI9q_Q/s1600-h/hb+1yr.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198290044983374226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SCQJQRKu8ZI/AAAAAAAAAGI/dB9g6NI9q_Q/s320/hb+1yr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Nullius in Verba completa hoje um ano de vida. Quando comecei dizia que pensava que seria certamente o começo de uma nova caminhada. Estava equivocado! Foi o começo de uma cavalgada difícil sem cavalo. Aqui aprendi (aínda estou) a concordar e a discordar. Aqui soube que engolir sapos não é o fim do mundo; é apenas um risco menor para quem quer estar no mundo de ideias.
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não fui muito regular. Houve vários motivos. Mas essa irregularidade ensinou-me que é preciso sistematizar as ideias. É o que me proponho fazer neste novo ano. Adorei a aprendizagem e constantes batalhas intelectuais.
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Obrigado por terem apoiado este blog e espero que continuem a fazê-lo. Agora apenas vos peço que me ajudem a acender mais uma vela de conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2357410569802626414?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2357410569802626414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2357410569802626414&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2357410569802626414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2357410569802626414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/feliz-aniversrio.html' title='Feliz Aniversário'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/SCQJQRKu8ZI/AAAAAAAAAGI/dB9g6NI9q_Q/s72-c/hb+1yr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4156548075050857389</id><published>2008-05-06T15:41:00.002+02:00</published><updated>2008-05-06T15:51:39.642+02:00</updated><title type='text'>Liberdade de Imprensa em Moçambique: Queda?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Moçambique tem uma distinção muito interessante: é o país que cai nas boas graças de grande parte de indivíduos e instituições internacionais que o escalam. Dentre os vários atributos que o país conquistou, o que mais me leva a exercitar a mente é o de campeão da liberdade de imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A lei de imprensa de Moçambique tem sido desde há mais de duas décadas considerada uma das mais liberais de África.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, parto do pressuposto de que quase todos sabemos o que é a liberdade de imprensa e quão importante é como um dos pilares para a democracia. Como qualquer outro valor democrático, a liberdade de imprensa não concede apenas direito aos jornalistas, mas confere também ao público o direito de ser informado. Um colega dizia que a liberdade de imprensa não pertence aos proprietários dos jornais e aos jornalistas, mas à toda a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nos relatórios compilados internacionalmente Moçambique sempre apareceu como um exemplo de um país onde a liberdade de imprensa é um dado adquirido. Porém, começando o ano passado, e ecoado este ano no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, Mçambique desceu alguns degraus, segundo a instituição Repórteres Sem Fronteiras.
Para ser preciso, Moçambique classificou-se em &lt;a href="http://www.rsf.org/article.php3?id_article=24025"&gt;73º lugar entre 169 países em 2007&lt;/a&gt;. Em 2006, ocupou o 45º lugar entre 168 países.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A organização Repórteres Sem Fronteiras não especifica o que teria causado a queda, mas mesmo assim considera que em Moçambique a situação é satisfatória. Em África, apenas a Namíbia é que tem uma “boa situação”; será porquê foi na Namíbia onde se assinou a famosa Declaração de Windhoek sobre a Liberdade de Imprensa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A classificação da Repórteres Sem Fronteiras mede o estado da Liberdade de Imprensa no mundo. De alguma forma olha para o grau de liberdade que os jornalistas e meios de comunicação gozam num determinado país, e aos esforços feitos pelas autoridades para respeitar e assegurar que se respeite esta liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, o ranking consiste de uma pontuação e uma posição na tabela. Segundo a organização, esses indicadores são complementares que juntos avaliam o estado da liberdade de imprensa. É preciso frisar que a classificação ignora casos de violação dos direitos humanos em geral, concentrando-se sobre violações da liberdade de imprensa, onde se inclui assassinatos, ataques físicos, ameaças, prisões, censura, confiscação de equipamento, entre outros. Inclui também o grau de impunidade dos perpetradores de violações da lei de imprensa (&lt;a href="http://www.4shared.com/file/46622342/38d4db32/critrio_rsf.html"&gt;vide critério da rsf&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mede também o nível de auto-censura em cada país e a capacidade dos média em investigar e criticar, tendo em conta o quadro legal do país para a comunicação social. De forma alguma deve-se olhar para o ranking como um indicador da qualidade da imprensa nos países avaliados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O último ranking foi entre 1 de Setembro de 2006 à 1 de Setembro de 2007. O que os meios de comunicação em Moçambique publicaram no âmbito das comemorações de 3 de Maio foi o ranking de 2007.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Olhando para o ranking da Repórteres Sem Fronteiras podemos questionar se a queda acentuada de posição correspondeu à uma queda na pontuação? A resposta é afirmativa: 11.50 pontos (2006) e 23.00 pontos (2007).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em minha humilde opinião a queda acentuada pode ter sido devido à alguns factores, entre os quais os roubos de equipamentos informático nas redacções do semanário Magazine Independente e o jornal-fax Vertical; as constantes batalhas jurídicas a que os meios de comunicação social se vêm obrigados a esgrimirem; a aprovação da lei dos tribunais que bane a radiofusão e transmissão de imagens e sons durante os julgamentos; a contínua não aprovação da proposta da lei de acesso às fontes de informação; a discussão in camera do relatório da comissão de petições da Assembleia da República (AR); a proposta de lei de imprensa lançado pela primeira mistra que é visto como um instrumento para o fortalecimento do papel do governo nos média. Houve também uma série de eventos ligados à censura, espancamento, detenções, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pelo que, penso que porventura foram essas as razões que levaram a Repórteres Sem Fronteiras a classificar Moçambique numa posição tão baixa. Cá entre nós, a questão de se a liberdade de imprensa é praticada na sua plenitude ou não, depende da perspectiva do inquirido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4156548075050857389?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4156548075050857389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4156548075050857389&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4156548075050857389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4156548075050857389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/05/liberdade-de-imprensa-em-moambique.html' title='Liberdade de Imprensa em Moçambique: Queda?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-523198652145994024</id><published>2008-04-23T15:01:00.002+02:00</published><updated>2008-04-23T15:09:56.326+02:00</updated><title type='text'>O que é uma notícia? (2)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Regresso com umas perguntinhas apenas para dar o arranque. Não diferentes de trabalhos académicos, as notícias também têm uma certa racionalidade: temos que perceber que as notícias têm um princípio (lead), desenvolvimento e conclusão. Há diferentes tipos (géneros) de notícias, dependendo do que o repórter quer anunciar (trataremos disso numa outra oportunidade). Este introíto é apenas para vos chamar atenção à &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/159617"&gt;esta notícia &lt;/a&gt;publicada na edição de hoje do jornal &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Notícias&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz algum sentido senão para quem acompanha devidamente os desenvolvimentos políticos da nossa praça? A quem atribuír o primeiro parágrafo da notícia, ao edil Eneas Comiche ou ao &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Notícias&lt;/span&gt;? Onde está o desenvolvimento do primeiro parágrafo? Será que existe alguma ligação entre a diluição das responsabilidades devido à dupla administração e os desafios do Comiche no segundo parágrafo?  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-523198652145994024?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/523198652145994024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=523198652145994024&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/523198652145994024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/523198652145994024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/04/o-que-uma-notcia-2.html' title='O que é uma notícia? (2)'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3234729986219934539</id><published>2008-03-05T11:20:00.000+02:00</published><updated>2008-03-05T11:31:17.840+02:00</updated><title type='text'>O que é uma notícia?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta questão tem exercitado a minha mente nestes últimos dias. Deixem-me dizer antes que a definição do que é notícia não é consensual - que acho bom. Porque significa que enquanto não houver finalidade, muitos estudiosos e profissionais dos meios de comunicação continuarão a encher prateleiras com livros e colunas nos jornais e minutos nas rádios e televisões tentando definir o que é notícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por outro lado, é também bom para que estudiosos e profissionais de comunicação social fora das capitais ocidentais tragam a sua perspectiva do que é notícia. Como disse, também estou a reflectir sobre o que é uma notícia, pelo que, para já vou apenas fornecer o que qualifica a notícia; aqui parece pelo menos haver consenso sobre a universalidade dos qualificadores. Será?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para ser notícia a notícia (não tenho como escapar o pleonasmo) deve ser fresca, ter proximidade, ser factual, ser prominente, ser consequente e ser de interesse humano. Há quem acrescenta com alguma razão que deve ter algo de bizarro – alguém se recorda da árvore em Cabo Delgado que mesmo após ser derrubada apareceu re-erguida no dia seguinte como noticiado por Jorge Rungo para o jornal Domingo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Evidentemente que o bizarro pode as vezes chocar com o que se ensina nas escolas do jornalismo sobre a obrigatoriedade de a notícia seguir um método científico (daí as perguntas o quê, porquê, quem, como e quando). Por outras palavras: objectividade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que me leva a ponderar sobre o que é notícia tem sido o que me é obrigado a consumir aqui no Zimbabwe. Perscrutando quase todos os títulos vejo que o que fui aprendendo sobre o que é notícia parece variar de sociedade para sociedade. É que, no geral, o que leio me parece mais propaganda e desinformação. É evidente que os jornalistas zimbabweanos não parecem ter a mesma perspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No nosso caso a dúvida surgiu quando do debate que se seguiu às violentas manifestações populares em Maputo e subsequentemente em Gaza na esteira do aumento do preço dos “chapas”. Os jornalistas (melhor dizer, os gestores) da TVM e Rádio Moçambique parecem ter tido uma opinião contrária sobre o que me pareceu ser notícia (em função dos qualificadores que enumerei acima) ao não noticiarem sobre o que acontecia nas ruas de Maputo no momento em que as manifestações ocorriam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em ambos os casos quando leio nas entrelinhas fico com a sensação de que notícia é o que o jornalista define que é. Ponto final - o Ocidente já tinha chegado à mesma constatação nos anos 80. Há quem possa considerar que nos nossos casos a notícia é o aparece quando a informação é passada pelo aparelho do Raio-X. Vê-se uma parte e não um todo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, nos meios de comunicação zimbabweanos o que aparece são os rumores, os ataques políticos, as aparentes razões da crise que assola o país, e não uma tentativa de se oferecer alternativas para se entender melhor o “real problema”. Há uma construção da realidade social que me parece diferente da realidade do homem da rua – as estórias sobre como vivem, melhor dizer como sobrevivem, os zimbabweanos nunca chegam a conhecer as páginas dos jornais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O mesmo aconteceu no Quênia e deu no que deu; o mesmo aconteceu em Maputo e deu no que deu. Quando as correntes subterrâneas de opinião são ignoradas acabam acontecendo deflagrações cuja dimensão é apenas compreendida quando é tarde demais – não deve ter sido por acaso (ou ocaso, se preferirem) que o nosso ministro dos transportes e comunicação disse que o governo não previu a apreensão popular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que o jornalista latino-americano, Paul Rivadeneira Prada, tinha dito de que a notícia deve ser como um prisma, que reflecte as diversas facetas das coisas e situações, encerrando várias interpretações não só de eventos concretos, mas também de aspecto mais complicado das relações humanas acaba não se notando nas notícias que leio. Talvez esteja a ser pessimista demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Isso cria um discontentamento. Nos Estados Unidos teve que se começar a olhar para a notícia de uma forma diferente quando jornais e redes de rádio e televisão começaram a notar uma migração dos seus leitores, ouvintes e telespectadores para outros meios de comunicação ou outro tipo de programas e conteúdos. Talvez seja por isso que hoje as grandes redes dos meios de comunicação oferecem blogues nas suas páginas da Internet de modo a que os consumidores de notícias possam também interagir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Na minha humilde opinião é necessário que os fazedores de notícias reflictam seriamente sobre as notícias que oferecem à sociedade. Quando a ausência dos factos começa a tornar-se regra e não excepção nas notícias, a quem servimos como comunicadores? Aos consumidores? Sem factos ou sem objectividade na abordagem dos vários assuntos que preocupam as nossas sociedades, podemos continuar a chamar o que produzimos nas páginas dos jornais e outros meios de comunicação de notícias?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3234729986219934539?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3234729986219934539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3234729986219934539&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3234729986219934539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3234729986219934539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/03/o-que-uma-notcia.html' title='O que é uma notícia?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3462829035075816085</id><published>2008-02-29T08:41:00.000+02:00</published><updated>2008-02-29T08:45:54.266+02:00</updated><title type='text'>A triste sina dos média zimbabweanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho que a sociedade como um todo não duvida da importância da comunicação social. O que pode existir é uma divergência sobre quão importante a comunicação social é. Mesmo em países dito autocráticos os governos estão cientes da sua importância, tanto é que fazem o possível de controlá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O Zimbabwe não constitui excepção – a actual crise política, económica e social que grassa o país evidencia o papel da comunicação social. É a comunicação social que tenta informar sobre as várias iniciativas e políticas que impactam sobre todos os sectores do país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Todavia, o papel dos média é no mínimo triste. Tanto os média estatal como os “independentes” deixaram de desempenhar a sua função de informar e enformar para serem meros instrumentos de propaganda; uns propagandistas par excellence do governo e outros de interesses ligados à oposição (não que sejam propiamente pertença da oposição). Enfim, a comunicação social é o reflexo da sociedade zimbabweana: polarizada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A situação não foi sempre essa. Houve tempos em que a comunicação social zimbabweana era consideradas uma das mais progressivas da região. Mas parece que a sua qualidade foi reduzindo em proporção directa à crise que assola o país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em conversa com colegas de ambos os lados uma coisa aparece saliente: os jornalistas não têm controle do que escrevem. É o secretário permanente ou o dono do publicação que dita o que deve ou não aparecer no telejornal ou nas páginas dos jornais, independentemente de ser essa ou não a verdade jornalística. Há uma tendência clara de se influenciar a opinião pública. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por outro lado, há zonas onde os jornalistas não podem entrar apenas porque não vestem as cores de um determinado partido. Tenho estado a ouvir relatos de jornalistas que não puderam aceder à informação somente porque escrevem ou trabalham para a rádio, televisão ou jornal errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que é confortante é saber que independentemente de este ou aquele estar a exercer as suas funções na comunicação social estatal ou privada, tanto um como outro não se guardam rancor. Sabem que a forma como reportam sem obedecer as mais elementares regras do jornalismo como consultar bastantes fontes e ouvir o outro lado da estória é no mínimo anti-ético, mas como têm de fazer o que o “patrão” quer não parecem ter outra solução. Portanto, as regras e códigos de ética ficam suspensos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há novos desenvolvimentos que se forem implementados poderão alterar a presente polarização. Como resultado das negociações conduzidas pelo presidente sul-africano, Thabo Mbeki, o partido no poder (Zanu – FP) e a oposição (MDC) acordaram uma série de medidas que enformaram um conjunto de emendas constitucionais e legislativas, sendo que uma delas refere-se às leis que doravante regularam a comunicação social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se se recordam o governo zimbabweano introduziu em 2003/04/05 leis que restringiam as liberdades de jornalistas, organizações não-governamentais e partidos políticos, leia-se oposição. Bem, segundo as novas leis, a comunicação social tem a obrigação de informar com isenção, rigor e imparcialidade. Este desenvolvimento é recomendável, mas como disse as leis poderão conduzir à mudanças se forem implementadas. Até ao momento não parece ser esse o caso. A polarização continua. Os próximos dias é que vão dar-nos alguma indicação se as coisas continuam como estão ou se haverá mudanças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3462829035075816085?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3462829035075816085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3462829035075816085&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3462829035075816085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3462829035075816085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/02/triste-sina-dos-mdia-zimbabweanos.html' title='A triste sina dos média zimbabweanos'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3314885428939545774</id><published>2008-02-20T16:34:00.003+02:00</published><updated>2008-02-20T16:53:25.577+02:00</updated><title type='text'>nas terras do tio bob</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nao foi para vir ao aniversario de Robert Mugabe que estou actualmente no Zimbabwe. Estou aqui a trabalhar com meus colegas do nosso escritorio regional. Penso que vou escrever muitas coisas sobre este pais ate porque estarei aqui por dois meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
 Evidentemente que os meus relatos nunca podem ser a realidade do pais, mas sim uma aproximacao dessa realidade. O que posso dizer e que existem boas e mas estorias - nao vou dosear nada. Agora mesmo estou tentando tomar o meu cafe da tarde sem acucar (trouxe alguns quilitos na minha bagagem mas deixei na flat que o escritorio me arranjou). E intragavel. Os meus colegas dizem-me que esta muito caro e que os precos mudam duas, tres vezes por dia. Vamos-la ver isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Uma curiosidade. Mugabe completa anos amanha (21 de Fevereiro). Ja estao disponiveis cerca de 10 bestas para a grande festa. Qual banquete faustoso, quando muitos nao conseguem se aguentar. Do aniversario nada mais vou comentar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ha coisas nas lojas, mas sao caras. Hoje fiquei surpreendido quando perguntei o preco de um hard drive para o meu laptop que pifou: dois bilioes e meio de dolares zimbabweanos. nao me recordo se nos nossos tempos menos distinguidos tivemos que pagar um biliao para comprar um hard drive de 80 giga-bytes (nao tinha na altura).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Abracos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
PS: Minhas sinceras desculpas, mas enquanto nao conseguir comprar o tal de hard drive, o texto nao vai ter acentuacao.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3314885428939545774?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3314885428939545774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3314885428939545774&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3314885428939545774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3314885428939545774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/02/nas-terras-do-tio-bob.html' title='nas terras do tio bob'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3552881913457355397</id><published>2008-02-08T11:39:00.000+02:00</published><updated>2008-02-08T11:44:48.426+02:00</updated><title type='text'>O bom das manifestações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As manifestações violentas do dia 5/02/07 foram boas. Disse isso mesmo? Bem... digo isso dentro do espírito de que há males que vêm por bem. Senão vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
a) O governo cansa-se de dizer que devemos fazer exercícios para termos uma boa saúde. Certamente que as longas caminhadas que muitos citadinos têm vindo a fazer são um bom exercício. Isso é bom para a sua própria saúde e poupa o dinheiro que o Estado dispenderia a tratar doenças e condições evitáveis, tais como a obesidade, as cardio-vasculares, entre outros. O dinheiro pode ser canalizado para o tratamento de outras doenças e, quiça, para outras áreas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
b) A cidade de Maputo nunca esteve tão calma. No dia que se seguiu às manifestações reinou uma calmia atípica (nem aos domingos é assim). Eu que vivo perto de uma barraca pude descançar melhor – a supra-citada barraca não abriu. Estou a imaginar que muitas outras barracas não abriram. A calmia é muito boa para a paz espiritual e as pessoas reflectem melhor. Isso também é bom para doenças cardio-vasculares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
c) Se as barracas não abriram, deve ter havido pouco ou nenhum consumo de álcool. Como sabeis, o álcool em excesso faz mal à saúde e estão a imaginar como o organismo reagiria depois de um longo fim de semana em que certamente deve ter sido maltratado. Também é bom para a saúde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
d) Não se vendendo o álcool, não se propiciou aos manifestantes um catalizador de “bravura” para continuarem a fazer estragos na nossa linda, próspera e soberana cidade de Maputo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
e) O pretenso boicote ou greve dos “chapas” é boa coisa porque permitem-nos caminhar e como disse antes: caminhar faz bem à saúde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
f) Os automobilistas andavam bem comportados. Quem conhece o entroncamento da Eduardo Mondlane e Tomás Nduda, sabe o quão é difícil negociar a passagem ao fim do dia. Bem... dias 5 e 6 era muito fácil porque havia poucos carros a fazerem-se à rua e reinava um grande civismo entre os motoristas. A prioridade era para quem chegasse primeiro e sem se falar os condutores sabiam disso. Falando a verdade, a condução em Maputo foi das melhores. Afinal as escolas de condução funcionam mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
g) O governo tem estado a instar-nos a poupar. As manifestações obrigaram-nos a poupar dinheiro. Pena não termos depositado a “mola” nos bancos. Iria gerar lucro por causa dos juros. Mas nunca é tarde para começar. Como qualquer economista dir-nos-á, poupar é muito bom para a economia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
h) De alguma forma solidarizamo-nos com os nossos vizinhos zimbabweanos. Não sei se viram as bichas nas bombas de gasolina ontem ao fim do dia? Pois é, as manifestações fizeram com que os camiões cisternas não abastecessem as gasolineiras. Acho que os que viram as suas viaturas sem combustível tiveram que caminhar também (como o povo). A solidariade é boa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
i) O mais importante é que soubemos que este governo é de diálogo. Ouvi isso do Ministro dos Transportes e Comunicações e do Secretário-Geral da Frelimo. Não nos explicaram-nos quais são os tais mecanismos para o diálogo. Isso não importa. O que importa é sabermos é que este governo é de diálogo. Quando é que havíamos de saber?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3552881913457355397?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3552881913457355397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3552881913457355397&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3552881913457355397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3552881913457355397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/02/as-manifestaes-violentas-do-dia-50207.html' title='O bom das manifestações'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1780743764420868533</id><published>2008-02-06T15:58:00.000+02:00</published><updated>2008-02-06T16:00:28.519+02:00</updated><title type='text'>A cobertura  das violentas manifestações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já não me recordo bem qual era o aniversário da Rádio Moçambique, mas recordo-me que em 2006 participei num debate nos estúdios da rádio nacional sobre os seus longos anos de serviço à nação moçambicana. Recordo-me também que quando chegou a tal altura do “way forward” eu levantei a questão de querer ver um “ombudsman (provedor de informação)” tanto na RM como na Televisão de Moçambique (TVM).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para mim, não faz sentido que paguemos taxas de radiofusão (e quiça a TVM vai também mais dia menos dia nos cobrar uma taxa de teledifusão) e não haja nenhum representante do povo nos conselhos de administração desses órgãos públicos – aliás, não é só a taxa de radiofusão que pagamos para que a RM exista. (Apesar do Notícias e o Domingo não serem considerados órgãos públicos, a sua estrutura accionista mostra que quem detém mais acções é o Estado moçambicano através do Banco de Moçambique).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Como é que o “ombudsman” seria escolhido não é matéria de debate aqui. O que me faz lembrar o “ombudsman”? É sobretudo a ausência da RM e TVM nos momentos cruciais das violentas manifestações de ontem (5/02/2008). Enquanto os manifestantes tomavam conta da cidade de Maputo e periferia e acompanhávamos através da STV (canal televisivo privado), tanto a RM como a TVM “fingiam” que tudo era “business as usual” em Maputo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Que eu saiba a RM apenas começou a reportar sobre as manifestações no seu noticiário das 12.30. A TVM abriu o seu relejornal com uma peça sobre as cheias. Não quero dizer que a informação sobre as cheias não seja importante, mas o que estava a acontecer ontem em Maputo era uma emergência – também não sei porquê razão o Chefe de Estado ou a Primeira Ministra não falaram à Nação limitando-se o governo a falar através do Ministro dos Transportes e telecomunicações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que me pareceu ter acontecido ontem foi que mais uma vez os órgãos de comunicação públicos furtaram-se de cumprir com uma das suas obrigações de informar o público sobre questões de interesse público. E me parece que as manifestações de ontem eram de interesse público.
Ao furtarem-se do dever e obrigação de reportar sobre o que estava a acontecer não terão os nossos órgãos públicos contribuido para que mais pessoas se pusessem à rua com todas as consequências que daí podiam advir? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Porquê é que a RM e a TVM só reagiram mais tarde e não se fizeram ao local logo quando as manifestações espontâneas iniciaram? Estariam a RM e TVM a tentar abafar as manifestações? Não seria novidade: quando das manifestações subsequentes às explosões do paiol de Mahlazine os órgãos públicos não noticiaram o evento em que mais de uma dezena de jovens foram detidos numa das esquadras de Maputo. Não encontro resposta e nem percebo o porquê do comportamento dos nossos colegas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A razão pela qual estou de novo a pensar no “ombudsman” é justamente para que tenhamos alguém onde dirigirmos as nossas queixas quando os órgãos públicos não desempenham as suas funções de informar, educar e entreter com profissionalismo. A quem servem essas omissões? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1780743764420868533?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1780743764420868533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1780743764420868533&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1780743764420868533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1780743764420868533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/02/cobertura-das-violentas-manifestaes.html' title='A cobertura  das violentas manifestações'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6464090609898816710</id><published>2008-02-01T16:13:00.000+02:00</published><updated>2008-02-01T16:17:22.932+02:00</updated><title type='text'>As dores de cabeça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tendo andado doente ultimamente. Tenho dores de cabeça constantes – não estou a falar num sentido figurativo. São dores físicas, o que causa-me ainda mais dores quando faço as minhas reflexões. Bem, tenho algumas perguntas que já deveria tê-las feito faz um bom tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há cerca de seis semanas que o semanário Zambeze vem publicando notícias sobre um alegado uso indevido por parte do então Juiz do Tribunal da Província de Maputo e agora Procurador Geral da República, Augusto Paulino, de 300.000 meticais para a compra de um imóvel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Soubemos através do Zambeze que a queixa contra o juiz Paulino foi apresentada por um ex-subordinada. Daí que o antigo PGR, Joaquim Madeira, tenha enviado o caso ao Conselho Superior de Magistratura Judicial que não encontrou matéria para incriminar o juiz. Aparentemente não conformado, Madeira teria denunciado o caso junto do Tribunal Supremo através do Gabinete Central do Combate Contra a Corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O Tribunal Supremo, na pessoa do Juiz João Trindade, fez a sua sindicância e também não encontrou matéria suficiente para incriminar Paulino visto o último ter provado que adquirira a casa via empréstimo bancário. A procuradoria, via Procurador Geral Adjunto Erasmo Nahavoto, exarou um despacho de abstenção, o que significa que a PGR exonerava-se das suas funções de acusar o caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pode não ter qualquer ligação e não ser relevante, todavia quando Nhavoto assina o despacho de abstenção era o único Procurador Geral Adjunto e o seu superior hierárquico já era o Juiz Paulino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ao invés de vermos um debate sério, o que se viu foi uma parte da comunicação social a virar-se contra a outra. Cheirou áquilo que na gíria jornalística se chama de “encomenda”. Quer dizer, quando determinadas notícias incomodam, manda-se um jornal ou jornalista escrever umas tantas peças para desacreditar um outro jornalista ou jornal. Vide um exemplo &lt;a href="http://www.4shared.com/file/36588170/572fbec1/paul_and_libel.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vimos jornalistas e esgrimirem argumentos falaciosos e falta de isenção, isso tanto de um lado como do outro. O que gostaria de perguntar é o seguinte: Serão o Juiz Paulino e o Advogado Albano Silva tão insuspeitos lutadores contra o crime organizado em Moçambique que não se pode perscrutar o que andama fazendo? Será que a crítica aos dois é uma acção conspiratória? Será que a queixa feita pela funcionária do Tribunal Provincial apenas exprime o seu desagrado por ter sido exonerada das suas funções pelo Juiz Paulino e logo não deve ser tomada a serio? Porquê é que os magistrados Isabel Rupia e Jaoquim Madeira devem ser suspeitos neste processo, por ambos serem crentes de uma Igreja considerada "fundamentalista"? Porquê é que não há problemas num sistema em que é atribuida a um subordinado hierárquico uma investigação sobre eventual comportamemento ilegal do seu superior hierárquico? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ademais, porquê é que não se discute o conteúdo do despacho de abstenção do douto Nhavoto de modo a que conheçamos os seus fundamentos? Talvez eu a ser demasiado generoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quanto aos pedidos de indemnização, falarei sobre isso num outro dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6464090609898816710?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6464090609898816710/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6464090609898816710&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6464090609898816710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6464090609898816710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/02/as-dores-de-cabea.html' title='As dores de cabeça'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2674247013827968277</id><published>2008-01-24T14:39:00.000+02:00</published><updated>2008-01-24T16:09:20.195+02:00</updated><title type='text'>O jornalismo como observador de tendências</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Podia perguntar quantos de nós olhamos e quantos observamos. Existe uma distinção entre as duas palavras tão clara como a noite do dia. Penso que como seres humanos passamos a maior parte do nosso tempo a olhar do que a observar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Por exemplo, se pedisse para descreverem o que a sala onde se encontram contém sem olharem à vossa volta, quantos seriam capazes de fazê-lo com exactidão? Duvido que mais de 50 % seriam capaz de fazê-lo; acho que estou a ser generoso demais. O jornalista que se preze deve desenvolver a capacidade de observar o que está ao seu redor de modo a oferecer uma imagem aproximada do real à sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E a observação não se cinge apenas ao mundo do tangível, mas também ao intangível tal como ideias. A observação deve conseguir captar as transformações sociais, económicas, políticas e culturais que ocorrem no nosso quotidiano, e arte de observar não é fácil mas com prática e querer é possível ser-se um bom observador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Os grandes títulos internacionais são um bom estudo de caso. Talvez seja porque a competição entre os jornais é maior no Ocidente, ou talvez porque os jornalistas ocidentais são “mais sérios”, mas nota-se que as publicações ocidentais parecem estar na vanguarda na observância de, por exemplo, novas tendências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Uma nova tendência no Ocidente é o jornalismo de cidadania (citizen journalism) que basicamente consiste em cidadãos escreverem em blogues de jornais a relataram os problemas que afectam as suas sociedades. Este experimentação tem nalguns casos sido coroada de êxitos – quando o jornalista, realizador de cinema holandês, Theo Van Gogh, foi assassinado nas ruas da Holanda, a primeira foto do seu corpo ensanguentado estatelado na via pública foi captada através da cámera de um telefone celular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Esta experimentação foi seguida de várias outras, o que, de alguma forma, mostra o poder da Internet. Em muitos países, os jornalistas acabam utilizando os blogues como fontes de informação. Por exemplo, no auge da invasão ao Iraque o mundo soube do muito do que se passava em Bagdade através dos relatos de Salam Pax (o famoso Baghdad Blogger).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Amiúde tem-se verificado também no país a tendência do recurso aos blogues para relatar as discussões sobre várias questões candentes no país. Tenho em mim que o uso dos blogues como fontes de informação basea-se no facto de em vários casos, os bloguistas são especialistas em suas áreas, o que os torna credíveis perante os jornalistas – quer dizer, porquê não consultar um especialista que a prior escreve desinteressadamente (como se isso fosse possível)?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
De alguma forma a bloguesfera já espevitou muitos jornalistas a abrirem seus próprios blogues não vão ser eles suplantados pelos bloguistas. De 18 de Dezembro de 2007 à 3 de Janeiro de 2008 uma firma norte-americana “Brodeur” convidou 4.000 jornalistas a partir numa &lt;/span&gt;&lt;a href="http://minimediaguy.org/category/citizen-journalism/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;pesquisa &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;via e-mail, tendo 178 completado os formulários. Os resultados mostraram que “um em cada quatro repórteres (27.7%) têm os seus próprios blogues e quase um em cada cinco (16.3%) têm a sua fórum social electrónico. Cerca de metade dos repórteres (47.5%) dizem-se ser ‘furtivos’ – lendo blogues mas comentando raramente”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Me parece que os jornalistas não querem de forma alguma perder os seus empregos e vão à luta com os bloguistas em sua própria casa, aliás esta questão de se o bloguismo é jornalismo suscita calorosos debates na bloguesfera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas dizia eu que o bom jornalista é um bom observador. Novas tendências estão em todo o lado. Por exemplo, tivemos durante muito tempo a proliferação de rádios comunitárias graças a UNESCO e outras organizações estrangeiras. O tempo da esmola acabou e seria interessante ver se essas rádios têm sustentabilidade para continuarem a existir; e o que diz a lei? Apenas ideias!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Como dizia as tendências estão em todo o lado, mas será que a classe jornalística consegue observar e não ver apenas? Um exemplo muito caro é a queda do dólar nos mercados financeiros internacionais. Estará a classe a cogitar sobre as possíveis consequências e impactos em Moçambique? O que é que isso irá significar a curto, médio e longo termos? Seremos afectados e como? O que será dos preços? E quantos àqueles que recem em dólares? São tantas questões que podiam ser levantadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Outra tendência seria a crise energética afectando a África Austral. Como é que isso pode afectar Moçambique como país produtor de energia? Como é que a crise enforma o debate sobre Mphanda Nkuwa? Será que a construção de Mphanda Nkuwa traria ganhos ao país, sabido é que a África do Sul está a aumentar a sua capacidade de produção de energia? Vale ou não a pena aumentar-se a capacidade de produção de energia na Hidroeléctrica de Cahora Bassa?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Só quem observa e não se limita a olhar é que pode ver as tendências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2674247013827968277?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2674247013827968277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2674247013827968277&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2674247013827968277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2674247013827968277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/o-jornalismo-como-observador-de.html' title='O jornalismo como observador de tendências'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6694209261694771939</id><published>2008-01-21T13:32:00.001+02:00</published><updated>2008-01-21T16:07:58.653+02:00</updated><title type='text'>Eusébio não é africano?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R5Slfgmk5wI/AAAAAAAAAGA/w_ogdSFAeFc/s1600-h/eusebio.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157929433992324866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R5Slfgmk5wI/AAAAAAAAAGA/w_ogdSFAeFc/s320/eusebio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Estava eu a fazer a minha habitual leitura quando me deparei com &lt;a href="http://blogs.guardian.co.uk/sport/2008/01/20/eusebio_is_not_african.html"&gt;este artigo&lt;/a&gt;. Não vou comentar, mas o debate no Guardian está interessante. Vejam as respostas no blog do Guardian. Há uma que me parece ser ou de um português ou moçambicano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nalguns casos nota-se uma manifesta ignorância. Apesar de o jornalista ter sido um pouco descuidadoso, o artigo nao deixa de ter o mérito de recomeçar este velho debate de atletas e outros africanos que se destacaram pela positiva na Europa e Estados Unidos, que acabam sendo ou europeus ou americanos. E o "timing" do artigo não poderia ser melhor numa altura em que Sepp Blatter alia-se claramente aos europeus e vai dando recadinhos aos africanos para recalendalizar o Africano, em linha com a Europa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6694209261694771939?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6694209261694771939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6694209261694771939&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6694209261694771939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6694209261694771939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/eusbio-no-africano.html' title='Eusébio não é africano?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R5Slfgmk5wI/AAAAAAAAAGA/w_ogdSFAeFc/s72-c/eusebio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2215510127214221680</id><published>2008-01-21T13:32:00.000+02:00</published><updated>2008-01-21T13:36:29.285+02:00</updated><title type='text'>O debate que foi monólogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na Quinta-feira (17/01/2008) houve o habitual “Quinta à Noite” na TVM – este era o primeiro do ano. No mesmo dia se recordam-se fiz uma postagem onde falava sobre a importância de conhecermos a estruturação ou do debate ou da notícia. O programa de debate “Quinta à Noite” foi de alguma forma uma ocasião para pormos à prova o que lancei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizia eu que o debate deve seguir uma certa estruturação de modo a que se alcancem os propósitos enunciados no início do debate; no caso do último debate era sobre a “Revolução Verde”. Acho que muitos irão concordar que o tema escolhido é deveras pertinente para a nossa sociedade, tanto não seja porque aínda não compreendemos muito do que é isso de “Revolução Verde” no contexto moçambicano. O debate em preço teve quatro painelistas: ministro de agricultura, representante da FAO, técnico agrícola e um economista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A introdução, quanto à mim, foi interessante. Tivemos um momento de opiniões divergentes que mostravam uma certa franqueza (diga-se, rara) na discussão do conceito de “Revolução Verde”, e pudemos compreender melhor sobre os antecedentes históricos do sector de agrucultura no país. Todavia, isso durou por pouco, pois de alguma forma comecei a ficar com a sensação de que os outros davam a sua opinião em função do ministro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mal, em minha opinião, esteve justo na escolha dos painelistas. Para um assunto de grande importância como a “Revolução Verde” era necessário trazer pessoas que iriam, de facto debater e não dialogar. Bem foi tentando o Élio Jonasse levantar questões para o debate, mas os painelistas teimavam em não irem contra a posição oficial e penso que isso deveu-se fundamentalmente na selecção dos painelistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei que critérios o Élio utiliza para a sua selecção, e não sei se o faz em função de uma directiva superior. Mas o que se tem notado é que muitos dos seus painelistas vão à televisão carimbar a opinião oficial dando a entender que não existem opiniões contrárias às oficiais. E assim vamos fabricando consensos de baixa intensidade. Foi o mesmo com relação ao aumento do preço do pão – trouxeram-nos mandioca e não se quis debater; foi o mesmo com o aumento do preço do combustível, tendo-nos trazido comboios e autocarros movidos à gás. De solução em cima do joelho em solução em cima do joelho o país vai em frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se se quer um debate rico, é necessário que os perfís dos painelistas sejam dos mais diversificados possíveis e que tragam pessoas que possam-nos pôr de facto a reflictir o nosso Moçambique.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2215510127214221680?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2215510127214221680/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2215510127214221680&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2215510127214221680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2215510127214221680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/o-debate-que-foi-monlogo.html' title='O debate que foi monólogo'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-371213624818761984</id><published>2008-01-17T16:29:00.000+02:00</published><updated>2008-01-17T16:33:09.951+02:00</updated><title type='text'>A importância da estruturação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta de perguntar já começa a animar. Se há algo que prende a minha atenção nos nossos canais televisivos são os noticiários e os debates. Interessa-me ver como os noticiários e os debates são estruturados. É um exercício interessante. Invariavelmente fico dividido entre a TVM e a STV – existe uma grande diferença na abordagem dos assuntos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nota-se a diferença de qualidade nos telejornais, mais em termos de notícias que dão voz ao cidadão comum não restam dúvidas quem prende mais a minha atenção. Voltando à vaca fria, a estruturação é muito importante porque permite-nos prever, não as conclusões, o arrolamento das notícias e o que o debate pretende atingir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nos telejornais é possível, por exemplo, notar que as notícias são arroladas em função do seu valor noticioso (o critério usado para seleccionar as notícias), da sua agenda noticiosa (a gama de tópicos seleccionados e a sua ordem de arrolamento), se são notícias sérias (hard) ou não-sérias (soft) – aqui temos a tal subdivisão das notícias entre tópicos “difíceis” como a economia e “fáceis” como o desporto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em contrapartida, o debate apenas pretende abordar um único tópico. É possível ver através dos painelistas e suas áreas de especialização se o debate vai seguir uma abordagem sócio-cultural, política ou económica. E os seus perfís podem também nos indicar se pensam “outside the box” ou se são tradicionalistas. E a reputação do moderador também acaba contando muito: se é um moderador que joga “ping-pong” com os membros do painel ou se deixa que os mesmo tome conta do debate.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É que quem controla o debate é o moderador e não os painelistas. Diz-se que a pior coisa que pode-nos acontecer é deixar o entrevistado ou painelistas tomarem conta da entrevista ou debate. Há vários entrevistadores e moderadores que se deixam influenciar pela posição ou títulos académicos do entrevistado ou painelista – reparem como as entrevistas são diferentes quando é o Presidente Armando Guebuza e Afonso Dhlakama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Noutros países, o moderador tem as perguntas ou questões já pesquisadas por uma equipe que trabalha para o efeito. Já perguntei por ver a qualidade de alguns moderadores se têm pesquisadores nas suas redacções. A resposta que obtivi é de que não existem pesquisadores no seu verdadeiro sentido. Apenas pessoas que buscam informação e não a sintetizam, e nem dão os argumentos contra e à favor. Como dizia anteriormente, nunca se pode medir a importância de uma boa pesquisa – todo o processo começa daqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Imaginem o que o jornalista teria ganho, e por tabela nós os outros, se tivesse interpelado o porta-voz do Ministério da Defesa, quando das explosões do paiol de Mahlazine, quando disse que as pessoas deviam ficar em casa com as janelas bem fechadas e bem placadas no chão! Mas o jornalista acreditou na palavra do ministério sem duvidar. A tentação de acreditar nos dirigentes, académicos, padres, imamos, entre outros, é muito grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há debates que servem puramente para esclarecer, outros para influenciar as opiniãos dos ouvintes e telespectarores. A finalidade do debate é mesmo de oferecer ou acrescentar factos ao conjunto de opiniõs já existentes. Pessoalmente vejo pouca utilidade em seguir um debate em que não aprendo nada de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
As perguntas que nos devemos fazer no fim de uma notícia ou debate é se a informação teve alguma relevância, se acrescentou valor àquilo que já sabíamos sobre uma determinada questão, se a própria estrutura do debate permitiu que todos os painelistas expusessem o seu ponto de vista ou ficava este beneficiado em detrimento daquele outro, se o debate explorou cabalmente os assuntos, se foram experimentados vários ângulos, se o que se diz é ideologia ou factos, se as opiniões contra têm o mesmo espaço que as opiniões à favor, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que vale, por exemplo, ter painelistas que concordam em quase tudo? Penso que um debate deve ter opiniões divergentes para fornecerem-nos todos os lados do debate. Quando os painelistas concordam em tudo isso já não é debate, mas sim um monólogo. E isso não ajuda aos ouvintes ou telespectadores. Portanto, o moderador e a realização devem ter em mente estes aspectos quando preparam o debate e fazem a escolhas dos painelistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-371213624818761984?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/371213624818761984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=371213624818761984&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/371213624818761984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/371213624818761984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/importncia-da-estruturao.html' title='A importância da estruturação'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4468294606847438781</id><published>2008-01-15T15:26:00.000+02:00</published><updated>2008-01-15T15:34:04.575+02:00</updated><title type='text'>Perguntas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“O quê, porquê, quando, como, onde e quem” são seis partículas interrogativas importantes no quotidiano do jornalista. São tão importantes que figuram logo a seguir à definição do que é o jornalismo e/ou jornalista. Costuma-se dizer que a essência de um bom jornalismo é saber fazer as perguntas certas – não sei o que isso quer dizer, mas apenas posso adivinhar. O que me salta à vista é o “saber fazer as perguntas certas”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Se repararem numa notícia qualquer poderão ver que o bom “lead (primeiro parágrafo)” responde as essas seis partículas. Devo acrescentar que isso também vai depender muito do género da notícia. Mas a grande razão pela qual, quanto à mim, é importante o uso dessas partículas interrogativas prende-se com o facto de que evita-se respostas tipo “sim” e/ou “não”. As perguntas devem ser abertas para convidar comentários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O senso comum manda dizer que não se pode fazer as “perguntas certas” sem o ter-se uma mistura de intuição, curiosidade, persistência, perspicácia e bom senso. Evidentemente que aínda é necessário que o entrevistador tenha o domínio do assunto que se obtém através de uma pesquisa aturada – não há nada tão irritante do que ler uma entrevista em que se vê claramente que o jornalista não estava preparado. Penso que a pesquisa é o primeiro passo para se conseguir uma boa entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Houve um jornalista norte-americano (já não me recordo do nome) que uma vez disse que o jornalismo é uma grande profissão na medida em que nos permite assumir a condição natural humana, que é um misto de ignorância e curiosidade. Em poucas palavras, o tal jornalista parece ter capturado o essencial no jornalismo. Mas quantos de nós hoje podem proferir a sua ignorância perante o entrevistado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Saber perguntar não se aprende de um dia para o outro. É preciso prática, vontade e persistência. A qualidade da notícia depende essencialmente da qualidade das perguntas. Quanto melhor forem formuladas as perguntas, melhor são as chances de que a estória será boa – é evidente que o entrevistador também deve saber escrever, mas boas perguntas é meio caminho andado. Podia dizer mais: que o jornalismo depende de perguntas e questionamentos, porque sem perguntas tornamo-nos em meras esponjas falantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nos manuais jornalísticos insiste-se muito na ideia de que é preciso pedir clarificação quando não se entende o que o entrevistado está a dizer; as vezes o entrevistado não sabe como dizer o que quer dizer. Daí que o jornalista deve solicitar a clarificação de termos e conceitos difíceis de modo a poder transmitir com exactidão o pensamento do entrevistado aos seus leitores, ouvintes e telespectadores – uma coisa que descobri é que quanto mais mostrei a minha ignorância ou curiosidade a fonte mais se abria. Me pareceu que as fontes se abrem mais quando sentem que estão a assumir uma atitude pedagógica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Hão-de porventura perguntar porquê estou hoje a falar de perguntas? A resposta reside no facto de que abundam no nosso jornalismo estória não tão bem contadas, o que sugere que ou o jornalista não soube fazer boas perguntas ou não percebeu o que o entrevistador quis dizer. A última hipótese seria a de que o jornalista pode ter praticado a auto-censura. O certo é confrangedor ler estórias inacabadas; para além de ser mau sob o ponto de vista jornalístico, também é prestar mau serviço aos leitores, ouvintes ou telespectadores que muitas vezes dependem dos jornalistas para se informar sobre os acontecimentos do distrito, país e mundo. Estão a ver o cocktail de direitos que acabam sendo coarctados porque alguém não desempenhou a sua tarefa da forma mais profissional possível?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A “morte” do jornalista reside justamente na mania de pretender saber tudo ou na falta de humildade suficiente para fazer a pergunta mesmo que possa parecer estúpida (o que é sempre um ponto de vista). O ideal é ser criticado por escrever uma estória estúpida e não por fazer uma pergunta estúpida &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4468294606847438781?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4468294606847438781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4468294606847438781&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4468294606847438781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4468294606847438781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/perguntas.html' title='Perguntas'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-5104381620965320942</id><published>2008-01-09T15:56:00.000+02:00</published><updated>2008-01-09T17:07:21.532+02:00</updated><title type='text'>Guebuza não recandidatar-se-á?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta semana postei &lt;a href="http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/uso-abusivo-e-excessivo-de-fontes.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; sobre o uso abusivo e excessivo de fontes de informação anónimas no jornalismo, e eis que hoje recebo um jornal via fax (O Observador) que na sua edição de 8/01/2008 traz uma &lt;a href="http://www.4shared.com/file/34339268/cc031dab/O_OBSERVADOR_0128.html"&gt;notícia bombástica&lt;/a&gt; cujo alicerce é uma fonte anónima. Tenho a dizer que nunca tinha ouvido falar deste jornal (o problema dos jornais fax é que surgem e desaparecem no anonimato).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem... a notícia tenta nos dizer que o Presidente Armando Guebuza anda insatisfeito com a falta de sinceridade e sabotagem dos seus colaboradores, pelo que poderá não candidatar-se à um novo mandato a que a Constituição da República o permite. Como disse, esta notícia tem como fonte um anónimo no seio do seu círculo (um familiar). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Pelo que pude depreender do artigo, o seu autor não se deu ao cuidado de consultar fontes bastantes ou mesmo o próprio Chefe de Estado para fazer a acarreação da informação em seu poder. Portanto, é a opinião de uma pessoa contra a do Chefe de Estado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não vou entrar nas possíveis significações políticas que tal pronunciamento de Guebuza poderá ter (se é que, de facto, pensou ao alto sobre o assunto), quero tão somente enfatizar o quão pernicioso pode ser o uso de fontes anónimas. E o pior disso tudo é que não podemos obrigar o articulista a revelar a sua fonte (lei é lei, não?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Um dos problemas das fontes anónimas é de não nos permiterem que façamos uma acarreação, quando muito podemos logo que possível perguntar aos Chefe de Estado – mas estou a ser demasiado ingénuo para pensar que Guebuza nos diga que de facto anda agastado com a situação e que está a reconsiderar a sua recandidatura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas o que me parece grave na estória é que o argumento parece não condizer com o que pudemos perceber sobre a ascenção de Guebuza ao poder, para se como líder da própria Frelimo, e o que subsequentemente fez com esse poder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há aqui uma falta gritante de responsabilidade demonstrada pelo articulista do artigo, porque parece não ter-se dado ao trabalho de investigar melhor e consultar politólogos que pudessem ver os cenários actuais e darem o seu ponto de vista – não será esta estória mais um rumor disfarçado em um “furo”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-5104381620965320942?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/5104381620965320942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=5104381620965320942&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5104381620965320942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/5104381620965320942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/guebuza-no-recandidatar-se.html' title='Guebuza não recandidatar-se-á?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4360808726729267733</id><published>2008-01-08T17:19:00.000+02:00</published><updated>2008-01-08T18:34:39.792+02:00</updated><title type='text'>Cheias e montes de dinheiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Numa Oração de Sapiência proferida na abertura do ano lectivo 2001-2002 da Universidade Eduardo Mondlane, o falecido Prof José Negrão, citado no Relatório Nacional do Desenvolvimento Humano 2005, dissertou sobre a necessidade de se aprender a viver com as cheias. Acho que a mensagem veio mesmo a calhar porque o país (principalmente a zona sul) acaba de saír de umas cheias devastadoras para a nossa infrastrutura socio-económica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“... em meados da década de setenta, era óbvio para todos nós que as pessoas afectadas pelas cheias tinham de saír de perto do rio e ir viver em zonas mais elevadas.... Em suma, viver longe das cheias... Novas cheias vieram em 2000 e... (este princípio) foi qualitativamente alterado para o de viver com as cheias. Desenvolver um sistema de alerta rápido e eficaz, definir linhas de fuga e identificar zonas de refúgio... Esta é uma concepção totalmente diferente e nova sobre como lidar com as cheias, ou seja, novo conhecimento foi produzido baseado na nossa experiência e especificidade enquanto país... Aprender a viver com as cheias significa também tirar proveito do que de bom estas têm para dar e o que podemos aprender por causa delas...” disse Negrão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Desculpem-me citar este longo extracto, mas tinha que o fazer sob risco de perder algum do seu sumo. Interessa-me mais a parte em que Negrão falou de “desenvolver um sistema de alerta rápido e eficaz, definir linhas de fuga e identificar zonas de refúgio.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O governo moçambicano, através das suas várias instituições como o Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC), já desenvolveu sistemas de aviso prévio (Plano de Contingência, elaborado anualmente, sob a égide da Primeira Ministra) e está também ligado à uma rede hidrometereológica regional, entre outros. Não é por acaso que agora se fala de alertas vermelhos (o código mais alto e perigoso). Se o sistema é eficaz ou não, cabe aos peritos o julgarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Este novo conhecimento, como disse o Prof Negrão, permite ao país definir os meios a usarem para o socorro às populações e evidentemente criar zonas de reassentamento delas - aqui a porca torce o rabo. Uma questão prévia: quem são essas populações? são populações locais ou imigrantes? alguém pode dizer se volta-e-meia, ano após ano, não são as mesmas pessoas que são socorridas? porquê teimam em voltar para os mesmos locais sabendo que as águas eventualmente virão destruir as suas culturas? Como disse, eram questões prévias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Há algo que ressalta nesta nova abordagem do governo. Não me recordo de nalgum momento falar-se de mortes devido às chuvas. Deve ser sinal de que a máquina de resgaste está bem oleada – acho que na linguagem das calamidades estar preparado significa reduzir possíveis perdas de vida ao mínimo. Portanto, usando este critério o governo safa-se muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O drama é mais intenso no período pós-cheias e parece que este ano vai ser pior, a julgar pelos cabeçalhos dos jornais. Fala-se das &lt;a href="http://www.4shared.com/file/34238568/baacbfee/ATribunaFax0625.html"&gt;piores cheias de sempre no vale do Zambezi &lt;/a&gt;– não sei se é alarmismo ou realidade. Nas notícias que lí não esteve claro com que base é que o INGC diz que estas serão as piores cheias de sempre. De qualquer das formas a mensagem não podia estar mais clara para os doadores, quero dizer, parceiros de cooperação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Hoje o Notícias anuncia que “&lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/103122"&gt;Cheias no país: Parceiros preparam resposta de emergência”. &lt;/a&gt;Estão a ver o padrão que emerge? Não estou a tentar ser mesquinho, mas é que não posso resistir à tentação de questionar porquê precisamos de ter este circo quase todos os anos? Tenho em mim que parece estarmos perante um ciclo vicioso (chuvas-cheias-resgate-reassentamento-apelo humanitário-volta às origens-chuvas). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não será altura de se procurar um outro tipo de intervenção que não passe por este drama todo? Me parece contra producente que ano após ano tenha que viver este drama. Há quem vai dizer que as populações vivem em áreas susceptíveis de cheias porque são as mais férteis. Há alguma verdade nisso, mas porque não criar incentivos para que fiquem um pouco longe das margens? Tais incentivos passariam pela criação de pequenos diques de irrigação para a prática de agricultura um pouco longe das margens – talvez o investimento, a longo termo, fosse menor em relação ao que os parceiros de cooperação nos dão sempre que há cheias (uma hipótese).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Penso que o governo deve ser um pouco mais duro na forma como lida com este tipo de situações. É irónico que para se construir barragens ou outro tipo de empreendimentos (como a Mozal, por exemplo) consegue-se reassentar as populações, mas já não se consegue quando é para mitigar os efeitos das cheias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Evidentemente que, as populações hão-de sempre voltar quando se apercebem que o governo vai colocá-las em centros de reassentamento. Porquê não encontrar formas para quebrar este ciclo vicioso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já agora, qual é o papel da Hidroeléctrica de Cahora Bassa nisso? Como é que se gerem as descargas, sabido que é que neste momento estamos a falar de cerca de 6,000 metros cúbicos por segundo? A construção de uma outra barragem à jusante ajudaria a minimizar a situação? E porquê não falar de outros rios como o Save e o Buzi? O que se deve fazer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E qual é o papel da comunidade humanitária nisso tudo? Vai sempre nos dar dinheiro quando houver problemas? Não será altura de pensarmos numa eventualidade deles desenvolver a tal “fatiga de doadores”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E porquê é que os meios de comunicação social não procuram diversificar as suas fontes? O facto de o INGC ser o órgão estatal que lida com as calamidades naturais não implica que seja o único que possa dar uma opinião abalizada sobre o que está a acontecer naquela região. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4360808726729267733?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4360808726729267733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4360808726729267733&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4360808726729267733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4360808726729267733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/cheias-e-montes-de-dinheiro.html' title='Cheias e montes de dinheiro'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3901209095497536027</id><published>2008-01-07T13:16:00.000+02:00</published><updated>2008-01-07T13:19:57.834+02:00</updated><title type='text'>Uso abusivo e excessivo de fontes anónimas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dos pecados do jornalismo moçambicano no ano transacto foi o uso abusivo e excessivo de fontes de informação anónimas. Essas fontes são muito usuais em estórias consideradas sensíveis. Aparecem quase que invariavelmente como “fontes bem colocadas”, “pediu anonimato”, “fontes oficiosas”, “fonte bem identificada”, “segundo analistas”, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Que fique bem claro que as fontes são um elemento muito importante na actividade jornalística. Sem fontes não temos estórias; podemos até ter estórias mas dificilmente serão factuais porque fruto das nossas imaginações. O jornalista precisa das fontes como o ser humano precisa de ar para respirar – não é exagero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Exagerado é o crescente uso de fontes anónimas no seio dos órgãos de comunicação moçambicanos. Não estou contra o uso de fontes anónimas, pelo contrário. O que penso que é a qualidade de informação que essas fontes denunciam não merece o tempo de um jornalista que se preze – é informação que roça ao ataque de figuras e guerrinhas dentro de um determinado sector.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Raras vezes é informação que ajude a clarificar seja lá o que for. Há informação fornecida por anónimos que é necessária. Penso que muitos aínda estarão recordados do famoso informador “Garganta Funda” que forneceu aos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal norte-americano Washington Post, informação que levou o falecido Richard Nixon a demitir-se do cargo de presidente dos EUA – Nixon foi implicado no arrombamento e roubo nos escritórios do democratas situados do Hotel Watergate, em Washington.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Aqui viu-se que a informação era muito importante para não ser publicada. Como soi dizer, as vezes a única forma de obter a estória é prometer a confidencialidade da fonte. Mas alguns repórteres agem de forma desonesta e até há casos onde se fabrica fontes. Por exemplo, o uso de “segundo analistas” acaba às vezes sendo um disfarce do que o próprio repórter quer dizer, por outras palavras, ele é que é o analista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Essa coisa de fontes anónimas joga muito com a credibilidade e transparência. O uso excessivo do anonimato pode até levar o órgão de comunicação a perder credibilidade perante os seus leitores, principalmente quando com o tempo se chega a saber que a informação era falsa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas também pode-se entender o porquê do uso abusivo e excessivo de fontes anónimas. No nosso caso talvez o calcanhar de aquiles resida no facto de não se saber ao certo quem deve fornecer a informação no sector público; e se se sabe, várias justificações (segredo de Estado) são utilizadas para não se fornecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É aqui onde começam todos os dilemas. O MISA – Moçambique tentou de alguma forma corrigir essa situação ao encabeçar um processo de auscultação nacional de três anos que culminou com a deposição de um ante-projecto de lei sobre o direito á informação no parlamento moçambicano, aos 30 de Novembro de 2005. De lá para cá a magna casa do povo aínda não se dignou a sequer agendar a discussão do ante-projecto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Penso eu que a ser aprovada e promulgada, a lei teria o condão de, pelo menos, encorajar os guardiões de informação pública a colocá-la onde todos os interessados possam acedê-la. Isso seria apenas um começo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mais do que isso, é necessário acabar-se com a cultura de secretismo que grassa a nossa sociedade – só para vermos até que ponto essa cultura vai, imaginem que até hoje o Estado moçambicano aínda não revelou-nos o texto completo dos Acordos de Lusaka!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Acho também ser importante não se ficar apenas pelas fontes anónimas. Os meios de comunicação social devem fazer suas próprias investigações visando reduzir a sua dependência em fontes anónimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3901209095497536027?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3901209095497536027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3901209095497536027&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3901209095497536027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3901209095497536027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/uso-abusivo-e-excessivo-de-fontes.html' title='Uso abusivo e excessivo de fontes anónimas'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-4165756130132696998</id><published>2008-01-04T15:40:00.000+02:00</published><updated>2008-01-04T15:42:20.343+02:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei que já passam alguns dias desde que o novo ano iniciou. Mas, como soi dizer, vale mais tarde do que nunca. Quero aproveitar esta oportunidade para vos desejar um novo ano próspero e um muito de bom de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Antes de partir para as férias quis falar-vos das minhas resoluções para este ano. Afinal não é quando as páginas do calendário chegam ao fim que nos lembramos de fazermos o nosso balanço e sonharmos com o que podemos fazer no novo ano? Eu, por acaso, faço essa reflexão três vezes por ano – quando completo anos em Agosto, quando todo o mundo assim o exige e porque, como muçulmano, não deixo de celebrar o nascimento do novo ano islâmico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Bem, de alguma forma fui ultrapassado pelos eventos, mas também não faz mal. Uma amiga minha e jornalista malaia, Mangai Balasegaram, e o nosso sociólogo Elísio Macamo cada qual à sua maneira escreveram sobre isso. Antes de partir para as férias quis falar sobre a integridade (este é que é a minha resolução para este novo ano).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A questão não me deixava dormir que na mensagem via sms do final de ano à amigos, familiares e conhecidos tive que desejar a todos “boa integridade”. Com isso quis dizer que todos fóssemos íntegros nas diversas esferas em que interagimos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que me levou a reflectir sobre a integridade foi primeiro a minha pessoa (desempenho profissional e privado), e da minha classe, e por último da sociedade em geral. Tenho que ser honesto e diser que por diversas razões houve vezes em que não fui honesto com os meus superiores, e não cumpri com certas metas. Houve momentos em que faltei a palavra aos meus amigos – prometi e não cumpri.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Reparei que a classe continuou com os males dos anos anteriores. Uma bipolarização entre os pró-governo (por tabela pró-Frelimo) e os contra-governo, embora este e aquele órgão de comunicação social conseguisse sobressair-se das posições e oposições – as trincheiras continuam separadas quando devia-se ter uma única. Houve ataques e contra-ataques à colegas por se discordar com esta ou aquela opinião. Não se atacou a opinião dos tais colegas, ou se se atacou foi mais no sentido de subestimá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A sociedade continua a achar normal certas práticas como, por exemplo, o amantismo, os “tchuna-babes (refiro-me aqui ao fenómeno onde gente crescida toma conta de uma família para ter o privilégio de andar com a quatorzinha da mesma)”, os músicos que apelam ao lúdico e vulgar, os esquemas de corruptela no sector público, as manipulações de eleições na federações, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Podia até dizer que temos uma crise de integridade. Portanto, decidi que este ano tenho que ser o mais íntegro possível porque, como alguém me dizia noutro dia, a integridade é o que nos torna efectivos e eficientes como pessoas e sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A minha pobre contribuição é de precisamos de criar um ambiente em que se recomenda a prática de integridade. Não estou a advogar a elaboração de legislação específica. Não são as leis que moralizam a sociedade, são as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Então, o primeiro passo seria de encontrarmos referências e boas práticas. Cada um de nós pode encontrar uma referência no seio da sua família, no escritório ou mesmo noutro ponto do país. Precisamos de inspiração. Pode até ser que a nossa inspiração seja alguém com valores diametricamente opostos aos nossos, mas se mantém-se firme aos seus princípios porquê não emular o seu modo de ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Depois da mea culpa mais acima, tenho a dizer que orgulho-me por tentar ser o mais íntegro possível no que escrevo. Raramente escrevo algo que ache estar errado. Não é fácil porque a integridade exige honestidade e cometimento, como diria a minha amiga Mangai Balesegaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Em última instáncia ser íntegro requer responsabilidade e coragem. Ter responsabilidade e coragem de dizer o que acha que está certo da melhor maneira possível não é fácil. Requer um treinamento constante do nosso ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, isso começa dentro de nós. Ninguém muda as coisas ficando encafuado num quarto ou apenas por falar sem agir. As nossas palavras devem ser acção, senão que exemplo é que podemos dar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nada de dizer que não sou nada, pois fique a saber que, conforme um anónimo disse, se colocar um pequeno valor sobre si, o resto do mundo não vai elevar o seu preço. Cabe a nós colocarmos o nosso preço em nós mesmo tentando ser o mais íntegro possível.
Boa integridade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-4165756130132696998?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/4165756130132696998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=4165756130132696998&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4165756130132696998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/4165756130132696998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2008/01/feliz-ano-novo.html' title='Feliz Ano Novo'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-6327382753264135816</id><published>2007-12-21T16:02:00.000+02:00</published><updated>2007-12-25T14:36:23.084+02:00</updated><title type='text'>Ainda sobre o Fama Show</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2vH0Amk5vI/AAAAAAAAAFI/YY8n8tqThR0/s1600-h/logo_esq.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146426695529850610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2vH0Amk5vI/AAAAAAAAAFI/YY8n8tqThR0/s320/logo_esq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alguém me fez chegar via correio electrónico uma mensagem com anexos que podem aceder &lt;a href="http://www.4shared.com/dir/4922775/25f0b07e/sharing.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. A mensagem é simples: “Aos meus amigos ‘manhembanes’
TEMOS A FAMA DE SER CACATAS.. EIS A CHANCE DE PROVAR O CONTRÁRIO, VAMOS LÁ VOTAR!!!!!!”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Três coisas ressaltam à vista: (i) os manhambanes têm fama de ser cacatas, (ii) votar porque é manhambane, (iii) o marketing informal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No primeiro caso estamos ou não na presença de um estereótipo? Se estivermos, como é que esse estereótipo se reproduziu? Quem tira proveito da situação? O que é ser cacata? Significa o mesmo que ser cauteloso no uso dos recursos, ou será que significa o não uso desses mesmos recursos? Será que essa condição de “cacatismo” cria riqueza entre os manhembanes? Se sim, como é que Inhambane apresenta-se como uma das províncias mais pobres de Moçambique? Será que votar numa manhembane mudou a percepção de que os manhembanes são cacatas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No segundo caso podia-se questionar se o simples facto de ser duma província é suficiente para que toda ela se junte em seu favor? É bom juntarmo-nos a alguém só porque é da nossa província mesmo se ela é bou ou não no que faz? O que dizer do voto regional? Tem isso alguma relação com a Unidade Nacional de que se apregoa? É possível extrapolarmos isso ao nível político?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já no terceiro caso vê-se um caso de marketing informal. É que alguém teve a ideia de organizar o público afecto à concorrente manhembane no Fama Show a votar nela. Conforme podem ver no programa existe todo um aparato à volta da concorrente, e até este é um programa ganhador visto ter-se planeado festas com a presença do mais alto governante daquela província e uma caravana de Maputo à Inhambane. Será que alguém está a estudar esse fenómeno na altura das edições do Fama Show? Devia ser um estudo interessante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-6327382753264135816?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/6327382753264135816/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=6327382753264135816&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6327382753264135816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/6327382753264135816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/algum-me-fez-chegar-via-correio.html' title='Ainda sobre o Fama Show'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2vH0Amk5vI/AAAAAAAAAFI/YY8n8tqThR0/s72-c/logo_esq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-191009352148782321</id><published>2007-12-20T16:44:00.000+02:00</published><updated>2007-12-20T16:52:38.927+02:00</updated><title type='text'>Que ha' num nome?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2qA6Qmk5uI/AAAAAAAAAFA/oXPW0AnakrA/s1600-h/lg_barclays.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146067262601750242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2qA6Qmk5uI/AAAAAAAAAFA/oXPW0AnakrA/s320/lg_barclays.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Que há num nome? Pois aquilo que chamamos de rosa/ Por qualquer outro nome/ Exalaria o mesmo doce perfume" Esta é a pergunta que o célebre brado e dramaturgo británico, William Shakespeare, tergiversa na sua famosa peça "Romeu e Julieta."&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Lembrei-me da pergunta quando li no semanário Magazine Independente (19/12/2007) que o Banco de Moçambique concedeu um prazo de um mês ao Barclays Bank para completar a mudança do seu nome e imagem. As sucursais da Barclays Bank ostentam apenas o nome Barclays e o Banco Central quer que apareça o nome completo "Barclays Bank Moçambique, conforme o seu registo. Recordem-se que a Barclays Bank é ao accionista maioritário (56.6%) do ABSA Bank da África do Sul e detentora dos 80% de acções que os sul-africanos detinham no antigo Banco Austral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O argumento do Banco Central é de que o nome Barclays dificulta a sua identificação como uma instituição bancária. Portanto, na óptica do Banco Central, o Barclays deve até 10 de Janeiro de 2008 proceder à respectiva mudança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Utilizando uma analogia desportiva, será que não será possível ou será difícil identificar o Costa do Sol apenas porque não se apresenta usualmente como Clube Desportos da Costa do Sol? Não basta dizer apenas Costa do Sol? Será que a mudança de Banco Austral para Barclays implicou também mudança de espaço físico de modo a que os clientes não consigam localizar o banco? Não terá a Barclays procedido a uma campanha de sensibilização dos seus clientes antes da mudança da imagem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
É verdade que o país já está farto de tamanha ilegalidade que é cometida por aí, mas não estará o Banco Central a ser legalista demais? Haverá problema em uma instituição registar-se com três nomes, por exemplo, e apenas usar um para facilitar a sua identificação? Haverá noção, por exemplo, de que a Barclays Bank fez o seu "rebranding" e como tal usa apenas o nome Barclays e o pássaro constante do seu logo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Penso que o Banco Central tem preocupações com que se preocupar do que andar atrás de mesquinhices. Por acaso, houve quem teria sentido se burlado por a Barclays Bank apenas querer identificar-se por Barclays? Que a inflação não inflacione os egos dos administradores do Banco Central - Barclays Bank ou Barclays, basta proteger o dinheiro dos seus clientes e vendê-lo a quem o precisa, ou por outras palavras, basta continuar a desempenhar as suas funções, entre outros, está bem para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-191009352148782321?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/191009352148782321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=191009352148782321&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/191009352148782321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/191009352148782321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/que-ha-num-nome.html' title='Que ha&apos; num nome?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2qA6Qmk5uI/AAAAAAAAAFA/oXPW0AnakrA/s72-c/lg_barclays.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2912949965755238528</id><published>2007-12-20T13:11:00.001+02:00</published><updated>2007-12-20T13:58:53.924+02:00</updated><title type='text'>Ecos de Samora Machel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2pYdAmk5tI/AAAAAAAAAE4/ojoHAxcyIBw/s1600-h/Samora+Machel+1974.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146022779625465554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2pYdAmk5tI/AAAAAAAAAE4/ojoHAxcyIBw/s320/Samora+Machel+1974.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei quem escrevia os discursos de Samora Moisés Machel. Talvez um dos Honwanas? Talvez Aquino Bragança? Bem... isso não interessa muito. O mais importante é que as palavras de Machel foram durante muito tempo o evangelho que capturou a imaginação do povo moçambicano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Tirei esta foto da mural de azulejos na Avenida da Marginal. Certamente Samora Machel dirigia-se aos seus colaboradores e dirigentes do então. A mensagem me parece estar clara: "... não façam da tarefa recebida um privilégio ou meio de acumulação de bens ou distribuir favores." Penso que para os então dirigentes não terá sido difícil cumprir com as orientações de Samora Machel. Isso foi na altura (em 1974) - mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Graça Machel, através do Centro de Documentação Samora Machel, resgatou a mensagem do espólio revolucionário e a trouxe aos olhos das novas gerações, e para que os dirigentes de hoje não esqueçam. Porquê é que Graça Machel trouxe essa mensagem? Que significados é que se pode atribuir a ela? Terá sido isso na sequência do seu discurso no congresso da Frelimo, em Quelimane? O que é que o gesto da Graça Machel pretende significar? Que mensagem quer ela fazer passar ao povo? Que existe um fosso entre ela e os restantes dirigentes? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que dizemos nós os outros? Há aínda necessidade de se ensinar o discurso samoriano? Se sim, em que moldes? Será que a Frelimo aínda se revê nesse discurso? Pode-se hoje pedir aos dirigentes para que "não façam da tarefa recebida um privilégio ou meio de acumulação de bens ou distribuir favores"? Não seria interessante só olhar para o discurso samoriano no seu próprio contexto e, por conseguinte, fazer disso um mero exercício académico? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para além das reflexões que as palavras possam suscitar, uma coisa está clara: a cidade vai ficando mais linda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2912949965755238528?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2912949965755238528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2912949965755238528&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2912949965755238528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2912949965755238528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/no-sei-quem-escrevia-os-discursos-de.html' title='Ecos de Samora Machel'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2pYdAmk5tI/AAAAAAAAAE4/ojoHAxcyIBw/s72-c/Samora+Machel+1974.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-661472141414563924</id><published>2007-12-18T16:14:00.000+02:00</published><updated>2007-12-18T17:19:11.805+02:00</updated><title type='text'>Vem ai os Ides da discórdia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2fWpAmk5oI/AAAAAAAAAEQ/PU8saKiepfM/s1600-h/eid+ul-adha+mubarak.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145317099318863490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2fWpAmk5oI/AAAAAAAAAEQ/PU8saKiepfM/s320/eid+ul-adha+mubarak.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há tempos escrevi um artigo publicado no semanário Savana onde pretendia questionar o significado da então alteração à pedido dos muçulmanos da data das primeiras eleições provinciais de 20 de Dezembro de 2007 para 16 de Janeiro de 2008. Os muçulmanos fizeram o pedido na altura por haver fortes probabilidades de 20 de Dezembro coincidir com o Ide ul-Adhá, sendo que (uma grande data no calendário islâmico, que marca o fim da peregrinação à Terra Santa de Makkah, na Arábia Saudita). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
No referido artigo aplaudia a decisão do Chefe do Estado de alterar a data como uma demonstração de sensibilidade e respeito ao direito dos muçulmanos de festejar uma das suas datas festivas com alguma dignidade, mas também questionava se os muçulmanos, principalmente as suas lideranças, saberiam interpretar a decisão do Chefe de Estado como uma oportunidade para soerguerem-se acima das suas habituais disputas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Ao que parece não será desta feita em que os muçulmanos vão harmonizar o critério da celebração dos ides. Mais uma vez o Ide será festejado em dois dias. Isto até não constitui problema porque os dias dos festejos são três – mas a realidade é que no país o Estado apenas reconhece um dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O problema é que para um país como Moçambique onde se fala que se deve correr e não andar no processo de produção de riqueza nacional, deve ser irritante para um patrão não-muçulmano, mas empregando vários muçulmanos, ter que planificar sem saber em que dia contar com Issufo ou Riaz, isto porque a actual divergência de interpretação do critério dos ides continua sem solução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Dizia na altura que as prováveis datas do Ide ul-Adhá seriam 19, 20 e 21 de Dezembro, em função da metodologia que se quisesse seguir. Expliquei também que o calendário islâmico é lunar e depende da visualização da lua nova. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O problema surge na interpretação de “visualização”: (i) existem os dogmáticos que querem ver a lua à olho nu, (ii) outros a preferirem o uso de meios tecnológicos (como binóculos, telescópios e modelos de cálculos astronómicos).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A interpretação da metodologia a ser seguido acaba ficando refém de quatro correntes de pensamento islâmico (hanibalita, hanafita, maliquita e shafita). Em Moçambique predominam duas escolas de pensamento: hanafita e shafita, sendo a última a predominante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Essa interpretação leva então a dois critérios, a saber, (a) visualização local ou regional, ou seja, anuncia-se o início e o fim do Ramadan (mês de jejum) e do Zhul Haj (mês de peregrinação, em cujo décimo dia se comemora o Ide ul-Adhá) quando a lua for visualizada em território nacional ou num outro país da região; (b) visualização geral, ou seja, anuncia-se o início e o fim do Ramadan (mês de jejum) e do Zhul Haj (mês de peregrinação, em cujo décimo dia se comemora o Ide ul-Adhá) seja onde for visualizada a lua. Globalmente, o ponto de referência tem sido a Arábia Saudita, principalmente para o Ide ul-Adhá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O mundo islâmico está no mês de Zhul Haj e o calendário saudita informa que o décimo dia corresponderá ao dia 19 de Dezembro de 2007 (Ano Gregoriano), portanto Quarta-feira. Neste mês de Zhul Haj existe um marco importante que antecede o Ide, e esse marco é a Concentração nos Planos de Arafat. Depois que o peregrinos abandonam os planos de Arafat, é o Ide. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Hoje (18/12/2007), todos os peregrinos estão concentrados em Arafat e os que não fizeram a peregrinação passam o dia em jejum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Quem observa atentamente a comunidade islâmica moçambicana pode constatar que mais do que doutrinais, as diferenças ou discórdias em torno do critério a utilizar são reflexo de luta pelo poder de liderar a tal comunidade (um dia volto ao assunto). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas se quiserem ver de que lado pende a balança é só repararam a que grupo o governo de Moçambique vai conceder a tolerância de ponto.

PS: A todos os muçulmanos um abençoado e sagrado Ide. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-661472141414563924?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/661472141414563924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=661472141414563924&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/661472141414563924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/661472141414563924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/vem-ai-o-ides-da-discrdia.html' title='Vem ai os Ides da discórdia'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2fWpAmk5oI/AAAAAAAAAEQ/PU8saKiepfM/s72-c/eid+ul-adha+mubarak.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-1037968523854205502</id><published>2007-12-17T16:35:00.000+02:00</published><updated>2007-12-17T16:37:39.195+02:00</updated><title type='text'>Fama Show ou Faces Show?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caíu o pano. O Fama Show já era. Até para o ano (?) Tudo leva a crer que este fenómeno chamado Fama Show vai aparecer na sua 4ª edição e aínda mais popular. Desta vez, nem de passagem, hei-de questionar sobre o quê leva as pessoas a verem o Fama Show? ou sobre o quê as leva a gastarem os seus meticais para votarem todas as semanas (5 meticais por mensagem). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A 3ª edição começou com promessas de novidades por parte dos organizadores. Em termos de espectáculo não houve nenhuma novidada. Não me recordo se todos os finalistas recebiam um prémio de consolação nas edições anteriores. Se não o recebiam, então a novidade foi que nesta última edição todos os que ficaram aquém dos três lugares cimeiros tiveram um cheque de 10.000 meticais. Antes que me esqueça, houve também a novidade de quem mais votasse pudesse passar um dia com os participantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Vou me ater sobre o comportamento do juri e do público. Primeiro pelos segundos que parecem mais interessantes. Quem esteve atento às imagens televisivas via que grande parte do público era constituído por adolescentes e raparigas; as filas da frente eram as mais histéricas e havia quem chorasse; as mensagens que corriam no rodapé eram na maioria dirigidas aos mais bonitos ao olhar do público; entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, para o público buscava-se mais o favorito e não o talentoso – dois conceitos deveras diferentes. Como dizia alguém, pode-se ser talentoso e não favorito e favorito e não ser talentoso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E como grande parte do público amante do Fama Show é constituído por mulheres, nota-se o desiquilíbrio ente os participantes. À medida em que as galas cresciam de número mais participantes do sexo feminino eram eliminadas, o que de alguma forma mostra que os favoritos eram os participantes do sexo masculino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Já o juri, esse, tinha um comportamento misto. Havia quem tentava ser o mais objectivo possível e quem se deixava levar pelo público e entrasse na subjectividade (o que não estabelecia não clara distinção entre juri e público). Em princípio, o juri deve ser objectivo na sua subjectividade porque guiado por um claro critério, o que o empresta uma certa autoridade e conhecimentos – não me pareceu que os jurados do Fama Show tivessem a utilizar o mesmo guião. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O juri do Fama é composto por três pessoas com algum “know-how” nos meandros culturais. Dois (o produtor Roland e a cantora Elvira Viegas) eram os jurados residentes, e o terceiro era convidado (daí que perfilassem semanalmente vários nomes do panorama cultural moçambicano). Mas devido ao critério da votação (votos por mensagens de cinco meticais cada) a opinião dos jurados acabava não valendo para nada, se não para os próprios participantes do Fama Show.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Inicialmente, o corpo dos jurados até desempenhanha, quanto a mím, muito bem as suas funções. Só que quanto mais a competição progredia deixavam de ser consistentes (talvez porque o que ficava era o medíocre, salvo a vencedora e o segundo classificado, e o juri tivesse que ajudar a melhorar o nível do show); a mais perdulária foi sem dúvidas a Elvira Viegas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Talvez a dificuldade da Elvira Viegas seja também a de muitos. Não se sabe ao certo o que a produção procura com este show. É mesmo talento que se procura? Se é talento, o programa não deve ficar refém dos votos dos populares, é necessário que se reveja o critério de alocação de pontos – eu até sugeriria um sistema de votação onde o voto do público teria um peso de 70% e o de juri 30%. Pode-se encontrar uma fórmula matemática para se achar os votos finais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas o Fama Show é mesmo sobre saber cantar? É que olhando bem para o nome do programa não vejo nada a respeito de música. Vejo mais fama e show; se quiser ser mesquinho até podia dizer “show-off”. São poucos os músicos moçambicanos que se podem gabar de alguma vez terem recebido a adulação que os participantes recebiam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O Fma Show não passa de um programa com um marketing esperto. Cria-se a falsa sensação de haver uma interacção entre os participantes e o público (viram essa de os que mais sms’s enviavam eram contemplados a passarem um dia com os seus ídolos). E também mostra-se algumas facetas dos participantes a “trabalharem” dia-após-dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
E não há melhor coisa que mostrar como o eliminado é recebido pelos seus familiares, amigos, vizinhaça e fãs. Grande golpe de marketing.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, tanto o juri como o público acabam caíndo vítimas desse golpe publicitário e fenómeno chamado Fama Show. Pode-se entender que o público caia porque aínda muito jovem e facilmente impressionável, mas já não se espera que o juri também afine no mesmo diapasão - talvez porque as recomendações são de que se deve observar as tendências do voto popular. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mais de marketing sempre digo o mesmo: se embrulhar detritos num papel de embrulho lindo e atar com um laço, não deixam de ser detritos dentro de um papel de embrulho lindo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-1037968523854205502?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/1037968523854205502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=1037968523854205502&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1037968523854205502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/1037968523854205502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/fama-show-ou-faces-show.html' title='Fama Show ou Faces Show?'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-2375623051820215035</id><published>2007-12-17T09:19:00.000+02:00</published><updated>2007-12-17T09:21:23.134+02:00</updated><title type='text'>Engraçado e desgraçado*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei se isso faz algum sentido para vocês. A mim também não faz sentido e este assunto tem me exercitado os neurónios ultimamente. Imaginem uma empresa: tem um PCA, um director executivo e um vice-director executivo. Por qualquer razão o director executivo abandona a empresa, e ao invés de olhar para o seu vice-director executivo, o PCA tem de procurar um substituto fora do empreendimento. E imaginem se isso acontecer por duas vezes seguidas e o vice nunca chega a director executivo. Dá para pensar, não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Agora ao invés de imaginarem este cenário a acontecer numa empresa, olhem para o cenário político moçambicano. O Presidente da República, Armando Guebuza, exonerou esta semana o segundo ministro da agricultura do seu mandato começado no dia 2 de Fevereiro de 2005. Para o lugar de Erasmo Muhate, nomeou o antigo sindicalista Soares Nhaca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Várias hipóteses foram avançadas sobre a exoneração de Muhate. Só Guebuza e uma pequena clique dos seus assessores sabem da razão da exoneração. Tenho também as minhas hipóteses, mas como já é um “fait acompli” reservo-me o direito de guardá-las para mim. Quero é sim que nos centremos em Catarina Pajume, vice-ministra da agricultura desde os dias do primeiro ministro do sector, Tomás Mandlate.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Porquê é que a sra. Pajume não foi contemplada para dirigir o ministério? se foi contemplada, porquê não foi considerada antes dos outros dois? O que me traz à questão de qual é a função de um vice-ministro no nosso governo? o que o vice-ministério representa na actual estrutura de governação? qual é a essência do vice-ministério?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não entendo o quê terá falhado nos dois antigos ministros que não falhou em Pajume. E se não falhou em Pajume, não devia se assumir que seria ela a ser nomeada ministra? o que é que isso nos leva a pensar sobre o pensamento do PR sobre a vice-ministra? Já agora, se tormarmos em conta que no país as nomeações são baseadas mais na confiança política do que competência técnica, o que se pode pode assumir sobre a confiança política que o PR tem sobre ela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Será simpático da nossa parte especularmos que o vice-ministério de Pajume é uma espécie de realeza (mera figura decorativa para satisfazer determinados interesses)? Será simpático da nossa parte pensarmos que Pajume está lá de pedra e cal representando o bloco maconde dentro da Frelimo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em economia existe um princípio, o Princípio de Pedro (Peter Principle), que diz que em qualquer organização qualquer indivíduo ascende até ao nível da sua incompetência, por outras palavras, todo o trabalho útil é feito por pessoas que aínda não alcançaram o nível de incompetência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Será que Pajume já atingiu o nível da sua incompetência ou será que quem a nomeou (que provavelmente estará mais equivocado em não saber colocar a pessoa certa no lugar certo na hora certa) já atingiu o seu? Como dizia o outro, é mesmo engraçado e desgraçado

* Com a devida vénia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-2375623051820215035?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/2375623051820215035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=2375623051820215035&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2375623051820215035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/2375623051820215035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/engraado-e-desgraado.html' title='Engraçado e desgraçado*'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-3309177063860806046</id><published>2007-12-14T11:04:00.000+02:00</published><updated>2007-12-14T17:11:14.346+02:00</updated><title type='text'>Está a bater</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2KbXAmk5nI/AAAAAAAAAEI/C8AAw785JGo/s1600-h/dzukuta.BMP"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143844544011626098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2KbXAmk5nI/AAAAAAAAAEI/C8AAw785JGo/s320/dzukuta.BMP" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estar a bater é uma expressão idiomática que quer dizer fazer sucesso; estar em voga; fazer furor; entre outras. No Brasil fala-se de estourar. Não sei quando é que essa expressão começou a fazer parte do léxico moçambicano, e nem se já chegou a significar outra coisa. Mas sei que é de uso corrente e empregue principalmente pela camada jovem urbanizada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Utiliza-se mais esta expressão na sub-cultura musical para descrever o estágio popular de uma música, ie, o seu grau de sucesso perante as massas. Por outras palavras, quando se diz que a música do “DJ Zombie” está a bater procura-se atribuir à música do dito cujo um significado de ser uma obra musical popular entre as massas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
A expressão abunda nos programas radiofónicos, televisivos e em conversas de esquina. Pessoalmente não sei que critérios são utilizados para se dizer que a música “a hi fambeni” está a bater. Somente posso tentar adivinhar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
“A hi fambeni” deve ser tocado mais de que uma dezena de vezes por dia nas emissoras FMs; deve se faz passar o “video clip” umas tantas vezes até conhecermos o nome da rapariga que mais se bamboleia dentre as várias (exagero claro, mas pode ser uma verdade); o “DJ Zombie” deve aparecer em todas as estações radiofónicas e televisivas, e também dar entrevistas nos jornais; deve-se, sobretudo, tocar “a hi fambeni” nas pistas das discotecas onde “DJ Zombie” é amigo dos DJs. Mas o que consta no topo é que o DJ da Rádio Urbana ouviu “a hi fambeni” a tocar na Rádio J e por não querer ficar atrás, também a toca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nem é preciso ver se “a hi fambeni” passa pelo teste universal: qualquer rádio rege-se por um código ético e deontológico. Afinal de contas é jornalismo, ou não é? Esses códigos devem conter normam que conteúdos uma determinada música dever ter. Por exemplo, deve ter conteúdos que não ofendem; não violam os direitos da pessoa humana; não incita à violência baseada na raça, género, orientação (eu digo escolha) sexual, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Deixo ao critério dos que escutam a música da nova geração moçambicana por estar a bater dizerem se a tal música passa ao teste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Não me recordo que alguém alguma vez tenha feito uma sondagem para saber qual é a música mais popular. O que mais se aproxima a uma sondagem serão talvez os “topos” e os “ngomas” onde o público vota na sua canção mais popular de um lote de canções escolhidas ao longo de muitas semanas. Mas seria interessante saber se o que se diz estar a bater está mesmo a bater.
Vou-vos contar um episódio. O jovem Grupo SOICO através do seu canal televisivo, STV, tem um programa chamado “Music Box” onde se convida um músico para um bate-papo, passam-se “video clips”, e uma parada de sucessos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Para rentabilizar o seu negócio, a SOICO criou uma adenda ao “Music Box”, ie, criou um espectáculo ao vivo (nunca vi tanta mentira junta; de vivo eram as pessoas no palco porque quase tudo é em play-back). O que a SOICO fazia era levar os três mais votados ao palco do Cinema África de 15 em 15 dias (salvo erro).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Estranhamente os mais votados eram os “rappers” e não os “dzukuteiros/pandzistas/xitsukuteiros”. A mensagem não podia de ser mais clara: o estilo musical que o público que via a “Music Box” queria ver não era o “dzukuta/pandza/xitsuketa”. Resultado: quem aparecia nos palcos do África não eram os do “label” mais preferida do momento e então a SOICO acabou alterando o critério. Hoje só se fazem espectáculos com os músicos da “label” preferida. E como tudo funciona na base de percepções, dá-se a ideia de que os músicos dessa “label” é que estão a bater.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Voltando à vaca fria, as rádios são hoje muito tecnológicas. O DJ entra no estúdio e tem um “playlist” no computador. Pode programá-lo para tocar as músicas quiser. Como só faz umas tantas horas, pode tocar uma música uma duas ou três vezes; e quando sai, os DJs subsequentes também vão ao mesmo “playlist” e tocam a mesma “a hi fambeni” umas tantas vezes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
O que se faz pois é tocar a música dos “eleitos” e censurar aos outros demais. Pode-se até dizer que as rádios ao invés de democratizarem a cultura acabam por discriminar outros tipos de música. Pode-se até dizer que as FMs subvalorizam qualquer manifestação cultural que não esteja dentro dos padrões considerados “normais” por eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Nos outros países onde se discriminam outras manifestações culturais, isso foi conseguido através da prática de “payola”, jabá (conforme dizem os brasileiros), que consiste em uma editora pagar um DJ para tocar uma determinada música. Embora não possa provar, começam a existir evidências de que isso também acontece no país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
Mas é muita coincidência que apenas toquem mais as músicas da “label” mais preferida e as músicas do “DJ Zombie”

Disclaimer: qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Foto retirada da página do Fama Show&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-3309177063860806046?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/3309177063860806046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3345201419308089670&amp;postID=3309177063860806046&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3309177063860806046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3345201419308089670/posts/default/3309177063860806046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/2007/12/est-bater.html' title='Está a bater'/><author><name>Bayano Valy</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14921635956624661044</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/RkCD31gJRFI/AAAAAAAAAAM/ZGi5v0SEOKc/s320/Image002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2KbXAmk5nI/AAAAAAAAAEI/C8AAw785JGo/s72-c/dzukuta.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3345201419308089670.post-7945715514946011396</id><published>2007-12-13T11:21:00.001+02:00</published><updated>2007-12-14T11:19:13.518+02:00</updated><title type='text'>RNDH lançado em Maputo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2JKCAmk5mI/AAAAAAAAAEA/HnR9yz6ZfQo/s1600-h/nhdr+new+pic.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143755122792523362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_QAoSme2ksjQ/R2JKCAmk5mI/AAAAAAAAAEA/HnR9yz6ZfQo/s320/nhdr+new+pic.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi hoje (13/12/2007) lançado ao público o Relatório Nacional do Desenvolvimento Humano 2007, que versa sobre a pandemia do HIV e SIDA em Moçambique.
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;
O Relatório Nacional do Desenvolvimento Humano é um estudo independente implementado pelo Instituto Superior de Relações Internacions (ISRI) e o Centro de Documentação e Pesquisa da África Austral (SARDC) em estreita colaboração com o Instituto Nacional de Estatísticas e com o patrocínio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na ocasião, procedeu-se a uma apresentação das principais constatações e recomendações do documento, relativamente às tendências do desenvolvimento humano em Moçambique, incluindo dados estatísticos relativos à esperança de vida da população, níveis de acesso ao conhecimento e qualidade de vida em termos de rendimento per capita, bem como sobre a pressão que a pandemia do SIDA tem representado para o desenvolvimento do País e os níveis de resposta coordenada para lhe fazer face.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3345201419308089670-7945715514946011396?l=nulliusinverba-bv.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nulliusinverba-bv.blogspot.com/feeds/7945715514946011396/comments/default' title='Enviar comentá
